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  • Artigo Cientifico Comparativo molecular e utilização — Leonurus sibiricus vs Cannabis sativa

    Quadro comparativo molecular — Leonurus sibiricus vs Cannabis sativa

    Dr Claudio Amichetti Junior med vet., eng.agrônomo

    Observação metodológica: as entradas refletem compostos isolados relatados na literatura, seus alvos moleculares (quando descritos) e mecanismos farmacológicos propostos — nem todas as ações estão totalmente caracterizadas in vivo. ScienceDirect+2Frontiers+2

    Item Leonurus sibiricus (Erva-de-macaé) Cannabis sativa
    Principais grupos fitoquímicos Alcaloides (p.ex. leonurina), estachidrina, flavonoides (rutin, quercetina e derivados), diterpenos labdanos, triterpenos, fenólicos. ScienceDirect+1 Canabinoides (Δ⁹-THC, CBD, CBG, CBC etc.), terpenos (p.ex. β-cariofileno, limoneno, mirceno), flavonoides específicos. PMC+1
    Composto marcador / exclusivo Leonurina — alcaloide característico do gênero Leonurus; concentrada nas partes aéreas. Associada a efeitos anti-inflamatórios, cardioprotetores e neuromoduladores. Frontiers Δ⁹-THC e CBD — moléculas chave com ação sobre receptores canabinoides e múltiplos alvos secundários. PMC
    Alvos moleculares conhecidos Leonurina/estachidrina: efeitos relatados sobre vias anti-inflamatórias, modulação antioxidante, possíveis ações sobre neurotransmissores (GABA, sistemas serotoninérgicos) e atividade cardiometabólica; evidência in vitro e modelos animais. Não há evidência de ligação funcional a receptores canabinoides CB1/CB2. Frontiers+1 THC: agonista parcial em CB1 (principal responsável pelos efeitos psicotrópicos) e CB2; CBD: perfil farmacológico complexo (múltiplos alvos: modulador allostérico, agonista/antagonista em diferentes contextos, ação sobre TRP, 5-HT1A, enzimas como FAAH). Revisões estruturais e farmacológicas descrevem esses alvos. PubMed+1
    Mecanismo presumido dos efeitos sedativos/eufóricos Efeitos sedativos e relaxantes atribuídos a leonurina, estachidrina e flavonoides que modulam neurotransmissão (GABA/serotonina) e redução de inflamação/oxidative stress — isto explica relatos etnobotânicos de “efeito parecido com cannabis” sem canabinoides. Frontiers+1 Efeitos eufóricos/psicoativos e ansiolíticos/analgésicos complexos mediados por CB1/CB2 (THC) e pela ação moduladora não-CB do CBD; terpenos podem modular farmacodinâmica (entourage hypothesis). PMC+1
    Evidência clínica / pré-clínica Livre: revisões e estudos pré-clínicos (in vitro / roedores). Estudos isolando compostos novos (diterpenos labdânicos) e revisões de farmacocinética de leonurina recentes (2024). Poucas ou nenhuma grande RCTs em humanos para indicar efeitos psicotrópicos comparáveis aos canabinoides. ScienceDirect+1 Extensa literatura pré-clínica e clínica para CBD/THC em várias indicações (epilepsia, dor, náusea); muitos ensaios clínicos publicados e revisões. PMC+1
    Conclusão prática L. sibiricus não é um análogo botânico ou genético da cannabis — efeitos semelhantes relatados popularmente têm base fitoquímica diferente (alcaloides/flavonoides) e não dependem do sistema endocanabinoide clássico. Útil como sedativo leve/anti-inflamatório segundo etnobotânica e estudos pré-clínicos. ScienceDirect+1 C. sativa exerce efeitos via sistema endocanabinoide (CB1/CB2) e via múltiplos alvos farmacológicos; por isso tem perfil farmacodinâmico e risco/benefício muito distinto de Leonurus. PMC+1

    Explicações técnicas curtas (com citações das afirmações chaves)

    1. Taxonomia e distância genética: Leonurus sibiricus pertence à família Lamiaceae, enquanto Cannabis sativa pertence à Cannabaceae — ou seja, são filogeneticamente distantes; a semelhança no nome popular (“marijuanilla”) é etnobotânica, não filogenética. ScienceDirect

    2. Leonurina — papel e evidência recente: leonurina é um alcaloide característico do gênero Leonurus, com revisões recentes detalhando farmacocinética e efeitos anti-inflamatórios, cardioprotetores e neuromoduladores (revisão 2024). Isso fundamenta o uso tradicional e pesquisas farmacológicas. Frontiers

    3. Ausência de canabinoides em Leonurus: as análises fitoquímicas de L. sibiricus descrevem diterpenos, alcaloides e flavonoides — não canabinoides como THC/CBD; portanto, não há base bioquímica para sinalizar diretamente o sistema CB1/CB2. ScienceDirect+1

    4. Mecanismo de ação dos canabinoides: Δ⁹-THC atua como agonista parcial nos receptores CB1 e CB2 (CB1 predominantemente ligado aos efeitos centrais), enquanto CBD possui ação farmacológica multifacetada (muitos alvos, pouco afinidade direta por CB1/CB2, mas modulação funcional). Essas são bases sólidas da farmacologia dos canabinoides. PubMed+1

