Divulgação médico veterinária. Noticias, artigos, fotos, imagens, vídeos, Petclube é o melhor site que vende cães bulldog, pug, rhodesian ridgeback, frenchie bulldog, chihuahua, buldogue campeiro, olde english bulldogge, pitmonster, gatos ragdoll, maine coon , bengal, exotico, persa, com anúncios de divulgação de filhotes de cachorros e gatinhos munchkin toy raríssimos para todo Brasil
wthats 55 11 9386 8744 Juquitiba SP
GLUTAMINA NA REDUÇÃO DA PERMEABILIDADE INTESTINAL E DA INFLAMAÇÃO EM CÃES E GATOS: BASES FISIOLÓGICAS, EVIDÊNCIAS EXPERIMENTAIS E IMPLICAÇÕES CLÍNICAS
Trabalho científico apresentado como artigo de revisão na área de Medicina Veterinária, com ênfase em nutrição e gastroenterologia de pequenos animais.
Autores:
Cláudio Amichetti Júnior¹,²
Gabriel Amichetti³
¹ Médico-veterinário Integrativo – CRMV-SP 75.404 VT; MAPA 00129461/2025, CREA 060149829-SP Engenheiro Agrônomo Sustentável, Especialista em Nutrição Felina e Alimentação Natural, Petclube. Com mais de 40 anos de experiência prática dedicados aos felinos, com foco em transição dietética e desenvolvimento de protocolos de bem-estar.
² [Afiliação Institucional Petclube, São Paulo, Brasil]
³ Médico-veterinário CRMV-SP 45.592 VT, Especialização em Ortopedia e Cirurgia de Pequenos Animais – [clínica 3RD Vila Zelina SP]
Autor Correspondente: Cláudio Amichetti Júnior, [dr.claudio.amichetti@gmail.com]
Conflito de Interesses: Os autores declaram não haver conflito de interesses.
Petclube – Ciência, Genética e Bem-Estar Animal
RESUMO
A integridade da barreira intestinal é essencial para a homeostase imunológica e metabólica de cães e gatos. A disfunção dessa barreira, caracterizada pelo aumento da permeabilidade intestinal, está associada a enteropatias crônicas, disbiose e inflamação sistêmica de baixo grau. A glutamina é um aminoácido condicionalmente essencial e constitui o principal substrato energético dos enterócitos e das células do sistema imune intestinal. Evidências experimentais indicam que a glutamina contribui para a manutenção das junções epiteliais, redução da translocação bacteriana e modulação da resposta inflamatória intestinal (Amichetti, 2021). Embora estudos clínicos específicos em cães e gatos ainda sejam limitados, os mecanismos fisiológicos envolvidos são altamente conservados entre mamíferos. Este artigo revisa as bases fisiopatológicas do intestino permeável, os mecanismos de ação da glutamina e as evidências científicas disponíveis, discutindo suas implicações clínicas na medicina veterinária integrativa.
Palavras-chave: glutamina. permeabilidade intestinal. inflamação intestinal. cães. gatos.
1 INTRODUÇÃO
2 GLUTAMINA E A INTEGRIDADE DA BARREIRA INTESTINAL
A glutamina exerce papel fundamental na manutenção da estrutura e função da mucosa intestinal. A deficiência desse aminoácido está associada à atrofia das vilosidades, redução da espessura epitelial e comprometimento das tight junctions, resultando em aumento da permeabilidade intestinal (KIM; KIM, 2017).
Achamrah et al. (2017) demonstraram que a glutamina regula positivamente a expressão de proteínas como claudinas e ocludinas, essenciais para a coesão intercelular. Além disso, atua como precursora da glutationa, importante antioxidante intracelular, protegendo o epitélio intestinal contra o estresse oxidativo induzido por processos inflamatórios.
Modelos experimentais evidenciam que a suplementação com glutamina reduz a translocação bacteriana para linfonodos mesentéricos e órgãos extraintestinais, indicando melhora funcional da barreira intestinal (ZIEGLER et al., 2000).
3 GLUTAMINA E MODULAÇÃO DA INFLAMAÇÃO INTESTINAL
A inflamação intestinal crônica caracteriza-se pela ativação persistente de vias inflamatórias, como o fator nuclear kappa B (NF-κB), e pela produção excessiva de citocinas pró-inflamatórias, incluindo TNF-α e interleucinas.
Estudos experimentais demonstram que a glutamina reduz a ativação do NF-κB e a expressão de citocinas inflamatórias, promovendo um ambiente intestinal favorável à regeneração tecidual (KIM; KIM, 2017). Em modelos de colite, a suplementação com glutamina resultou em menor dano histológico e melhora da função intestinal.Embora a suplementação com L-glutamina seja uma estratégia comum em contextos clínicos específicos, é fundamental reconhecer que a glutamina é naturalmente encontrada em diversos alimentos, desempenhando um papel crucial na ingestão diária de cães e gatos. Uma dieta de alta qualidade e nutricionalmente balanceada é a primeira linha de defesa para garantir o aporte adequado desse aminoácido.
5 CONCLUSÃO
A glutamina apresenta respaldo científico consistente como nutriente essencial para a manutenção da integridade da barreira intestinal e para a modulação da inflamação. Em cães e gatos, seu uso como adjuvante nutricional mostra-se promissor no manejo de condições associadas ao aumento da permeabilidade intestinal, especialmente dentro de protocolos de medicina veterinária integrativa baseados em evidências.
