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🩺 Para colegas veterinários: estamos prescrevendo longevidade ou apenas tratando doenças?
Na medicina humana, os agonistas de GLP-1 mudaram o paradigma — deixaram de ser apenas antidiabéticos para se tornarem potenciais moduladores do envelhecimento. Mas a mensagem mais importante que a ciência nos traz é outra:
Nenhum medicamento substitui os fundamentos.
E na clínica de pequenos animais, isso não é diferente.
Desenvolvemos um artigo científico completo (formato ABNThttps://petclube.com.br/noticias/5669-an%C3%A1lise-integrativa-baseada-nos-pilares-da-medicina-da-longevidade-humana-adaptados-ao-contexto-cl%C3%ADnico-de-pequenos-animais.html) que traduz os 6 fatores da longevidade para a nossa realidade clínica:
🥩 Prescrição de dieta natural — proteína de qualidade, baixo carboidrato, hidratação renal (especialmente em felinos)
🏋️ Protocolos de preservação de massa muscular — sarcopenia como preditor de mortalidade em geriatras
🧠 Exercício como modulador epigenético — BDNF, sirtuínas, neuroproteção
🔬 Manejo do inflammaging — a inflamação crônica de baixo grau como elo entre todas as doenças do envelhecimento
🌿 Cannabis medicinal e peptídeos regenerativos (BPC-157, TB-500) — ferramentas que potencializam, mas não substituem 📊 Monitoramento de biomarcadores — PCR, SAA, relação albumina/globulina, escore de massa muscular
A verdadeira longevidade animal é construída diariamente com boa alimentação, preservação muscular, atividade física, sono, controle do estresse — e, quando indicado, intervenções integrativas. Não o contrário.
📄 O artigo científico completo está disponível no site petclube
Dr. Cláudio Amichetti Júnior Especialista em Nutrição Felina e Canina, Medicina Canabinóide e Alimentação Natural Petclube – Ciência, Genética e Bem-Estar Animal
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AUTORES E SUPERVISÃO TÉCNICA
Dr. Cláudio Amichetti Júnior¹,² — Médico-veterinário Integrativo – CRMV-SP 75.404 VT; MAPA 00129461/2025; CREA 060149829-SP (Engenheiro Agrônomo). Especialista em Nutrição Felina e Canina, Medicina Canabinóide e Alimentação Natural, Petclube. Mais de 40 anos de experiência prática dedicados aos felinos e cães tipo bull, com foco em transição dietética e desenvolvimento de protocolos de bem-estar.
Gabriel Amichetti³ — Médico-veterinário – CRMV-SP 45.592 VT. Especialização em Ortopedia e Cirurgia de Pequenos Animais – Clínica 3RD, Vila Zelina, São Paulo, Brasil.
Afiliações:
¹ Petclube, São Paulo, Brasil
²
³ Clínica 3RD, Vila Zelina, São Paulo, Brasil
RESUMO
O Cordyceps militaris é um fungo entomopatogênico de uso tradicional na etnomedicina asiática, reconhecido por seu perfil rico em compostos bioativos, como cordicepina, polissacarídeos e ergotioneína. O presente artigo tem por objetivo revisar a composição química, os mecanismos de ação e as evidências clínicas da espécie, com enfoque em suas aplicações para profissionais de saúde. Realizou-se levantamento bibliográfico em bases de dados científicas, priorizando revisões e ensaios clínicos publicados entre 2020 e 2026. Os resultados indicam atividade imunomoduladora, antioxidante e anti-inflamatória bem caracterizada em estudos pré-clínicos, mediada principalmente por polissacarídeos e pela cordicepina. Em humanos, as evidências para efeitos ergogênicos permanecem preliminares e inconsistentes, limitadas por amostras pequenas, heterogeneidade de protocolos e ausência de preparações padronizadas com constituintes quantificados. Conclui-se que o C. militaris constitui ingrediente promissor no campo dos cogumelos funcionais, sendo necessários ensaios clínicos robustos e extratos quimicamente caracterizados para consolidar sua aplicação clínica e esportiva.
Palavras-chave: Cordyceps militaris. Cogumelos medicinais. Cordicepina. Imunomodulação. Antioxidantes.