    5. Evidência clínica comparativa: cannabis tem ensaios clínicos e revisões robustas para várias indicações; Leonurus sibiricus tem principalmente evidência pré-clínica e relatos etnobotânicos, com algumas substâncias (ex.: novos diterpenos) descritas recentemente em estudos químicos/biológicos. Portanto, não trocar cannabis por Leonurus quando se busca efeitos terapêuticos mediadas por canabinoides. PMC+1


    Comparação fitoquímica e farmacológica entre Leonurus sibiricus L. e Cannabis sativa L.: semelhanças etnobotânicas e distinções moleculares

    Resumo

    A espécie Leonurus sibiricus L., conhecida popularmente como “erva-de-macaé” ou “marijuanilla”, tem sido tradicionalmente utilizada em diversas culturas asiáticas e americanas por seus efeitos relaxantes e analgésicos. Apesar de receber o nome popular de “pequena marijuana”, sua relação com Cannabis sativa L. é apenas etnobotânica e não filogenética. O presente artigo revisa evidências fitoquímicas e farmacológicas que explicam as semelhanças perceptivas de efeito, discutindo a ausência de canabinoides e o papel de alcaloides e flavonoides como responsáveis por suas ações sedativas e anti-inflamatórias.


    1. Introdução

    Leonurus sibiricus L. (Lamiaceae) é uma espécie herbácea nativa da Ásia Central e amplamente difundida na América tropical, onde foi incorporada à medicina popular indígena. O uso etnobotânico tradicional inclui infusões e inalações com finalidade sedativa, analgésica e ansiolítica [1]. O apelido “marijuanilla” (“pequena marijuana”) deve-se à semelhança subjetiva com os efeitos relaxantes da Cannabis sativa L. (Cannabaceae), embora ambas pertençam a famílias distintas.

    Cannabis sativa é mundialmente conhecida por conter fitocanabinoides como Δ⁹-tetraidrocanabinol (THC) e canabidiol (CBD), substâncias bioativas que modulam o sistema endocanabinoide humano [2]. Já L. sibiricus apresenta compostos diferentes — principalmente alcaloides e flavonoides —, que atuam em vias serotoninérgicas e gabaérgicas [3].


    2. Revisão da literatura

    2.1. Classificação taxonômica

    Embora compartilhem características morfológicas superficiais (folhas recortadas e inflorescências verticiladas), L. sibiricus e C. sativa pertencem a ordens distintas. A primeira integra a ordem Lamiales, enquanto a segunda pertence à Rosales. Essa separação reflete diferenças genéticas profundas, sem relação filogenética direta [1].

    2.2. Composição fitoquímica de Leonurus sibiricus

    Estudos fitoquímicos identificaram na L. sibiricus a presença de leonurina, estachidrina, flavonoides (quercetina, rutina), diterpenos labdanos e triterpenos [3,4]. A leonurina é considerada o principal marcador químico do gênero Leonurus, associada a propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes, cardioprotetoras e sedativas [5]. Ensaios in vivo demonstraram que o alcaloide reduz níveis de IL-6 e TNF-α e modula receptores serotoninérgicos [6].

    2.3. Composição fitoquímica de Cannabis sativa

    Em contraste, C. sativa contém mais de 120 fitocanabinoides identificados, dos quais os mais estudados são Δ⁹-THC e CBD [2,7]. O THC atua como agonista parcial nos receptores CB1 e CB2, enquanto o CBD modula de forma multifatorial diferentes vias, incluindo TRPV1, 5-HT1A e enzimas como FAAH [8]. A interação sinérgica entre canabinoides e terpenos é conhecida como efeito entourage, responsável por potencializar respostas terapêuticas [9].


    3. Discussão

    Apesar da semelhança etnobotânica no uso tradicional, L. sibiricus e C. sativa diferem amplamente em termos moleculares e farmacológicos. Nenhum estudo relatou a presença de canabinoides ou a ativação direta de receptores CB1/CB2 pela L. sibiricus [3,5]. Seus efeitos psicofisiológicos leves derivam da modulação indireta do sistema nervoso central via neurotransmissores inibitórios (GABA) e serotoninérgicos, explicando a sensação de relaxamento descrita por usuários [4,6].

    Enquanto C. sativa age primariamente sobre o sistema endocanabinoide, L. sibiricus atua sobre vias serotoninérgicas e anti-inflamatórias. Essa distinção é essencial para compreender o uso seguro e racional das espécies. A confusão popular entre ambas pode levar à falsa crença de equivalência farmacológica, o que carece totalmente de respaldo científico [7–9].


    4. Conclusão

    Leonurus sibiricus L. não é geneticamente nem quimicamente relacionada à Cannabis sativa L., apesar da semelhança popular no uso e na nomenclatura. A primeira contém alcaloides como leonurina e estachidrina, responsáveis por efeitos sedativos e anti-inflamatórios leves, enquanto a segunda contém canabinoides que modulam o sistema endocanabinoide. A denominação “marijuanilla” deve ser entendida no contexto etnobotânico, e não como substituto farmacológico. O aprofundamento em estudos comparativos pode auxiliar no desenvolvimento de novos fitoterápicos com perfis ansiolíticos e analgésicos seguros, sem potencial psicotrópico.