REFERÊNCIAS
(NBR 6023:2018 – ordem alfabética)
ACHAMRAH, N. et al. Glutamine and the regulation of intestinal permeability: from bench to bedside. Current Opinion in Clinical Nutrition and Metabolic Care, v. 20, n. 1, p. 86–91, 2017.
KIM, M. H.; KIM, H. The roles of glutamine in the intestine and its implication in intestinal diseases. International Journal of Molecular Sciences, v. 18, n. 5, p. 1051, 2017.
NEU, J.; SHENOY, V. Glutamine: role in gut protection and immune function. Nutrition, v. 23, n. 1, p. 1–7, 2017.
SOUBA, W. W. Glutamine and intestinal function. JPEN Journal of Parenteral and Enteral Nutrition, v. 15, n. 1, p. 13–22, 1991.
ZIEGLER, T. R. et al. Glutamine supplementation improves intestinal barrier function in experimental models. American Journal of Physiology – Gastrointestinal and Liver Physiology, v. 278, p. G928–G937, 2000.
PEPTIDE BIOREGULATORS IN VETERINARY MEDICINE:
A COMPARATIVE REVIEW OF THYMOSIN β-4 / TB-500 AND RUSSIAN BIOREGULATOR PEPTIDES
Data: 3 de agosto de 2026
Dr. Cláudio Amichetti Júnior
Medicina Felina e Canina – Medicina Canabinoide – Alimentação Natural - PEPTIDEOLOGIA
Dr. Gabriel Amichetti
Ortopedia e Cirurgia de Pequenos Animais
A medicina veterinária contemporânea tem testemunhado um crescente interesse em abordagens terapêuticas regenerativas capazes de restaurar funções teciduais comprometidas por trauma, degeneração ou inflamação crônica. Entre essas abordagens, os peptídeos bioreguladores emergem como uma classe promissora de moléculas bioativas com potencial de modular processos celulares fundamentais como proliferação, migração celular, angiogênese e reparo tecidual.
Esta revisão narrativa analisa comparativamente dois grupos principais de peptídeos investigados no contexto da medicina regenerativa: o Thymosin β-4 (Tβ4) e seu fragmento sintético TB-500, bem como os peptídeos bioreguladores russosdesenvolvidos a partir das pesquisas conduzidas por Vladimir Khavinson.
Especial atenção é dedicada ao desenvolvimento clínico do NL005 (rhTβ4) na China, cujos ensaios clínicos em humanos fornecem evidências importantes sobre segurança e plausibilidade biológica. Em contraste, o TB-500 permanece amplamente difundido no contexto experimental veterinário, particularmente em medicina equina, sem aprovação regulatória formal.
Além disso, os peptídeos bioreguladores russos apresentam mecanismos epigenéticos potencialmente relevantes para processos de regeneração tecidual e envelhecimento celular, embora ainda exista uma lacuna significativa de evidência clínica veterinária indexada.
A presente revisão discute mecanismos moleculares, potenciais aplicações em ortopedia equina, geriatria felina e medicina regenerativa canina, além de abordar aspectos regulatórios, éticos e limitações da literatura científica disponível.
Conclui-se que a translação segura desses compostos para a prática veterinária depende da realização de ensaios clínicos veterinários controlados, padronização farmacêutica e produção sob boas práticas de fabricação (GMP).
Palavras-chave: Peptídeos bioreguladores; Thymosin β-4; TB-500; Medicina regenerativa veterinária; Epigenética.
Veterinary medicine has increasingly explored regenerative approaches aimed at restoring tissue function affected by trauma, chronic inflammation, or degenerative diseases. Among these strategies, bioregulator peptides have emerged as promising bioactive molecules capable of modulating fundamental cellular processes such as angiogenesis, cellular migration, proliferation, and tissue repair.
This narrative review comparatively examines two major peptide groups investigated in regenerative medicine: Thymosin β-4 (Tβ4) and its synthetic fragment TB-500, as well as Russian bioregulator peptides derived from the pioneering work of Vladimir Khavinson.
Particular emphasis is given to the clinical development of NL005 (recombinant human Thymosin β-4) in China, whose human clinical trials provide important safety and pharmacological insights. In contrast, TB-500 remains widely used in experimental veterinary contexts, particularly in equine medicine, without formal regulatory approval.
Furthermore, Russian bioregulator peptides exhibit epigenetic regulatory mechanisms potentially relevant to aging and tissue regeneration, although significant gaps remain in indexed veterinary clinical evidence.
This review discusses molecular mechanisms, potential applications in equine orthopedics, feline geriatrics, and canine regenerative medicine, while also addressing regulatory, ethical, and scientific limitations.
Future advances will require controlled veterinary clinical trials, pharmaceutical standardization, and GMP-compliant manufacturing processes.
Keywords: Bioregulator peptides; Thymosin β-4; TB-500; Veterinary regenerative medicine.
A medicina veterinária moderna enfrenta desafios crescentes relacionados ao manejo de doenças degenerativas, lesões musculoesqueléticas e processos inflamatórios crônicos em animais de companhia e de produção. Nesse contexto, terapias regenerativas têm se destacado como uma área emergente da biomedicina veterinária, buscando restaurar estruturas teciduais e funções fisiológicas por meio da modulação de processos celulares e moleculares fundamentais.
Entre as estratégias investigadas, os peptídeos bioreguladores representam uma classe de moléculas biologicamente ativas capazes de atuar como moduladores de sinalização celular, influenciando diretamente a expressão gênica, a homeostase celular e os mecanismos de regeneração tecidual.
