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Border collies tem centenas de anos de criação seletiva que causaram impacto nesta raça. Altas taxas de portadores de certos distúrbios genéticos, bem como taxas mais baixas de outros distúrbios, requerem testes de DNA para prevenir a incidência da doença. Existem testes de DNA disponíveis para Border Collie como Teste MERLE, CEA, NCL e TNS. Exceto para distúrbios, os loci da cor da pelagem (locus A, locus B, locus D, locus E, locus M e locus S) também podem ser testados, o que permite a previsão da cor futura da pelagem.Cães de pelagem merle são caracterizados pela diluição de uma cor base com manchas pigmentadas aleatórias das quais ambas podem variar em pigmentação e olhos azuis com focinho despigmentado podendo estes serem parcialmente despigmentados ou não. O gene canino PMEL (SILV) é associado a transcrição de pigmento da pelagem através dos melanócitos induzido produção de melanina nas cores de coloração do espectro marrom e preto (eumelanina) ou de espectro amarelo e vermelho (feomelanina). Quando o gene PMEL se encontra em 17, originando o PMEL17, ocorre a mutação denominada pigmentação merle. Em cães normais de pelagem merle, o locus de gene merle (M) assume alelo de heterozigose dominante (Mm) que caracteriza pigmentação normal (m) e hipopigmentação (M) de eumelanina. Para cães merle dominantes (MM) a hipopigmentação completa resulta em surdez, cegueira e predisposição a neoplasias.
Após diversas mutações, descobriu-se que o locus merle (M) possui um tipo de retrotransposon (denominado SINE) identificado como ‘DNA móvel’ que o permite se autocopiar e ocupar novos locais de seu locus, podendo aumentar sua área de transcrição com mais de 100 novos pares de bases, tal característica é responsável pela origem de diferentes tipos e variações da pelagem a depender do tamanho do SINE de M. Uma das variações são os merle crípticos e harlequin: cães com SINE pequenos não apresentam fenótipo merle apesar de possuírem genótipo, caracterizando merle crípticos. Já cães harlequin possuem os mais longos SINE de
locus M, caracterizando maior presença de merle e, portanto, maior área de hipopigmentação. Além disso, devido à característica merle de atuação somente em eumelanina, cães de pelo vermelho ou amarelo não apresentam fenótipo merle pois este não é capaz de atuar em pelagem de feomelanina, apesar de ainda constituir gene do animal.
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Figura 1 - Padrão de pelagem Border collie marle
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Fonte: Doggenetics - introduction to the merle gene
Figura 2 - Variação da pigmentação das manchas
Fonte: Doggenetics - introduction to the merle gene
Figura 3 - Variação da pigmentação da pelagem base
Fonte: Doggenetics - introduction to the merle gene
Figura 4 - A imagem abaixo demonstra como o tamanho da ocupação do gene M realiza
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Fonte: Biomedcentral - the genetics of merle coat patterns in dogs
2 OBJETIVOS
2.1 Objetivo Geral
O objetivo principal é elaborar as diretrizes básicas de um Programa de Melhoramento Genético para a raça Border Collie relacionado à coloração Merle,
2.2 Objetivo Específico
Explicar os genes que atuam na expressão da característica, as doenças congênitas derivadas da pelagem e a integração do pedigree baseado nos métodos de seleção com uso de marcadores de DNA (exames).
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3 CRITÉRIOS DE SELEÇÃO
Para evitar o nascimento de um cão duplo merle/síndrome do duplo merle, deve ser levado em conta no cruzamento o tipo de pelagem dos pais:
O cruzamento de dois cães de pelagem merle saudáveis terá como resultado 50% dos filhotes com pelagem merle e saudáveis (Mm), 25% com pelagem lisa (mm) e também 25% da ninhada com a síndrome do duplo merle (MM) com problemas de saúde.
O cruzamento de cão merle com um cão de pelagem lisa, originará 50% dos filhotes merle (Mm), e os outros 50% de pelagem lisa (mm). Todos os filhotes deste cruzamento serão saudáveis.
Sendo assim, um critério de seleção é o não cruzamento de dois cães Merles, e sim um merle e outro de pelagem lisa onde teremos 50% da ninhada merle e 50% de pelagem lisa, todos saudáveis para estas anomalias.
Outro critério a ser levado em conta é o excesso de branco em um cão de qualquer cor, por ser um sinal de advertência potencial para problemas auditivos. Se não houver pigmento no ouvido interno, o cão será surdo; orelhas brancas são os sinais mais comuns da falta de pigmento no ouvido interno. De qualquer forma, brancos fora das áreas padronizadas, desqualificam a conformação do cão.