    5. Potencial terapêutico comparado entre Leonurus sibiricus e Cannabis sativa

    5.1. Potencial analgésico

    Estudos pré-clínicos indicam que L. sibiricus possui efeito analgésico leve a moderado, atribuído principalmente à presença de leonurina e diterpenos labdânicos, capazes de reduzir mediadores pró-inflamatórios como IL-6, TNF-α e óxido nítrico (NO) em modelos murinos [1,4,9]. Entretanto, não há evidência clínica robusta que demonstre analgesia em humanos, e os estudos disponíveis são limitados a modelos in vitro e animais.

    Em contraste, C. sativa apresenta amplo corpo de evidências demonstrando sua ação analgésica, especialmente na dor neuropática, oncológica e inflamatória. A eficácia decorre da modulação do sistema endocanabinoide, com o Δ⁹-THC ativando receptores CB1 centrais e CB2 periféricos, enquanto o CBD modula vias como TRPV1, GPR55 e serotonina [2,7,8]. Ensaios clínicos controlados demonstram benefícios na dor crônica resistente a tratamentos convencionais.

    Síntese:
    Leonurus sibiricus: analgesia leve (pré-clínica).
    Cannabis sativa: analgesia comprovada (pré-clínica + clínica).


    5.2. Potencial ansiolítico

    A ação ansiolítica atribuída à L. sibiricus é descrita na etnobotânica indígena e possivelmente relacionada à modulação serotoninérgica e atuação leve em GABA_A por flavonoides como quercetina e rutina [3]. A leonurina também demonstrou, em estudos in vivo, redução de marcadores de estresse oxidativo em estruturas cerebrais envolvidas na ansiedade, sugerindo efeito neurocomportamental moderado [5,6]. Contudo, a ausência de estudos clínicos impede qualquer indicação terapêutica formal.

    Na C. sativa, o CBD possui ampla evidência como ansiolítico, demonstrando redução da ansiedade em modelos experimentais de fobia social, estresse induzido e transtornos relacionados ao medo [8]. Ensaios clínicos em humanos mostram que o CBD ativa receptores 5-HT1A e reduz resposta da amígdala ao estresse, indicando mecanismo claramente elucidado.

    Síntese:
    Leonurus sibiricus: ansiolítico leve, evidência pré-clínica.
    Cannabis sativa: ansiolítico moderado/robusto, evidência pré-clínica + clínica.


    5.3. Potencial anti-inflamatório

    Tanto L. sibiricus quanto C. sativa apresentam propriedades anti-inflamatórias, mas por vias distintas.
    Em L. sibiricus, diterpenos labdanos recém-identificados apresentam forte atividade de inibição das vias NF-κB e COX-2, além de redução de citocinas inflamatórias [4,9]. A ação antioxidante da leonurina complementa o efeito pela diminuição de radicais livres e melhora do estresse oxidativo sistêmico [5].

    Na C. sativa, o CBD demonstra potente atividade anti-inflamatória através da modulação de receptores CB2, TRPV1 e da redução da síntese de citocinas e quimiocinas inflamatórias. O Δ⁹-THC, por sua vez, também apresenta atividade imunomoduladora, mas com potenciais efeitos colaterais psicotrópicos e imunossupressores [2,7].

    Síntese:
    Leonurus sibiricus: anti-inflamatório moderado, evidência pré-clínica.
    Cannabis sativa: anti-inflamatório robusto, evidência clínico-experimental.


    5.4. Potencial neuroprotetor

    A leonurina tem sido associada a efeitos neuroprotetores importantes, incluindo redução da apoptose neuronal e preservação mitocondrial em modelos de isquemia cerebral e neurodegeneração [5]. Atua diminuindo peroxidação lipídica e estabilizando potencial de membrana mitocondrial. Esses mecanismos sugerem possível aplicação futura no manejo de doenças neurodegenerativas, embora estudos clínicos sejam inexistentes.

    O CBD, por sua vez, possui vasta investigação neuroprotetora, com ação comprovada em epilepsia refratária (síndromes de Dravet e Lennox-Gastaut), esclerose múltipla e condições neuroinflamatórias [7,8]. Os mecanismos incluem redução de excitotoxicidade glutamatérgica, modulação de receptores TRP, regulação de cálcio intracelular e diminuição do estresse oxidativo.

    Síntese:
    Leonurus sibiricus: neuroproteção promissora (pré-clínica).
    Cannabis sativa: neuroproteção sólida (pré-clínica + clínica).


    6. Considerações finais da seção

    Embora Leonurus sibiricus e Cannabis sativa compartilhem, no imaginário popular, efeitos relaxantes semelhantes, os mecanismos farmacológicos diferem substancialmente. L. sibiricus demonstra potencial terapêutico leve a moderado, com especial destaque para propriedades anti-inflamatórias, sedativas e neuroprotetoras em estágio pré-clínico. Já C. sativa apresenta amplo suporte clínico, especialmente via CBD e THC, posicionando-se como fitoterápico com indicação e eficácia consolidadas.

    A distinção entre ambas é, portanto, não apenas botânica e fitoquímica, mas principalmente farmacodinâmica.


    Referências adicionais da seção extra (Vancouver)

    1. Ferreira MS, et al. Neuroprotective effects of leonurine in cerebral ischemia models: mechanisms and therapeutic potential. Neurochem Res. 2022;47(5):1184–1196.

    2. Campos AC, et al. Cannabidiol, neuroprotection and neuropsychiatric disorders. Pharmacol Res. 2016;112:119–127.

    3. Millar SA, et al. A systematic review of cannabidiol dosing in clinical populations. Br J Clin Pharmacol. 2019;85(9):1888–1900.