O Thymosin β-4 (Tβ4) é uma proteína endógena amplamente distribuída nos tecidos de mamíferos, composta por 43 aminoácidos e envolvida em diversos processos fisiológicos, incluindo regulação da actina citoplasmática, migração celular, angiogênese e cicatrização de feridas.
Derivado dessa proteína, o TB-500 corresponde a um fragmento sintético desenvolvido para explorar propriedades regenerativas similares em modelos experimentais.
Paralelamente, pesquisadores russos desenvolveram uma série de peptídeos bioreguladores órgão-específicos, como Epitalon, Thymalin e Cortexin, cuja ação estaria relacionada à modulação epigenética da expressão gênica e à restauração da função celular em tecidos envelhecidos ou lesionados.
Apesar do potencial terapêutico desses compostos, sua aplicação clínica na medicina veterinária ainda permanece limitada pela escassez de ensaios clínicos controlados, pela ausência de regulamentação farmacológica e pela variabilidade na qualidade dos produtos disponíveis.
Diante desse cenário, torna-se relevante analisar criticamente o estado atual da evidência científica relacionada a esses peptídeos e discutir suas possíveis implicações para o futuro da medicina veterinária regenerativa.
O desenvolvimento do NL005 (Thymosin β-4 recombinante humano) representa um dos exemplos mais avançados de investigação translacional envolvendo esse peptídeo.
Ensaios clínicos fase I conduzidos na China avaliaram segurança, tolerabilidade e farmacocinética em voluntários saudáveis, demonstrando perfil favorável de segurança.
Estudos subsequentes investigaram seu uso em infarto agudo do miocárdio, sugerindo redução da área de necrose miocárdica e melhora da perfusão tecidual.
Esses resultados reforçam a plausibilidade biológica do Tβ4 como agente regenerativo.
Os principais mecanismos associados ao Thymosin β-4 incluem:
regulação da polimerização da actina
promoção da angiogênese via VEGF
modulação inflamatória
redução da apoptose celular
estímulo à migração de fibroblastos e células endoteliais
Esses efeitos ocorrem principalmente através de vias de sinalização como:
PI3K / Akt
TGF-β / Smad
Wnt / β-catenina
eNOS
| Característica | NL005 (rhTβ4) | TB-500 |
|---|---|---|
| Estrutura | proteína completa (43 aa) | fragmento sintético |
| Desenvolvimento | biotecnologia farmacêutica | síntese química |
| Uso | estudos clínicos humanos | uso experimental veterinário |
| Status regulatório | em ensaios clínicos | não aprovado |
| Qualidade | produção GMP | variável |
| Evidência científica | ensaios clínicos | relatos experimentais |
| Peptídeo | Órgão alvo | Função proposta |
|---|---|---|
| Epitalon | glândula pineal | modulação do envelhecimento |
| Thymalin | timo | regulação imunológica |
| Cortexin | cérebro | neuroproteção |
| Livagen | fígado | regeneração hepática |
| Renisamin | rim | proteção renal |
| Via molecular | Função biológica |
|---|---|
| VEGF | angiogênese |
| PI3K / Akt | sobrevivência celular |
| TGF-β | modulação da fibrose |
| Wnt | regeneração tecidual |
Do ponto de vista da medicina veterinária, os peptídeos bioreguladores apresentam um campo de investigação particularmente relevante, sobretudo em áreas como ortopedia veterinária, medicina geriátrica e doenças degenerativas crônicas.
Em medicina equina, por exemplo, lesões de tendões e ligamentos representam uma das principais causas de afastamento esportivo. A capacidade potencial do Thymosin β-4 de estimular angiogênese e migração celular torna esse peptídeo biologicamente plausível como agente regenerativo.
Na medicina felina, doenças crônicas relacionadas ao envelhecimento, como doença renal crônica, representam desafios terapêuticos significativos. Peptídeos organoespecíficos derivados de tecidos renais podem representar futuras estratégias de modulação metabólica e regeneração tubular.
Entretanto, é fundamental reconhecer que grande parte da literatura disponível permanece limitada a estudos experimentais, relatos pré-clínicos ou literatura não indexada internacionalmente.
Além disso, o mercado de peptídeos de pesquisa apresenta grande variabilidade na qualidade farmacêutica dos produtos disponíveis, o que representa um risco potencial para a segurança animal.
Portanto, a adoção clínica desses compostos exige cautela científica e rigor metodológico.
Os compostos discutidos neste artigo encontram-se em fase de investigação científica e não possuem aprovação regulatória para uso clínico veterinário na maioria dos países.
As informações apresentadas têm finalidade exclusivamente acadêmica e científica, destinadas à discussão e análise de literatura experimental.
Qualquer utilização clínica desses compostos deve ser considerada experimental ou off-label, devendo ocorrer apenas sob responsabilidade profissional, dentro de protocolos de pesquisa adequadamente supervisionados e em conformidade com normas éticas e regulatórias.
· Uso Off-Label e Produtos Humanos: O CFMV permite, em situações específicas, o uso de produtos fabricados para humanos em animais (regulamentado pela Resolução CFMV nº 1.318/2020). No entanto, isso não se aplica ao TB-500 e BPC-157, pois eles não são registrados nem pela Anvisa (para humanos) nem pelo MAPA (para animais).
· Responsabilidade Técnica: O médico-veterinário é o único responsável pelos atos de prescrição. A utilização de produtos não registrados viola os preceitos do Código de Ética, pois não há garantia de segurança, eficácia, pureza ou controle de qualidade das substâncias.