ABSTRACT
Cordyceps militaris is an entomopathogenic fungus traditionally used in Asian ethnomedicine, recognized for its rich profile of bioactive compounds, such as cordycepin, polysaccharides and ergothioneine. This article aims to review the chemical composition, mechanisms of action and clinical evidence of the species, focusing on its applications for health professionals. A bibliographic survey was carried out in scientific databases, prioritizing reviews and clinical trials published between 2020 and 2026. The results indicate immunomodulatory, antioxidant and anti-inflammatory activity well characterized in preclinical studies, mediated mainly by polysaccharides and cordycepin. In humans, evidence for ergogenic effects remains preliminary and inconsistent, limited by small samples, heterogeneity of protocols and lack of standardized preparations with quantified constituents. It is concluded that C. militaris is a promising ingredient in the field of functional mushrooms, requiring robust clinical trials and chemically characterized extracts to consolidate its clinical and sports application.
Keywords: Cordyceps militaris. Medicinal mushrooms. Cordycepin. Immunomodulation. Antioxidants.
1 INTRODUÇÃO
O Cordyceps militaris é um fungo entomopatogênico pertencente à família Cordycipitaceae, tradicionalmente empregado na etnomedicina asiática como tônico geral e agente de suporte à vitalidade (JĘDREJKO et al., 2021). Nas últimas décadas, a espécie despertou crescente interesse científico por seu perfil fitoquímico rico em compostos bioativos — com destaque para a cordicepina, polissacarídeos, ergotioneína e esteróis — associados a atividades imunomoduladora, antioxidante, anti-inflamatória e ergogênica (JĘDREJKO et al., 2021; JĘDREJKO et al., 2026).
Diferentemente de seu congênere C. sinensis, o C. militaris apresenta a vantagem de poder ser cultivado em substrato artificial em larga escala, garantindo produção padronizada, rastreabilidade e uniformidade entre lotes — fatores críticos para a segurança e a reprodutibilidade de formulações destinadas ao uso humano.
2 COMPOSIÇÃO QUÍMICA E COMPOSTOS BIOATIVOS
Os principais metabólitos de interesse clínico do C. militaris incluem:
Estudo de Jędrejko et al. (2024) demonstrou que extratos padronizados com 7% e 1% de cordicepina apresentaram as maiores concentrações do composto, além de níveis relevantes de ergotioneína (4405 e 928 mg/100 g de peso seco, respectivamente). O mesmo trabalho evidenciou que o corpo de frutificação não processado é fonte superior de compostos bioativos quando comparado a suplementos em cápsulas ou pó, avaliada a bioacessibilidade em sucos digestivos artificiais (JĘDREJKO et al., 2024).
3 MECANISMOS DE AÇÃO
3.1 Imunomodulação
A atividade imunomoduladora do C. militaris é mediada principalmente por seus polissacarídeos e pela cordicepina. Os efeitos observados incluem modulação da proliferação de linfócitos, regulação da produção de citocinas e influência sobre a atividade de células natural killer (NK), sugerindo um papel de equilíbrio da resposta imune (JĘDREJKO et al., 2021).
3.2 Atividade antioxidante e anti-inflamatória
A combinação de ergotioneína, compostos fenólicos e polissacarídeos confere ao extrato capacidade de neutralização de radicais livres e redução de marcadores inflamatórios, contribuindo para a proteção celular contra o estresse oxidativo (JĘDREJKO et al., 2021).
3.3 Efeitos ergogênicos
A cordicepina e os polissacarídeos têm sido associados a melhorias no metabolismo energético e no consumo de oxigênio, com potencial impacto sobre o desempenho aeróbico e a recuperação pós-exercício (JĘDREJKO et al., 2026).
4 EVIDÊNCIAS CLÍNICAS EM HUMANOS
4.1 Desempenho físico e recuperação
Revisão narrativa recente (JĘDREJKO et al., 2026) avaliou cinco estudos de intervenção publicados entre 2017 e 2024, totalizando 321 participantes de 16 a 35 anos. Os protocolos variaram de 1 a 16 semanas, com doses diárias de 1 a 12 g, administradas como material fúngico isolado ou em formulações multi-ingredientes. Os desfechos avaliados incluíram VO₂máx/VO₂pico, tempo até a exaustão, potência, desempenho em corrida e manutenção da saturação periférica de oxigênio durante exercício de alta intensidade, além de marcadores bioquímicos de dano muscular (creatina quinase, ureia nitrogenada) e resposta inflamatória (contagem de leucócitos).
Conclusões da revisão:
4.2 Estudos recentes
Ensaio randomizado cruzado publicado em 2026 investigou a suplementação aguda de C. militaris e observou elevação do consumo de oxigênio em repouso e tempos de reação mais rápidos, sugerindo efeitos agudos sobre o metabolismo energético e a função cognitivo-motora (ACUTE..., 2026). Registro clínico em andamento (NCT07310108) avalia a aplicação da cepa C. militaris M2-116-04 em nutrição esportiva em adultos saudáveis ativos.