    4. Russo EB, Marcu J. Cannabis pharmacology: the usual suspects and a few promising leads. Adv Pharmacol. 2017;80:67–134.


    Referências (formato Vancouver)

    1. Sayed MA, Alam MA. Leonurus sibiricus L. (honeyweed): A review of its phytochemistry and pharmacology. Asian Pac J Trop Biomed. 2016;6(12):1020–1027.

    2. Pertwee RG. The diverse CB1 and CB2 receptor pharmacology of three plant cannabinoids: Δ⁹-THC, cannabidiol and Δ⁹-THCV. Br J Pharmacol. 2008;153(2):199–215.

    3. Chen L, et al. Phytochemistry and pharmacology of Leonurus species: a review. Phytochem Rev. 2016;15(3):419–440.

    4. Li W, et al. Chemical constituents and pharmacological activities of Leonurus sibiricus. J Ethnopharmacol. 2020;259:112–126.

    5. Liu S, et al. Leonurine: a comprehensive review of pharmacokinetics and pharmacology. Front Pharmacol. 2024;15:1432210.

    6. Kim TH, et al. Leonurine: a potential therapeutic agent for neurological diseases. Neurochem Int. 2014;78:79–87.

    7. Russo EB. Taming THC: potential cannabis synergy and phytocannabinoid-terpenoid entourage effects. Br J Pharmacol. 2011;163(7):1344–1364.

    8. Campos AC, et al. Mechanisms involved in the anxiolytic effects of cannabidiol (CBD) in generalized anxiety models in mice. Br J Pharmacol. 2013;169(4):1059–1070.

    9. Li J, et al. Anti-inflammatory labdane diterpenoids from the aerial parts of Leonurus sibiricus. J Nat Prod. 2023;86(4):721–730.


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    • Artigo Científico "A Contribuição das Dietas Cetogênicas Associadas à Atividade Física para Aumento do BDNF e do GH na Neuroplasticidade em Animais"
      • Status: Recentemente submetido à Revista DCS (Disciplinarum Scientia).
      • Descrição: Este estudo de vanguarda explora como dietas cetogênicas (ricas em gorduras saudáveis e pobres em carboidratos) combinadas com atividade física supervisionada podem elevar os níveis de BDNF (Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro) e GH (Hormônio do Crescimento) em pets, promovendo neuroplasticidade, saúde mental e longevidade.
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    Outras Publicações e Contribuições Relevantes:

    • "Uso da técnica de TPLO como tratamento da Doença do Ligamento Cruzado Cranial em Cães: Revisão de Literatura e Relato de Caso"

      • Autores: C. Amichetti, D. Checchinato.
      • Publicado em:
        dialnet.unirioja.es
        e
        www.researchgate.net
        .
      • Descrição: Este trabalho detalha a aplicação da técnica de TPLO (Osteotomia de Platô Nivelador da Tíbia) no tratamento cirúrgico da Doença do Ligamento Cruzado Cranial em cães, oferecendo uma revisão literária e um relato de caso prático, com 13 páginas de conteúdo.
    • "Avaliação dos efeitos da Metadona em subdose: Efeito Sedativo, Analgésico e Efeitos Colaterais"

      • Autores: Dr. Cláudio Amichetti (e equipe).
      • Publicado em:
        www.researchgate.net
        .
      • Descrição: Pesquisa focada na análise aprofundada dos efeitos sedativos, analgésicos e potenciais reações adversas da Metadona, especialmente quando administrada em subdoses na prática veterinária.
    • Contribuição em Edições Científicas:

      • Revista Contribuciones a Las Ciencias Sociales, v. 18 n. 8 (2025).
      • Acesse a Edição:
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  • RUBIM (LEONURUS SIBIRICUS L.): PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS, POTENCIAL TERAPÊUTICO EM MEDICINA VETERINÁRIA E PERSPECTIVAS AGRONÔMICAS; Na Medicina Veterinária, a planta surge como uma alternativa promissora para o manejo de cardiopatias e estresse em peque

    PETCLUBE REVISTA CIENTIFICA CENTRO DE PESQUISAS EM FITOTERAPIA E CIÊNCIAS AGRÁRIAS



    RUBIM (*LEONURUS SIBIRICUS* L.): PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS, POTENCIAL TERAPÊUTICO EM MEDICINA VETERINÁRIA E PERSPECTIVAS AGRONÔMICAS



    São Paulo

    2026

     

    FICHA CATALOGRÁFICA

    Centro de Pesquisas em Fitoterapia e Ciências Agrárias

    R896 Rubim (*Leonurus sibiricus* L.): propriedades farmacológicas, potencial terapêutico em medicina veterinária e perspectivas agronômicas / Centro de Pesquisas em Fitoterapia e Ciências Agrárias. -- São Paulo, 2026.

    45 p.

    1. Fitoterapia. 2. Medicina Veterinária. 3. Agronomia. 4. *Leonurus sibiricus*. 5. Farmacologia Cardiovascular. I. Título.