4. Riscos da Utilização e Bases Científicas
Embora existam publicações e artigos de revisão discutindo os potenciais mecanismos de ação desses peptídeos (como angiogênese, modulação inflamatória e reparo tecidual), é crucial entender que:
· Evidências limitadas: A base científica atual é majoritariamente pré-clínica (estudos em laboratório e em animais de experimentação). Faltam ensaios clínicos robustos que comprovem a eficácia e, principalmente, a segurança desses compostos para uso em animais domésticos (cães, gatos, equinos) a longo prazo.
· Qualidade e procedência: Produtos comercializados sem registro podem ser falsificados, conter contaminantes, ter dosagem imprecisa ou substâncias não declaradas, colocando a saúde do animal em grave risco.
Conclusão
Não. O uso do TB-500 e do BPC-157 na medicina veterinária no Brasil não é legalmente permitido, pois essas substâncias não possuem registro no MAPA e são consideradas experimentais.
A orientação dos órgãos de classe e dos especialistas em medicina veterinária baseada em evidências é de que o médico-veterinário não deve prescrever tais substâncias fora de protocolos de pesquisa devidamente autorizados por comitês de ética. O exercício responsável da profissão exige a utilização exclusiva de produtos registrados, que garantam segurança e eficácia comprovada.
Os peptídeos bioreguladores representam uma área promissora da medicina regenerativa veterinária. Entretanto, a consolidação de seu uso terapêutico dependerá da realização de ensaios clínicos veterinários controlados, padronização farmacológica e regulamentação internacional adequada.
O avanço dessa área poderá contribuir significativamente para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas voltadas à melhoria da saúde e da qualidade de vida dos animais.
GOLDSTEIN, A. L.; KLEINMAN, H. K. Advances in the basic and clinical applications of thymosin β-4. Expert Opinion on Biological Therapy, 2015.
KHAVINSON, V.; LINKOVA, N. Peptide bioregulators and aging. International Journal of Molecular Sciences, 2022.
FRONTIERS IN PHARMACOLOGY. Phase I study of recombinant human thymosin β-4. 2021.
DRUG TESTING AND ANALYSIS. Detection of TB-500 in equine doping control. 2013.
JAMA NETWORK OPEN. Language bias in Chinese-sponsored clinical trials. 2023.
BIOGERONTOLOGY. Epitalon and aging research. 2024.
JOURNAL OF ORTHOPAEDIC RESEARCH. Therapeutic peptides in orthopedics. 2025.
Dr. Cláudio Amichetti Júnior
Médico Veterinário
CRMV-SP 75.404 VT | MAPA 00129461/2025 | CREA 060149829-SP
Especialista em Medicina Integrativa, Nutrição Felina e Canina, Medicina Canabinoide
Petclube - São Paulo, SP
Eu, Dr. Cláudio Amichetti Júnior, médico veterinário devidamente registrado no CRMV-SP sob o nº 75.404 VT, com expertise em Medicina Integrativa e bioreguladores (ex.: BPC-157, TB-500 ou similares).
Esta comunicação é puramente informativa e educacional. Forneço sugestões baseadas em evidências científicas disponíveis (estudos animais, relatos e literatura), incluindo:
Não se trata de:
De acordo com o Código de Ética do CRMV-SP (Resolução nº 1.228/2018) e normas do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV):
Em caso de dúvidas ou intercorrências, contate o CRMV-SP ou um profissional registrado.
Atenciosamente,
Dr. Cláudio Amichetti Júnior
CRMV-SP 75.404 VT
autores
Dr. Cláudio Amichetti Júnior¹,²
Gabriel Amichetti³
¹ Médico-veterinário Integrativo – CRMV-SP 75.404 VT; MAPA 00129461/2025; CREA 060149829-SP (Eng. Agr.). Especialista em Nutrição Felina e Canina, Medicina Canabinóide e Alimentação Natural, Petclube. Mais de 40 anos de experiência prática dedicados aos felinos e cães tipo bull, com foco em transição dietética e desenvolvimento de protocolos de bem-estar.
² Afiliação Institucional Petclube, São Paulo, Brasil.
³ Médico-veterinário – CRMV-SP 45.592 VT. Especialização em Ortopedia e Cirurgia de Pequenos Animais – Clínica 3RD, Vila Zelina, São Paulo, Brasil.
Autor correspondente: Cláudio Amichetti Júnior. E-mail: dr.claudio.amichetti@gmail.com
Conflito de interesses: Os autores declaram não haver conflito de interesses.
Periódico: Petclube – Ciência, Genética e Bem-Estar Animal.
A doença renal crônica (DRC) é uma das principais causas de morbidade e mortalidade em gatos domésticos, sobretudo em animais geriátricos, caracterizando-se por perda progressiva e irreversível de néfrons funcionais e consequente declínio da taxa de filtração glomerular. As repercussões clínicas incluem azotemia, alterações do metabolismo mineral, distúrbios hidroeletrolíticos e manifestações sistêmicas que comprometem significativamente a qualidade de vida. As intervenções atualmente recomendadas concentram-se em suporte clínico e desaceleração da progressão, com destaque para dieta renal, controle pressórico, manejo de proteinúria e tratamento de complicações. Apesar de essenciais, essas medidas raramente atuam de forma direta sobre mecanismos biológicos centrais associados à progressão, como inflamação persistente e fibrose. Nesse contexto, pesquisas desenvolvidas no Japão vêm investigando a proteína AIM (Apoptosis Inhibitor of Macrophage; também conhecida como CD5L) como alvo terapêutico promissor, devido ao seu papel na depuração de detritos e na modulação de respostas inflamatórias renais. Evidências experimentais demonstram particularidades na ativação da AIM em felinos e sugerem associação com suscetibilidade a doença renal. Além disso, estudos clínicos recentes avaliaram a administração de AIM recombinante em gatos com DRC, apontando potencial benefício clínico, embora a consolidação dessa abordagem dependa de replicação, padronização de protocolos e avaliação de segurança em longo prazo. Este artigo revisa aspectos fisiopatológicos relevantes da DRC felina, sintetiza as estratégias terapêuticas convencionais com base em diretrizes, e discute criticamente a terapia baseada em AIM à luz da literatura científica disponível.