Mais um fator a ser considerado na seleção é a existência do merle “críptico” (“fantasma” ou “oculto”), quando um cão que geneticamente é merle, mas que não apresenta aparência de merle. A proporção de merle é tão reduzida que se torna imperceptível, oculto por marcas brancas. Um cão que apresenta merle muito reduzido, não obstante visível, como uma orelha azul, não é um merle críptico, mas sim, um merle mínimo, sendo verdadeiros merles crípticos raros. Como esses animais têm uma combinação genética que oculta a manifestação da cor marmorizada, mas o gene está lá, a única forma de descobri-los é através de exames de DNA, o teste genético para o gene Merle auxilia a evitar cruzamentos entre animais portadores.
Apesar de todos os cuidados com os critérios de seleção, ainda existe a possibilidade de uma mutação nova, que ocorre quando o pai e mãe não possuem o merle, mas no momento da produção do espermatozóide ou do óvulo, um gameta é formado com uma mutação nova. Se este gameta é utilizado na fecundação, o filhote terá todas as suas células com mutação. Ou seja, era uma mutação que, por não existir na geração anterior, não pode ser chamada de herdada.
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4 FERRAMENTAS DE SELEÇÃO
Como visto, o Merle é um padrão de pelagem de característica ou efeito “marmorizado”, sendo esse o gene autossômico “M” de dominância incompleta que ocasiona esse tipo de pelagem e pode gerar diversos problemas na saúde animal, como na raça Border collie.
Dentro desse contexto, para melhor eficiência e custo/benefício, visando a cinofilia para atingir a maior variedade de clientes e o bem estar animal, é necessário fazer uso de ferramentas genéticas que auxiliam no processo de criação de raças com pelagem merle sem que haja perda na produção ou futuros problemas médicos para os tutores financiarem. Dessa forma, para ter um controle em criadouros, evitar o cruzamento de merle/merle que gere um homozigoto dominante (MM) ou double marle, e ter o melhor direcionamento de uso dessas ferramentas, primeiro, deve ser separado os cães reprodutores do criadouro em dois grandes grupos: cães com o genótipo merle e cães sem o genótipo merle, para que os critérios de avaliação sejam mais otimizados.
Para isso, os fatores observados são de características de herança simples, já que estes possuem fenótipos bem característicos, como a presença de heterocromia (um olho de cada cor entre azul e marrom, ou mais de uma cor no mesmo olho), ambos os olhos castanhos ou ambos os olhos azuis e pelagem marmorizada (podem variar em blue merle e red merle na raça Border collie). Sendo separados, as ferramentas são melhores direcionadas a cada grupo e subgrupo a fim de obter resultados precisos geneticamente de antes e depois do cruzamento.
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Figura 5 - Possibilidades de cruzamentos
Fonte: Genética canina – a escolha de um cão
4.1 Seleção Artificial
O uso dessa ferramenta resulta na separação dos cães reprodutores visualmente, já que o gene “M” apresenta fenótipos específicos que possam distinguir os merle (single marle e double merle) de não-merle (normais). Os critérios usados nessa ferramenta são heterocromia, ambos os olhos azuis ou marrons e áreas de coloração distintas, que pode incluir pele, focinho e coxins: como áreas normais, áreas brancas (despigmentada), áreas coloridas de maneira sólida ou lisa (pretas, marrom ou cinza) e áreas de coloração diluída ou diluídas e misturadas (similar a mármore).
Com essa separação, o grupo marle pode ser ainda subdividido em mais dois grupos macroscopicamente: simples marle (Mm) ou duplo marle (MM). Essa separação se dá na maior presença de fenótipos do locus M, como, por exemplo, cães homozigotos (MM) tem a tendência ocular de possuírem ambos os olhos azuis e ausência de pigmentação nas orelhas e grande parte do rosto, e terem coxins e focinhos rosados. Enquanto os heterozigóticos (Mm) possuem maiores tendências a terem olhos castanhos ou heterocromáticos e áreas de pigmentação sólida ou lisa e
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diluída e misturadas, como observado em um estudo feito pela ACVIM (American College of Veterinary Internal Medicine), já que as áreas de pigmentação geralmente não se associam a problemas de ouvidos ou oftalmológicos, sendo essa mais uma característica de Merle heterozigoto (Mm) do que aqueles cães de duplo marle (MM).