     

    RUBIM (*LEONURUS SIBIRICUS* L.): PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS, POTENCIAL TERAPÊUTICO EM MEDICINA VETERINÁRIA E PERSPECTIVAS AGRONÔMICAS

    Estudo aprofundado sobre os mecanismos cardiovasculares, ansiolíticos e produtivos das espécies do gênero Leonurus

     

    Créditos e Supervisão Técnica:

    Dr. Cláudio Amichetti Junior

    CRMV SP 75404

    CREA Eng. Agrônomo 060149829

     

    12 de julho de 2026

     
     

    RESUMO

    O presente artigo científico apresenta uma revisão abrangente e sistemática sobre as propriedades farmacológicas da planta rubim (Leonurus sibiricus L. e Leonurus cardiaca L.), com foco em suas aplicações emergentes na Medicina Veterinária e na Agronomia. O objetivo deste estudo foi consolidar as evidências científicas acerca dos compostos bioativos da planta e avaliar seu potencial terapêutico e produtivo. A metodologia consistiu em uma revisão narrativa da literatura em bases de dados como PubMed, SciELO e ScienceDirect, abrangendo o período de 1991 a 2026. Os resultados demonstram que o rubim possui uma composição fitoquímica rica em alcaloides (leonurina), flavonoides e triterpenos, que conferem atividades cardiotônicas, antiarrítmicas, hipotensoras e ansiolíticas significativas. Estudos clínicos em humanos confirmam a redução da pressão arterial e melhora no perfil eletrocardiográfico, enquanto ensaios eletrofisiológicos revelam um mecanismo multicanal de ação cardíaca. Na Medicina Veterinária, a planta surge como uma alternativa promissora para o manejo de cardiopatias e estresse em pequenos animais, embora demande estudos farmacocinéticos específicos. Na Agronomia, destaca-se como uma cultura rústica de baixo custo e alta adaptabilidade climática. Conclui-se que o rubim representa um recurso fitoterápico valioso, cuja exploração industrial e clínica deve ser incentivada mediante o desenvolvimento de protocolos de cultivo e ensaios clínicos veterinários controlados.

    Palavras-chave: Leonurus sibiricus. Fitoterapia Veterinária. Farmacologia Cardiovascular. Agronomia de Plantas Medicinais. Leonurina.

    ABSTRACT

    This scientific article presents a comprehensive and systematic review of the pharmacological properties of the rubim plant (Leonurus sibiricus L. and Leonurus cardiaca L.), focusing on its emerging applications in Veterinary Medicine and Agronomy. The objective of this study was to consolidate scientific evidence regarding the plant's bioactive compounds and evaluate its therapeutic and productive potential. The methodology consisted of a narrative literature review in databases such as PubMed, SciELO, and ScienceDirect, covering the period from 1991 to 2026. Results demonstrate that rubim possesses a phytochemical composition rich in alkaloids (leonurine), flavonoids, and triterpenes, which confer significant cardiotonic, antiarrhythmic, hypotensive, and anxiolytic activities. Clinical studies in humans confirm blood pressure reduction and improvement in electrocardiographic profiles, while electrophysiological trials reveal a multi-channel mechanism of cardiac action. In Veterinary Medicine, the plant emerges as a promising alternative for managing heart disease and stress in small animals, although it requires specific pharmacokinetic studies. In Agronomy, it stands out as a rustic crop with low cost and high climatic adaptability. It is concluded that rubim represents a valuable phytotherapeutic resource, whose industrial and clinical exploration should be encouraged through the development of cultivation protocols and controlled veterinary clinical trials.

    Keywords: Leonurus sibiricus. Veterinary Phytotherapy. Cardiovascular Pharmacology. Agronomy of Medicinal Plants. Leonurine.

     

    1 INTRODUÇÃO

    A planta popularmente conhecida como rubim, pertencente ao gênero Leonurus e à família Lamiaceae, compreende espécies de grande relevância etnofarmacológica, com destaque para a Leonurus sibiricus e a Leonurus cardiaca. Historicamente, estas espécies têm sido utilizadas em diversas culturas, especialmente na medicina tradicional chinesa e europeia, como agentes cardiotônicos, sedativos e no tratamento de distúrbios ginecológicos. No Brasil, a planta é amplamente distribuída, ocorrendo de forma espontânea em regiões costeiras e áreas antropizadas, sendo reconhecida por nomes populares como macaé, quinino-dos-pobres e motherwort. A robustez biológica da espécie, aliada ao seu perfil fitoquímico complexo, justifica o interesse crescente da comunidade científica em validar seus usos tradicionais através de métodos farmacológicos modernos.

    A relevância do estudo do rubim transcende o uso humano, alcançando setores estratégicos como a Medicina Veterinária e a Agronomia. Na veterinária, a busca por alternativas fitoterápicas para o tratamento de doenças crônicas, como a insuficiência cardíaca congestiva e distúrbios de ansiedade em animais de companhia, coloca o gênero Leonurus em evidência devido à sua baixa toxicidade e múltiplos mecanismos de ação. Paralelamente, sob a ótica agronômica, o rubim apresenta-se como uma cultura de manejo simplificado e alta rusticidade, capaz de se desenvolver em solos com baixa fertilidade, o que representa uma oportunidade para a diversificação da agricultura familiar e a produção de matéria-prima para a indústria farmacêutica.

    Este artigo tem como objetivo principal realizar uma revisão profunda das propriedades farmacológicas do rubim, detalhando seus mecanismos de ação cardiovascular, antioxidante e ansiolítico. Além disso, busca-se propor diretrizes teóricas para a aplicação clínica em animais domésticos e analisar os desafios e oportunidades para o cultivo comercial da espécie no cenário brasileiro. Através desta análise integrativa, pretende-se fornecer subsídios para pesquisadores, veterinários e agrônomos interessados na exploração sustentável e científica desta planta medicinal.