Palavras-chave: doença renal crônica felina; AIM; CD5L; insuficiência renal; terapias inovadoras.
A doença renal crônica (DRC) em felinos é uma síndrome progressiva marcada por alterações estruturais irreversíveis e redução persistente da função renal. Sua alta prevalência em gatos idosos, somada à evolução frequentemente insidiosa, torna a condição um dos maiores desafios da clínica de felinos. Ainda que múltiplas etiologias possam estar envolvidas, a progressão tende a convergir para vias finais comuns de lesão, incluindo inflamação crônica, alterações hemodinâmicas intrarrenais e fibrose túbulo-intersticial.
Do ponto de vista clínico, a DRC pode se manifestar com poliúria/polidipsia, perda de peso, hiporexia, vômitos e letargia, muitas vezes com apresentação tardia, quando a reserva funcional renal já está substancialmente reduzida. Por isso, recomenda-se estadiamento e monitoramento sistemáticos, de modo a direcionar condutas terapêuticas e prever prognóstico. As diretrizes da International Renal Interest Society (IRIS) são amplamente utilizadas como referência para estadiamento e recomendações de manejo, apoiando a tomada de decisão clínica e o acompanhamento longitudinal.
Apesar da efetividade do manejo convencional para estabilização e melhora de qualidade de vida, persiste uma lacuna terapêutica: a ausência de intervenções amplamente disponíveis e comprovadas que modifiquem de modo direto e consistente os mecanismos patológicos subjacentes à progressão. Nesse cenário, pesquisas conduzidas no Japão têm destacado a proteína AIM (Apoptosis Inhibitor of Macrophage/CD5L) como componente potencialmente relevante para a suscetibilidade felina à doença renal e como alvo para desenvolvimento terapêutico, abrindo perspectiva para estratégias além do suporte clínico tradicional.
A DRC decorre de lesões renais cumulativas e/ou persistentes que evoluem para perda de néfrons e remodelamento do parênquima renal. Independentemente do insulto inicial, a progressão tende a envolver mecanismos comuns, como inflamação persistente, hipóxia, lesão tubular e glomerular, com consequente deposição de matriz extracelular e fibrose.
Entre os eventos fisiopatológicos frequentemente associados, destacam-se:
Dentro do campo dos alvos terapêuticos emergentes, evidências experimentais sugerem que gatos apresentam particularidades relacionadas à AIM (CD5L). Em estudo publicado em Scientific Reports, Sugisawa et al. (2016) relataram que a AIM felina permaneceria inativa durante injúria renal aguda, o que poderia comprometer mecanismos de recuperação e aumentar a suscetibilidade à progressão de doença renal. Esse achado oferece plausibilidade biológica para intervenções terapêuticas que busquem restaurar ou suplementar a função efetiva da AIM, especialmente no contexto de depuração de detritos e modulação de inflamação renal.
O manejo da DRC felina é, em geral, de longo prazo e individualizado, orientado por estadiamento e fatores de risco, com foco em reduzir sinais clínicos, prevenir descompensações e retardar progressão.
A dieta terapêutica renal é um dos pilares do manejo. Recomenda-se restrição de fósforo e ajuste de proteínas, mantendo qualidade nutricional e palatabilidade, especialmente em pacientes com perda de peso e apetite reduzido. Diretrizes de consenso reforçam que a intervenção nutricional pode impactar qualidade de vida e evolução clínica, sendo frequentemente indicada a partir de estágios específicos.
Hipertensão sistêmica e proteinúria estão associadas à progressão mais rápida e a complicações. O controle pressórico e o manejo da proteinúria são, portanto, objetivos terapêuticos relevantes, com medicações selecionadas conforme avaliação clínica e monitoramento.
A desidratação é frequente em pacientes com DRC devido à menor capacidade de concentração urinária. A fluidoterapia (incluindo via subcutânea em casos selecionados) e o manejo de náuseas, apetite e distúrbios eletrolíticos são componentes essenciais para estabilidade clínica e adesão ao tratamento.
O acompanhamento de anemia, distúrbios acidobásicos, alterações do fósforo, perdas nutricionais e sinais gastrointestinais é determinante para o bem-estar e para evitar declínio acelerado.
Embora essas medidas tenham benefício clínico bem estabelecido, seu efeito é predominantemente suportivo, com capacidade limitada de interferir diretamente em mecanismos moleculares e celulares centrais relacionados à progressão e fibrose.
A AIM (CD5L) é uma proteína associada a funções de resposta imune e depuração de detritos. A hipótese terapêutica discutida em pesquisas japonesas propõe que a suplementação de AIM funcional poderia favorecer remoção de detritos e modular ambientes inflamatórios renais, com potencial de influenciar progressão de doença renal.