5 SEGURANÇA E CONSIDERAÇÕES CLÍNICAS
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O Cordyceps militaris representa um ingrediente promissor no campo dos cogumelos funcionais, com mecanismos de ação bem caracterizados em nível pré-clínico (imunomodulação, antioxidante, anti-inflamatório) e evidências preliminares, porém ainda inconsistentes, em humanos para aplicações ergogênicas. A padronização dos extratos e a condução de ensaios clínicos robustos com preparações quimicamente caracterizadas são os próximos passos necessários para consolidar seu papel na prática clínica e na nutrição esportiva.
REFERÊNCIAS (ABNT NBR 6023)
ACUTE Cordyceps militaris supplementation and elevated resting oxygen uptake with faster reaction times: a randomized crossover trial. PLOS ONE, San Francisco, 2026. DOI 10.1371/journal.pone.0351725. [AUTORES A COMPLETAR — REQUER VERIFICAÇÃO]
JĘDREJKO, K. J.; LAZUR, J.; MUSZYŃSKA, B. Cordyceps militaris: an overview of its chemical constituents in relation to biological activity. Foods, Basel, v. 10, n. 11, p. 2634, 2021. DOI 10.3390/foods10112634.
JĘDREJKO, K.; KAŁA, K.; SUŁKOWSKA-ZIAJA, K. et al. Analysis of bioactive compounds in Cordyceps militarisfruiting bodies and dietary supplements: in vitro bioaccessibility determination in artificial digestive juices. International Journal of Food Science & Technology, Oxford, 2024. DOI 10.1111/ijfs.17156.
JĘDREJKO, M.; JĘDREJKO, K.; GRANDA, D. et al. Current evidence of ergogenic and post-exercise recovery effects of dietary supplementation with Cordyceps militaris in humans: a narrative review. Nutrients, Basel, v. 18, n. 5, p. 781, 2026. DOI 10.3390/nu18050781.
TRENDS in the immunomodulatory effects of Cordyceps militaris: total extracts, polysaccharides and cordycepin. 2020. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7735063/. Acesso em: 18 ago. 2026. \
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MEDICINA VETERINÁRIA INTEGRATIVA
MIMETIZAÇÃO FARMACOLÓGICA DE ADAPTAÇÕES MOLECULARES DO EXERCÍCIO EM MEDICINA VETERINÁRIA: AGONISTAS DE RECEPTORES RELACIONADOS A ESTROGÊNIO (ERRS) SLU-PP-332 E SLU-PP-915
Estudo sobre as perspectivas translacionais de agonistas pan-ERR na saúde metabólica e muscular de animais de companhia
20 de agosto de 2026
AUTOR: MV Claudio Amichetti Júnior CRMV SP 75404 VT— Especialista em Medicina Veterinária Integrativa
O presente artigo tem como objetivo analisar o potencial terapêutico da mimetização farmacológica das adaptações moleculares do exercício físico na medicina veterinária, com foco nos agonistas de receptores relacionados a estrogênio (ERRs) SLU-PP-332 e SLU-PP-915. O método consistiu em uma revisão bibliográfica de estudos pré-clínicos recentes que investigam a ativação desses receptores nucleares órfãos e suas implicações metabólicas. Os resultados indicam que o SLU-PP-332 atua como um agonista pan-ERR capaz de promover a biogênese mitocondrial e a oxidação de ácidos graxos, embora apresente limitações de biodisponibilidade. Em contrapartida, o composto SLU-PP-915 demonstra eficácia superior por via oral, consolidando-se como uma evolução farmacológica para a melhora da capacidade aeróbica e mitigação de desordens metabólicas em modelos murinos. Conclui-se que, embora a intervenção farmacológica não substitua os estímulos sistêmicos complexos do exercício físico, os agonistas de ERRs representam uma fronteira promissora para o tratamento de pacientes veterinários com restrições de mobilidade, sarcopenia geriátrica e síndromes metabólicas, demandando estudos clínicos específicos para validar sua segurança e eficácia em espécies de companhia.
PALAVRAS-CHAVE: Mimetizadores de exercício; Receptores relacionados a estrogênio; Biogênese mitocondrial; SLU-PP-332; SLU-PP-915; Medicina veterinária integrativa.