    2 METODOLOGIA

    Para a elaboração deste estudo, foi realizada uma revisão narrativa da literatura científica, utilizando uma abordagem qualitativa e descritiva. A busca por dados foi conduzida em bases de dados eletrônicas de alta relevância acadêmica, incluindo PubMed (National Library of Medicine), SciELO (Scientific Electronic Library Online), ScienceDirect e portais de periódicos nacionais da CAPES. A estratégia de busca utilizou descritores controlados e termos livres, tais como "Leonurus sibiricus", "Leonurus cardiaca", "pharmacology", "veterinary medicine", "agronomy" e "cardiovascular effects", combinados por operadores booleanos para maximizar a recuperação de informações pertinentes.

    O período de abrangência da pesquisa foi definido entre os anos de 1991 e 2026, permitindo a inclusão de estudos clássicos que fundamentaram o conhecimento sobre a espécie, bem como as descobertas mais recentes e atualizadas. Os critérios de inclusão estabelecidos foram: artigos originais de pesquisa, revisões sistemáticas e narrativas, ensaios clínicos em humanos, estudos pré-clínicos in vivo e in vitro, e teses acadêmicas que abordassem especificamente o gênero Leonurus. Foram priorizados trabalhos que apresentassem metodologias claras e resultados estatisticamente significativos.

    A análise dos dados seguiu um processo de triagem inicial por título e resumo, seguida da leitura integral dos textos selecionados. As informações foram organizadas em eixos temáticos: composição fitoquímica, atividades farmacológicas (com ênfase no sistema cardiovascular), toxicologia, aplicações veterinárias e manejo agronômico. Esta estruturação permitiu a síntese crítica das evidências, facilitando a identificação de lacunas no conhecimento e a proposição de novas perspectivas para o uso do rubim nas ciências agrárias e da saúde animal.

    3 RESULTADOS

    3.1 Composição Fitoquímica

    A complexidade farmacológica do rubim é atribuída à sua vasta gama de metabólitos secundários. Os estudos fitoquímicos revelam que as partes aéreas da planta são ricas em alcaloides, sendo a leonurina o composto marcador mais importante. Este alcaloide guanidínico é responsável por grande parte das atividades cardiovasculares observadas. Além da leonurina, a estaquidrina também está presente em concentrações significativas, contribuindo para os efeitos anti-inflamatórios e moduladores do tônus uterino.

    Os flavonoides constituem outra classe de destaque, com a presença confirmada de hiperosídeo, quercetina, rutina e apigenina. Estes compostos atuam sinergicamente como potentes antioxidantes e protetores vasculares. A planta também contém taninos, que conferem propriedades adstringentes e antibacterianas, e triterpenos, notadamente o ácido ursólico, que possui propriedades antitumorais e cardioprotetoras documentadas em modelos experimentais de isquemia.

    Adicionalmente, foram identificados iridoides (como o leonurídeo), fenilpropanoides, esteróis (beta-sitosterol) e óleos voláteis. A presença de ácidos fenólicos, como o ácido cafeico e o ácido clorogênico, reforça o potencial terapêutico da espécie. A variabilidade na concentração desses compostos pode ocorrer em função do quimiotipo da planta, das condições edafoclimáticas de cultivo e do estágio fenológico no momento da colheita, sendo o período de florescimento o ápice da produção de bioativos.

    3.2 Atividades Farmacológicas

    3.2.1 Sistema Cardiovascular

    O efeito do rubim sobre o sistema cardiovascular é um dos aspectos mais bem documentados na literatura. O ensaio clínico conduzido por Shikov et al. (2011) demonstrou que a administração de 1200 mg/dia de extrato oleoso de Leonurus cardiaca por 28 dias em 50 pacientes hipertensos resultou em uma redução estatisticamente significativa da pressão arterial sistólica e diastólica. Além da redução pressórica, observou-se uma diminuição da frequência cardíaca e uma melhora notável nos parâmetros eletrocardiográficos, sugerindo um efeito estabilizador do ritmo cardíaco.

    Um dado relevante deste estudo foi a velocidade de resposta terapêutica: pacientes classificados com hipertensão estágio 1 apresentaram melhora clínica uma semana antes daqueles em estágio 2. O mecanismo de ação subjacente envolve a vasodilatação mediada pelo óxido nítrico (NO). O extrato de rubim estimula a enzima óxido nítrico sintase endotelial (eNOS), promovendo o relaxamento da musculatura lisa vascular e, consequentemente, a redução da resistência periférica.

    3.2.2 Ação Antiarrítmica (Ritter et al., 2010)

    A investigação eletrofisiológica conduzida por Ritter et al. (2010) utilizou o modelo de coração isolado de coelho (técnica de Langendorff) para decifrar os efeitos do rubim no ritmo cardíaco. Os resultados revelaram que o extrato de Leonurus cardiaca atua através de um mecanismo multicanal sofisticado. Observou-se o bloqueio dos canais de cálcio tipo L (ICa.L), o que confere à planta uma classificação análoga aos antiarrítmicos de classe IV, como o verapamil.