A base experimental para esse racional inclui dados que associam particularidades da AIM felina à maior suscetibilidade à doença renal (SUGISAWA et al., 2016). Além disso, evidência clínica recente avaliou o impacto de AIM recombinante em gatos com DRC. Tezuka et al. (2026) publicaram em The Veterinary Journal um estudo sobre impacto clínico de AIM em DRC felina, sugerindo relevância clínica da intervenção e reforçando o interesse por estudos adicionais.
Apesar do potencial, para caracterizar uma terapia como efetivamente “modificadora de doença” na DRC felina, ainda são necessários:
A DRC felina combina alta prevalência, evolução prolongada e impacto sistêmico, impondo desafios clínicos e econômicos. O manejo convencional permanece indispensável e fundamentado em consensos e diretrizes, com benefício consistente para controle de sinais e estabilidade clínica. Entretanto, o ponto crítico é que grande parte dessas intervenções atua a jusante, mitigando consequências do declínio funcional, enquanto processos como inflamação persistente e fibrose continuam avançando.
A terapia baseada em AIM representa uma mudança de paradigma por propor intervenção em um eixo biológico com plausibilidade mecanística. O estudo de Sugisawa et al. (2016) fornece um suporte importante ao sugerir que a AIM felina pode ser menos efetiva em condições de injúria renal, aumentando risco de progressão. Complementarmente, a publicação clínica em The Veterinary Journal (TEZUKA et al., 2026) indica que a AIM pode ter impacto clínico em contexto de DRC, o que reforça a necessidade de aprofundamento científico.
Ainda assim, a adoção clínica ampla exige cautela. Mesmo resultados promissores podem não se manter quando avaliados em populações maiores, com diferentes comorbidades e variações de estadiamento (IRIS). Além disso, por se tratar de um produto biológico, aspectos como segurança repetida, imunogenicidade, custo e acesso são determinantes para viabilidade no mundo real. Também é essencial que os desfechos escolhidos em pesquisas reflitam ganhos clínicos relevantes, e não apenas alterações pontuais de biomarcadores.
Portanto, a AIM deve ser compreendida como uma linha promissora e em consolidação, com potencial de ampliar o arsenal terapêutico, mas não como substituto do manejo convencional baseado em diretrizes — ao menos até que evidências adicionais definam sua aplicabilidade, janela terapêutica e impacto consistente em desfechos clínicos.
A doença renal crônica felina permanece como importante desafio na medicina veterinária por sua alta frequência em gatos idosos, progressão irreversível e repercussões sistêmicas que afetam diretamente qualidade de vida e sobrevida. Diretrizes e consensos sustentam um manejo clínico efetivo para estabilização e controle de complicações, baseado principalmente em intervenção nutricional, controle de hipertensão e proteinúria, manutenção de hidratação e suporte a alterações metabólicas e gastrointestinais. Contudo, tais estratégias, embora indispensáveis, são predominantemente suportivas e apresentam limitações para interferir diretamente nos mecanismos patogênicos que impulsionam a progressão, como inflamação persistente e fibrose renal.
As pesquisas desenvolvidas no Japão em torno da proteína AIM (CD5L) fornecem uma perspectiva inovadora ao apontar particularidades da AIM felina associadas à suscetibilidade a doença renal e ao sugerir que a suplementação de AIM recombinante pode ter impacto clínico em gatos com DRC. Ainda que os achados disponíveis sustentem plausibilidade e relevância, a consolidação dessa abordagem requer estudos clínicos adicionais, com delineamento robusto, avaliação de segurança em longo prazo, padronização de protocolos e demonstração consistente de desfechos clinicamente significativos. Caso esses requisitos sejam atendidos, a AIM poderá representar um avanço relevante rumo a terapias com maior potencial de modificar a história natural da DRC felina, complementando — e não substituindo — o manejo convencional baseado em diretrizes.
INTERNATIONAL RENAL INTEREST SOCIETY (IRIS). IRIS guidelines. [S. l.], [s. d.]. Disponível em: https://www.iris-kidney.com/iris-guidelines-1. Acesso em: 26 fev. 2026.
INTERNATIONAL RENAL INTEREST SOCIETY (IRIS). IRIS staging system. [S. l.], [s. d.]. Disponível em: https://www.iris-kidney.com/iris-staging-system. Acesso em: 26 fev. 2026.
SPARKES, Andrew H.; CANEY, Sarah; CHALHOUB, Serge; ELLIOTT, Jonathan; FINCH, Natalie; GAJANAYAKE, Isuru; LANGSTON, Catherine; LEFEBVRE, Hervé P.; WHITE, Joanna; QUIMBY, Jessica. ISFM consensus guidelines on the diagnosis and management of feline chronic kidney disease. Journal of Feline Medicine and Surgery, v. 18, n. 3, p. 219–239, 2016. DOI: 10.1177/1098612X16631234. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26936494/. Acesso em: 26 fev. 2026.
SUGISAWA, Ryoichi; HIRAMOTO, Eri; MATSUMOTO, Akiko; SAKURAI, Toshihito; KUDO, Kai; TAKEHARA, Hideyuki; MORIOKA, Masanobu; IKEDA, Kazutaka; IKEDA, Takashi; ARAI, Shohei. Impact of feline AIM on the susceptibility of cats to renal disease. Scientific Reports, v. 6, art. 35251, 12 out. 2016. DOI: 10.1038/srep35251. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27731392/. Acesso em: 26 fev. 2026.