This article aims to analyze the therapeutic potential of pharmacological mimicking of molecular adaptations to physical exercise in veterinary medicine, focusing on the estrogen-related receptor (ERR) agonists SLU-PP-332 and SLU-PP-915. The method consisted of a literature review of recent preclinical studies investigating the activation of these orphan nuclear receptors and their metabolic implications. Results indicate that SLU-PP-332 acts as a pan-ERR agonist capable of promoting mitochondrial biogenesis and fatty acid oxidation, although it presents bioavailability limitations. In contrast, the SLU-PP-915 compound demonstrates superior oral efficacy, establishing itself as a pharmacological evolution for improving aerobic capacity and mitigating metabolic disorders in murine models. It is concluded that, although pharmacological intervention does not replace the complex systemic stimuli of physical exercise, ERR agonists represent a promising frontier for the treatment of veterinary patients with mobility restrictions, geriatric sarcopenia, and metabolic syndromes, requiring specific clinical studies to validate their safety and efficacy in companion species.
KEYWORDS: Exercise mimetics; Estrogen-related receptors; Mitochondrial biogenesis; SLU-PP-332; SLU-PP-915; Integrative veterinary medicine.
O exercício físico é reconhecido como um estímulo sistêmico de alta complexidade, capaz de desencadear respostas adaptativas coordenadas em diversos tecidos. Essas adaptações envolvem intrincadas redes de sinalização celular, alterações na expressão gênica e o aprimoramento da capacidade oxidativa por meio da biogênese mitocondrial e da otimização na utilização de substratos energéticos. No contexto da medicina veterinária, a manutenção de um regime de exercício adequado é frequentemente comprometida por patologias ortopédicas, cardiopatias, senescência ou limitações ambientais, resultando em atrofia muscular e disfunções metabólicas.
A questão científica central que emerge desse cenário é a possibilidade de ativar farmacologicamente partes específicas desse programa adaptativo, independentemente da execução do esforço físico mecânico. A busca por "mimetizadores de exercício" visa oferecer alternativas terapêuticas para pacientes incapazes de realizar atividade física suficiente para manter a homeostase metabólica. Justifica-se, portanto, a investigação de compostos que atuam sobre alvos moleculares conservados entre mamíferos, como os receptores relacionados a estrogênio (ERRs), que desempenham papel crucial na regulação energética muscular e sistêmica.
Os receptores relacionados a estrogênio (ERRα, ERRβ e ERRγ) compõem uma subfamília de receptores nucleares órfãos que, apesar da homologia estrutural com os receptores de estrogênio clássicos, não se ligam ao estradiol. Eles atuam como reguladores mestres de programas metabólicos essenciais, incluindo a biogênese mitocondrial, a fosforilação oxidativa, a oxidação de ácidos graxos e o ciclo de Krebs. A literatura destaca que os ERRs trabalham em estreita cooperação com o coativador PGC-1α, formando um eixo adaptativo fundamental para a resposta muscular ao exercício aeróbio (EVANS et al., 2025). A atividade constitutiva desses receptores é determinante para a função celular, vinculando a regulação gênica à manutenção da capacidade energética dos tecidos com alta demanda metabólica, como o músculo esquelético e o miocárdio (BIOCHIMICA ET BIOPHYSICA ACTA, 2015).
O SLU-PP-332 foi identificado como uma molécula pequena com ação agonista pan-ERR, capaz de ativar o programa de exercício aeróbico agudo em modelos experimentais. Estudos conduzidos por Billon et al. demonstraram que a administração deste composto em modelos murinos resultou em melhora significativa na performance aeróbica e no alívio de sintomas associados à síndrome metabólica e à obesidade induzida por dieta. No entanto, o SLU-PP-332 enfrenta um desafio farmacocinético crítico: sua baixíssima biodisponibilidade oral, o que limita sua aplicação clínica direta e exige o desenvolvimento de análogos com propriedades farmacológicas otimizadas (BILLON et al., PMC10801787).
A evolução molecular desse processo resultou na descrição do SLU-PP-915 entre 2025 e 2026. Este novo composto foi projetado como um agonista pan-ERR com alta biodisponibilidade por via oral, superando as barreiras farmacocinéticas observadas no SLU-PP-332. O SLU-PP-915 demonstrou capacidade de aumentar a resistência aeróbica em camundongos, validando a lógica de desenvolvimento farmacológico que parte da identificação do alvo e avança para a otimização química (BILLON et al., 2025). Trabalhos recentes de Okda et al. (2026) reforçam que a otimização química desses mimetizadores permite uma compreensão mais profunda da sinalização dos ERRs, embora ainda se trate de uma fase de investigação pré-clínica.