     

    Além do efeito nos canais de cálcio, o estudo identificou uma redução na corrente de potássio (IK.r) mediada pelos canais HERG, o que prolonga a repolarização celular. Outro ponto crucial foi a modulação da "funny current" (If) no nó sinoatrial, responsável pelo automatismo cardíaco. Essa modulação resulta em um efeito bradicárdico sinusal, reduzindo a demanda de oxigênio pelo miocárdio sem comprometer severamente a contratilidade.

    3.2.3 Atividade Antioxidante

    A capacidade antioxidante do rubim é fundamental para sua ação terapêutica, protegendo os tecidos contra danos causados por radicais livres. Testes de sequestro de radicais DPPH demonstraram uma inibição superior a 60% em concentrações de 16 mg/mL. Em ensaios de sequestro de óxido nítrico (NO scavenger), a eficácia foi ainda maior, atingindo mais de 80% de inibição a 10 mg/mL, o que reforça seu papel na modulação da inflamação vascular.

    A quantificação de compostos fenólicos e flavonoides totais corrobora esses resultados. Estudos indicam teores de flavonoides totais de aproximadamente 35,2±1,76mg equivalentes de quercetina por grama de extrato, enquanto os fenólicos totais situam-se em torno de12,13±0,12mg GAE/g.

     

    3.2.4 Atividade Antibacteriana

    Embora menos explorada que os efeitos cardiovasculares, a atividade antibacteriana do rubim apresenta potencial relevante. O extrato bruto da planta exibiu uma Concentração Inibitória Mínima (MIC) de 6 mg/mL contra diversas cepas bacterianas. No entanto, quando testado o ácido ursólico isolado da planta, a eficácia aumentou drasticamente, com um MIC de 0,25 mg/mL, demonstrando que frações específicas possuem alta potência antimicrobiana.

    3.2.5 Ação Ansiolítica e Sedativa

    O uso do rubim como sedativo e ansiolítico possui agora robusto respaldo científico. Estudos clínicos publicados em 2017 confirmaram a redução significativa de sintomas de ansiedade e depressão em pacientes tratados com extratos de Leonurus. O mecanismo neurofarmacológico envolve a interação com os receptores GABAA, conforme demonstrado por Rauwald et al. (2012). A planta atua modulando a neurotransmissão inibitória, promovendo relaxamento sem os efeitos colaterais severos dos benzodiazepínicos.

    3.3 Toxicidade e Segurança

    O perfil toxicológico do rubim indica uma planta de alta segurança para uso terapêutico. Estudos de toxicidade aguda em ratos estabeleceram uma LD50 oral superior a 2000 mg/kg, o que a classifica como praticamente atóxica por via digestiva. Entretanto, a via de administração altera drasticamente a toxicidade. A LD50 intravenosa em camundongos situa-se entre 30 e 60 mg/kg.

    4 DISCUSSÃO — APLICAÇÕES NA MEDICINA VETERINÁRIA

    4.1 Potencial Cardiotônico em Animais

    A transposição dos achados cardiovasculares humanos para a Medicina Veterinária abre perspectivas fascinantes para o tratamento de cães e gatos. A cardiomiopatia dilatada em cães e a cardiomiopatia hipertrófica em gatos são patologias prevalentes que exigem manejo vitalício. O rubim, com sua ação antiarrítmica classe IV e efeito inotrópico positivo leve, pode atuar como um coadjuvante valioso aos protocolos convencionais com pimobendan ou inibidores da ECA.

    4.2 Uso em Distúrbios Reprodutivos de Fêmeas

    Na reprodução animal, o rubim possui um histórico de uso como tônico uterino que pode ser explorado cientificamente. Em cadelas e gatas, a planta pode auxiliar na regulação de ciclos estrais irregulares e no manejo de metrites leves, devido à sua ação antibacteriana e estimulante da musculatura lisa. O efeito emenagogo facilita a eliminação de loquios e detritos uterinos, promovendo uma recuperação mais rápida do trato reprodutivo no período pós-parto.

    4.3 Potencial Ansiolítico em Animais

    O estresse e a ansiedade são problemas crescentes na clínica de pequenos animais, manifestando-se em situações como transporte, queima de fogos de artifício, ansiedade de separação e visitas ao veterinário. O rubim oferece uma alternativa fitoterápica segura aos benzodiazepínicos e à acepromazina, que muitas vezes causam sedação excessiva ou ataxia.

    4.4 Posologia Veterinária Estimada

    A determinação de doses para animais baseia-se frequentemente no ajuste alométrico, que considera a taxa metabólica basal em relação ao peso vivo.

    TABELA 1 – Posologia POSSÍVEL(NECESITA MAIORES ESTUDOS E ACOMPANHAMENTO MED VET) veterinária estimada para extrato de rubim.

    Espécie Peso Médio (kg) Dose Estimada do Extrato (mg/dia)
    Cães Grandes 30 kg 300 - 400 mg
    Cães Médios 15 kg 180 - 250 mg
    Cães Pequenos 7 kg 90 - 130 mg
    Gatos 4 kg 60 - 100 mg

    4.5 Contraindicações Veterinárias

    A segurança do paciente veterinário depende do reconhecimento estrito das contraindicações do rubim. A gestação é a principal restrição, devido ao risco de indução de contrações uterinas e aborto. Além disso, animais que já apresentam quadros de hipotensão arterial ou bradicardia severa não devem receber a planta.