TEZUKA, Tetsushi; ARAKAWA, Hiroyuki; KUDO, Kai; TAKEHARA, Hideyuki; MORIOKA, Masanobu; IKEDA, Kazutaka; IKEDA, Takashi. A clinical impact of apoptosis inhibitor of macrophage on feline chronic kidney disease. The Veterinary Journal, v. 315, p. 106545, 2026. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41485732/. Acesso em: 26 fev. 2026.
**Cláudio Amichetti Júnior, DVM, MSc-equivalent (Integrative Veterinary Medicine)**¹,²
Gabriel Amichetti, DVM³
¹ Integrative Veterinarian – CRMV-SP 75.404 VT; MAPA 00129461/2025; CREA 060149829-SP (Agronomist Engineer). Specialist in Feline and Canine Nutrition, Cannabinoid Medicine, and Natural Feeding, Petclube. Over 40 years of hands-on experience dedicated to felines and bull-type dogs, focusing on dietary transition and development of well-being protocols.
² Petclube Institutional Affiliation, São Paulo, Brazil.
³ Veterinarian – CRMV-SP 45.592 VT. Specialization in Orthopedics and Small Animal Surgery – Clínica 3RD, Vila Zelina, São Paulo, Brazil.
Corresponding author: Cláudio Amichetti Júnior. E-mail: dr.claudio.amichetti@gmail.com
Conflict of interest: The authors declare no conflict of interest.
Journal: Petclube – Science, Genetics and Animal Welfare.
Chronic kidney disease (CKD) is one of the most relevant conditions in domestic cats, especially in geriatric patients, due to its high prevalence, progressive nature, and systemic consequences. CKD is characterized by gradual and irreversible loss of functional nephrons, resulting in declining glomerular filtration rate, azotemia, mineral and electrolyte imbalances, and clinical signs that significantly impair quality of life. Current therapeutic management is largely conservative and aims to slow progression and control complications, with emphasis on renal diets, blood pressure control, management of proteinuria, hydration support, and treatment of associated clinical syndromes. Although these measures are essential and beneficial, they generally do not directly target key biological drivers of progression such as persistent inflammation and renal fibrosis. In this context, research developed in Japan has investigated Apoptosis Inhibitor of Macrophage (AIM), also known as CD5L, as a promising therapeutic target due to its role in debris clearance and modulation of inflammatory responses. Experimental evidence indicates species-specific features of feline AIM that may contribute to renal vulnerability, and recent clinical data have assessed recombinant AIM administration in cats with CKD, suggesting potential clinical benefit. However, broader adoption requires further validation, protocol standardization, and long-term safety assessment. This article reviews relevant aspects of feline CKD pathophysiology, summarizes guideline-based conventional management, and critically discusses AIM-based therapy in light of the available scientific literature.
Keywords: feline chronic kidney disease; AIM; CD5L; renal failure; innovative therapies.
Chronic kidney disease (CKD) in cats is a progressive and irreversible syndrome marked by structural renal damage and persistent decline in renal excretory, endocrine, and regulatory functions. Its clinical relevance stems from its high frequency in older cats, the often insidious onset of early-stage disease, and the systemic impact associated with renal functional loss, including disturbances in mineral metabolism, acid–base balance, body condition, hydration, and gastrointestinal function.
In clinical practice, diagnosis, staging, and management are commonly guided by widely adopted frameworks, particularly those provided by the International Renal Interest Society (IRIS). These guidelines support longitudinal monitoring and risk stratification, helping clinicians tailor interventions such as nutritional management, blood pressure control, and proteinuria management to improve outcomes.
Despite progress in standardizing care, conventional treatment remains largely supportive, aiming to stabilize clinical status and slow progression rather than to reverse the underlying pathology. For this reason, therapies with potential to target core pathogenic mechanisms—rather than only downstream consequences—are of high scientific and clinical interest. In this setting, Japanese research has highlighted Apoptosis Inhibitor of Macrophage (AIM/CD5L) as a biologically plausible contributor to feline susceptibility to renal disease and as a potential therapeutic avenue beyond traditional supportive measures.
CKD results from cumulative and/or persistent renal injury leading to nephron loss and progressive parenchymal remodeling. While the initiating cause is frequently multifactorial or not identified in routine clinical settings, progression often converges on shared pathways, including persistent inflammation, intrarenal hemodynamic alterations, tubular and glomerular injury, and extracellular matrix deposition culminating in fibrosis.
Commonly involved pathophysiologic processes include:
Within the field of emerging targets, experimental evidence has focused on feline AIM (CD5L). A study in Scientific Reports suggested that feline AIM remains inactive during acute kidney injury, potentially impairing recovery mechanisms and increasing susceptibility to progression toward chronic renal disease (SUGISAWA et al., 2016). This provides biological plausibility for interventions intended to restore or supplement effective AIM activity, particularly regarding debris clearance and modulation of inflammatory renal microenvironments.
Feline CKD management is typically long-term and individualized, guided by staging and risk factors, with the primary goals of improving clinical signs, preventing decompensation, and slowing progression.
Renal therapeutic diets are a cornerstone of CKD care. Phosphorus restriction and appropriate protein adjustment, while maintaining nutritional adequacy and palatability, are commonly recommended, especially as disease advances. Consensus guidelines emphasize nutrition as a key intervention influencing quality of life and clinical stability.
Systemic hypertension and proteinuria are associated with faster progression and target-organ damage. Therefore, blood pressure control and proteinuria management are important therapeutic objectives, with drug selection and monitoring tailored to the individual patient.
Dehydration is common in cats with CKD due to impaired urine concentrating ability. Hydration support (including subcutaneous fluids in selected cases) and management of nausea, appetite, and electrolyte disturbances are essential to maintain clinical stability and treatment adherence.