É imperativo ressaltar que a mimetização de vias moleculares isoladas não equivale à totalidade dos benefícios do exercício físico. O exercício real envolve carga mecânica, adaptação cardiovascular, tensão muscular, remodelamento de tecidos conjuntivos (ossos e tendões), além de respostas neuroendócrinas e autonômicas complexas. A ativação farmacológica dos ERRs foca primordialmente na eficiência metabólica e mitocondrial, não sendo capaz de reproduzir, por exemplo, a função endotelial dinâmica ou o fortalecimento osteoarticular decorrente do impacto e da contração muscular. Portanto, o uso desses compostos deve ser encarado como uma terapia complementar e não substitutiva.
A conservação das vias ERR/PGC-1α entre mamíferos sugere que os resultados obtidos em modelos roedores possuem alta relevância translacional para a medicina veterinária.
Cães e gatos idosos frequentemente apresentam a síndrome da fragilidade, caracterizada pela perda progressiva de massa e função muscular. Agonistas de ERRs poderiam auxiliar na manutenção da densidade mitocondrial muscular, retardando a degeneração funcional associada à idade.
A obesidade felina e canina é uma epidemia que predispõe à resistência à insulina e ao diabetes mellitus tipo 2. A ativação dos ERRs promove a oxidação de gorduras, podendo atuar como um adjuvante metabólico no controle do peso e na sensibilidade insulínica.
Pacientes com doença valvar degenerativa ou cardiomiopatias possuem restrições severas ao exercício. A mimetização farmacológica poderia oferecer benefícios metabólicos musculares sem sobrecarregar o sistema cardiovascular comprometido.
Em casos de imobilização prolongada após cirurgias ortopédicas, a atrofia por desuso é uma complicação comum. O uso de SLU-PP-915 poderia mitigar a perda de capacidade oxidativa muscular durante o período de repouso forçado.
Para cães de trabalho ou esporte, a otimização da biogênese mitocondrial via ERRs pode representar uma via para acelerar a recuperação pós-esforço e melhorar o condicionamento aeróbico basal, sempre sob estrita supervisão ética e regulatória.
Os agonistas de receptores relacionados a estrogênio, notadamente o SLU-PP-915, representam uma fronteira promissora na farmacologia aplicada à medicina veterinária integrativa. Como ferramentas pré-clínicas, eles demonstram que é possível capturar adaptações metabólicas benéficas através de intervenção molecular direcionada. Contudo, a transição para o uso clínico em animais de companhia exige cautela, uma vez que a biologia sistêmica do exercício é vasta e não se limita a uma única via. O potencial desses compostos reside na sua aplicação em pacientes com limitações físicas reais, onde o exercício convencional é impossibilitado. Futuros estudos clínicos são indispensáveis para determinar a segurança a longo prazo e as dosagens ideais para as diferentes espécies veterinárias.
BILLON, C.; APOURCHAUX, K.; CÔTÉ, I.; BURRIS, T. P. An orally active estrogen receptor-related receptor agonist, SLU-PP-915, enhances aerobic exercise capacity. Journal of Pharmacology and Experimental Therapeutics, 2025. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0022356525403000. Acesso em: 20 ago. 2026.
BILLON, C.; et al. A synthetic ERR agonist alleviates metabolic syndrome. Journal of Pharmacology and Experimental Therapeutics. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10801787. Acesso em: 20 ago. 2026.
CONSTITUTIVE activities of estrogen-related receptors: linking gene regulation to function. Biochimica et Biophysica Acta - Molecular Cell Research, 2015. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0925443915001829. Acesso em: 20 ago. 2026.
EVANS, R. M.; et al. Estrogen-related receptors regulate innate and adaptive muscle mitochondrial energetics through cooperative and distinct actions. Proceedings of the National Academy of Sciences, v. 122, n. 20, e2426179122, 2025. Disponível em: https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2426179122. Acesso em: 20 ago. 2026.
EXERCISE-LIKE effects by Estrogen-related receptor-gamma in muscle do not prevent insulin resistance in db/db mice. Scientific Reports, 2016. Disponível em: https://www.nature.com/articles/srep26442. Acesso em: 20 ago. 2026.
OKDA, H. E.; et al. Chemical optimization of the exercise mimetic SLU-PP-332 enables insight into estrogen-related receptor signaling. 2026. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC13112601. Acesso em: 20 ago. 2026.
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