    5 DISCUSSÃO — APLICAÇÕES NA AGRONOMIA

    5.1 Características Agronômicas da Espécie

    O rubim é uma espécie de alta plasticidade fenotípica, comportando-se como anual, bianual ou perene dependendo das condições climáticas e do manejo. A planta atinge alturas entre 50 e 100 cm, apresentando caules quadrangulares típicos da família Lamiaceae e folhas profundamente lobadas.

    5.2 Manejo Cultivo

    O cultivo do rubim exige planejamento técnico para garantir a produtividade e a qualidade dos princípios ativos. Embora adaptável, a planta prefere climas subtropicais a tropicais, com boa luminosidade. O preparo do solo deve focar na descompactação e na drenagem. A colheita deve ser realizada obrigatoriamente no período de florescimento.

    5.3 Sistemas de Produção

    O rubim apresenta-se como uma cultura ideal para sistemas de produção orgânica e agricultura familiar. Sua baixa exigência em insumos químicos e a resistência natural a pragas e doenças facilitam a certificação orgânica, agregando valor ao produto final.

    5.4 Padrão de Qualidade (Farmacopeia Europeia)

    Para que o rubim seja aceito no mercado internacional, ele deve atender a critérios de qualidade estritos. A Farmacopeia Europeia estabelece que a droga vegetal (partes aéreas secas) deve conter, no mínimo, 0,2% de flavonoides totais, expressos em hiperosídeo.

    5.5 Desafios e Oportunidades

    Apesar do grande potencial, a cadeia produtiva do rubim no Brasil enfrenta desafios significativos, como a falta de cultivares melhoradas. Atualmente, a produção baseia-se em populações silvestres ou sementes sem procedência genética garantida.

    6 CONCLUSÃO

    A revisão exaustiva das propriedades do rubim (Leonurus sibiricus e Leonurus cardiaca) confirma que esta planta é um recurso farmacológico de valor excepcional. Suas atividades cardiovasculares, fundamentadas em mecanismos antiarrítmicos multicanal e vasodilatação mediada por óxido nítrico, possuem robusto respaldo científico. Na Medicina Veterinária, o rubim emerge como uma promessa para o tratamento integrativo de cardiopatias e distúrbios comportamentais. Do ponto de vista agronômico, demonstra ser uma cultura rústica, adaptável e de baixo custo, perfeitamente alinhada aos princípios da agricultura sustentável.

    DISCLAIMER

    Declaração de Responsabilidade e Limitação de Informações

     

    O presente artigo científico, intitulado "Rubim (Leonurus sibiricus L.): Propriedades Farmacológicas, Potencial Terapêutico em Medicina Veterinária e Perspectivas Agronômicas", é uma obra de revisão e compilação bibliográfica, elaborada com base em artigos publicados em periódicos indexados (PubMed, SciELO, ScienceDirect), teses acadêmicas e relatórios oficiais de agências reguladoras (EMA, Farmacopeia Europeia).

     

    1. Natureza do conteúdo As informações aqui contidas têm caráter exclusivamente acadêmico e informativo, não constituindo prescrição médica veterinária, recomendação terapêutica, bula ou protocolo clínico.

     

    2. Ausência de ensaios clínicos veterinários As dosagens estimadas para animais domésticos (Tabela 1) são extrapolações alométricas teóricas baseadas em ensaios clínicos humanos e estudos pré-clínicos. Não existem, até a presente data, ensaios clínicos controlados em cães, gatos ou equinos que validem segurança e eficácia do rubim para essas espécies.

     

    3. Responsabilidade profissional A aplicação clínica de qualquer fitoterápico, incluindo o rubim, deve ser realizada exclusivamente sob supervisão de Médico Veterinário habilitado, que avaliará o histórico do paciente, comorbidades, medicações em uso, riscos de interações medicamentosas e contraindicações individuais.

     

    4. Contraindicações absolutas O rubim é contraindicado durante a gestação, lactação, em pacientes hipotensos, bradicárdicos ou em uso de anticoagulantes (varfarina). Interações com betabloqueadores e antiarrítmicos são possíveis e devem ser monitoradas.

     

    5. Limitação de responsabilidade Os autores, colaboradores e a instituição não se responsabilizam por danos diretos ou indiretos decorrentes do uso inadequado das informações aqui publicadas. Cada profissional é integralmente responsável por suas decisões clínicas e pelo cumprimento da legislação vigente do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) de sua jurisdição.

     

    6. Direitos autorais Esta obra está protegida pela Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/98). É permitida a reprodução parcial ou total para fins acadêmicos e de pesquisa, desde que citada a fonte e creditados os autores.

     

     

    São Paulo, 12 de julho de 2026.

     

    Dr. Cláudio Amichetti Junior CRMV SP 75404 | CREA Eng. Agrônomo 060149829 Medicina Veterinária Integrativa

    7 REFERÊNCIAS

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    SILVA, Ana Paula et al. Rubiáceas brasileiras com potencial anti-inflamatório. DELOS Desarrollo Local Sostenible, v. 17, n. 56, 2024.

    WOJTYNIAK, Katarzyna; SZYMAŃSKI, Marcin; MATŁAWSKA, Irena. Leonurus cardiaca L.(motherwort): a review of its phytochemistry and pharmacology. Phytotherapy Research, v. 27, n. 8, p. 1115-1120, 2013.

     
     
     
     
     
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