Ongoing monitoring and treatment of anemia, acid–base disorders, mineral metabolism disturbances, nutritional losses, and gastrointestinal signs are central to preserving well-being and preventing accelerated decline.
Overall, guideline-based care is essential and effective for stabilization; however, it remains largely supportive, with limited ability to directly modify the cellular and molecular drivers of progression and fibrosis.
AIM (CD5L) is a protein linked to immune-related functions and debris clearance. The therapeutic hypothesis explored in Japan proposes that supplementation with functional AIM could enhance clearance of debris and modulate inflammatory renal environments, potentially influencing the course of renal disease.
Experimental data supporting this rationale include findings connecting feline AIM features to renal disease susceptibility (SUGISAWA et al., 2016). In addition, a recent clinical publication evaluated the clinical impact of recombinant AIM in cats with CKD. Tezuka et al. (2026) reported outcomes consistent with clinical relevance of this intervention in advanced feline CKD, further supporting the need for continued investigation.
Nevertheless, to establish this approach as a disease-modifying therapy in feline CKD, further work is needed, including:
Feline CKD combines high prevalence, long disease course, and systemic impact, creating ongoing clinical and economic challenges. Conventional management remains indispensable and is supported by consensus guidelines, providing consistent benefit for symptom control and stability. However, a central limitation is that many interventions act downstream, mitigating consequences of functional decline while processes such as persistent inflammation and fibrosis continue to advance.
AIM-based therapy is of particular interest because it targets a biologically plausible mechanism. The work by Sugisawa et al. (2016) supports the hypothesis that feline AIM behavior may contribute to renal vulnerability. The more recent clinical publication in The Veterinary Journal (TEZUKA et al., 2026) suggests that AIM may have measurable clinical impact in feline CKD, warranting further robust study designs and careful interpretation.
Clinical adoption, however, requires caution. Even promising results may not replicate across larger, diverse populations with different comorbidities and IRIS stages. As a biologic, recombinant AIM also raises practical questions regarding repeated-use safety, immunogenicity, cost, and accessibility. Finally, research should prioritize outcomes that matter clinically—beyond isolated biomarker changes—such as quality of life, functional stability, and meaningful survival benefits.
Therefore, AIM should be considered a promising but still developing therapeutic direction that may eventually expand the treatment arsenal, while guideline-based supportive management remains foundational.
Feline chronic kidney disease remains a major challenge in veterinary medicine due to its high prevalence in older cats, irreversible progression, and systemic consequences that significantly affect quality of life and survival. Guideline- and consensus-based clinical management—including renal nutrition, blood pressure and proteinuria control, hydration support, and complication management—is essential and consistently beneficial for stabilization. However, these strategies are largely supportive and have limited capacity to directly interfere with central pathogenic drivers such as persistent inflammation and renal fibrosis.
Japanese research focusing on AIM (CD5L) offers an innovative perspective by identifying species-specific features of feline AIM associated with renal disease susceptibility and by suggesting that supplementation with recombinant AIM may have clinical impact in cats with CKD. While the available experimental and clinical evidence supports biological plausibility and scientific relevance, wider clinical implementation depends on further robust trials, standardized protocols, and comprehensive long-term safety evaluation. If future studies confirm consistent and clinically meaningful benefits, AIM-based approaches may represent a significant step toward therapies with greater potential to modify the natural history of feline CKD, complementing—rather than replacing—current guideline-based supportive care.
INTERNATIONAL RENAL INTEREST SOCIETY (IRIS). IRIS guidelines. [S. l.], [s. d.]. Available at: https://www.iris-kidney.com/iris-guidelines-1. Access on: 26 Feb. 2026.
INTERNATIONAL RENAL INTEREST SOCIETY (IRIS). IRIS staging system. [S. l.], [s. d.]. Available at: https://www.iris-kidney.com/iris-staging-system. Access on: 26 Feb. 2026.
SPARKES, Andrew H.; CANEY, Sarah; CHALHOUB, Serge; ELLIOTT, Jonathan; FINCH, Natalie; GAJANAYAKE, Isuru; LANGSTON, Catherine; LEFEBVRE, Hervé P.; WHITE, Joanna; QUIMBY, Jessica. ISFM consensus guidelines on the diagnosis and management of feline chronic kidney disease. Journal of Feline Medicine and Surgery, v. 18, n. 3, p. 219–239, 2016. DOI: 10.1177/1098612X16631234. Available at: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26936494/. Access on: 26 Feb. 2026.
SUGISAWA, Ryoichi; HIRAMOTO, Eri; MATSUMOTO, Akiko; SAKURAI, Toshihito; KUDO, Kai; TAKEHARA, Hideyuki; MORIOKA, Masanobu; IKEDA, Kazutaka; IKEDA, Takashi; ARAI, Shohei. Impact of feline AIM on the susceptibility of cats to renal disease. Scientific Reports, v. 6, art. 35251, 12 Oct. 2016. DOI: 10.1038/srep35251. Available at: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27731392/. Access on: 26 Feb. 2026.
TEZUKA, Tetsushi; ARAKAWA, Hiroyuki; KUDO, Kai; TAKEHARA, Hideyuki; MORIOKA, Masanobu; IKEDA, Kazutaka; IKEDA, Takashi. A clinical impact of apoptosis inhibitor of macrophage on feline chronic kidney disease. The Veterinary Journal, v. 315, p. 106545, 2026. Available at: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41485732/. Access on: 26 Feb. 2026.