Já em cães não-marle que não possuem pedigree bem definido ou que o criadouro esteja em dúvida sobre o cruzamento de um marle com um cão que não possui histórico genético ou histórico genético duvidoso, podem optar em fazer um exame de teste genético chamado MARLE, visto que existem genes epistáticos que são capazes de inibir o gene merle (marle oculto), ou seja cães de pelagem normal, culminando, portanto, em cruzamento de marle/marle.
Assim, a cada divisão, a porcentagem de um possível cruzamento que resulte em genótipo marle homozigoto diminui, mas esse critério não deve ser feito de maneira única e excludente, ele deve ser sempre associado a outras ferramentas genéticas que obtenha resultados precisos nas variações de merle (homozigotos e heterozigotos), não-merle e marle oculto.
4.2 Teste Genético simples MARLE
A finalidade desse exame é comprovar se existe o gene “M” em um cão ou não, assim podendo separar grupos não-merle de merle, mas esse exame não inclui a distinção de merle homozigoto e heterozigoto. Ou seja, é mais válido para detectar se não existe a possibilidade de merle oculto em um cão sem pedigree ou de pedigree duvidoso devido aos genes epistáticos, como ocorrem em cães vermelhos ou vermelhos-claro recessivos que apensar de não desenvolver problemas de saúde, contém o gene, mas isso não é averiguado ou registrado corretamente.
Dessa maneira, esse exame é um tipo de exame genético sorológico coletado em EDTA refrigerado e de baixo custo que assegura o não cruzamento de dois portadores (heterozigotos Mm) que gera uma probabilidade de 25% de duplo Merle (MM). Assim, é recomendável que um cão Merle seja colocado na reprodução apenas com um não Merle, esse teste genético para o gene Merle auxilia a evitar cruzamentos entre animais portadores. Caso seja necessária a distinção, existem outros exames como o exame de DNA e marcador molecular.
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4.3 Exame de DNA Merle
É um exame desenvolvido recentemente que permite averiguar as demais variantes genéticas que determinam diferentes tipos de pelagem merle que podem ser aparentes ou não, além do gene dominante “M” que determina a coloração merle e o gene recessivo “m” que determina a pelagem sólida, foi comprovado cientificamente que para ser merle o padrão gênico não necessariamente precisa ter apenas os alelos dominantes ou o alelo dominante com o par recessivo, basta possuir apenas o alelo dominante para expressar a genotipagem. Assim, esse exame permite identificar a combinação com o segundo gene do par que acompanha o dominante.
Isso foi explorado e desenvolvido porque alguns criadouros foram surpreendidos com o nascimento de filhote merle (Mm) a partir de um casal não merle de pelagem aparentemente sólida, isso ocorre devido o merle críptico, merle fantasma ou merle oculto, que se apresentam em genitores que contêm o gene epistático que oculta a expressão fenotípica do merle. Portanto e a única maneira segura de ter certeza se um animal aparentemente não merle possui algum ‘gene’ para merle é através desse exame de DNA
Este exame detectou sete diferentes tipos genéticos no gene M, além dos dois (“M” e “m”), já conhecidos. Estes são denominados m, Mc, Mc+, Ma, Ma+, M e Mh. Os ‘genes’ m, Mc e Mc+ determinam pelagens de coloração sólida (não merle), M e Mh determinam pelagens merle com diferentes quantidades de branco, e os ‘genes’ Ma e Ma+ determinam pelagens similares a merle (colorações diluídas e não muito definidas, parecidas com o merle). Como cada animal possui sempre dois alelos (paterno e materno), são possíveis no teste de DNA 28 diferentes resultados, e é o resultado da combinação de ambos que irá determinar a cor do animal. Além disto, foi descoberto que cães podem ser mosaicos para estes alelos, podendo apresentar diferentes combinações em diferentes células. Desta forma, o teste de DNA poderá mostrar mais de ‘genes’ diferentes.
4.4 Teste BAER
Também existem ferramentas que podem ser utilizadas após o nascimento como forma de verificar se a característica da surdez foi herdada pelo cão, pois mesmo não sendo homozigoto (MM) geneticamente a raça ainda possui uma taxa de 5% de herdar alguma deficiência.
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O teste consiste em verificar a audição de um cão. Ele analisa a reação cerebral a ruídos, é realizado com 3 pequenos eletrodos que serão colocados na frente da orelha, centro da testa e topo da cabeça, além disso, um fone de ouvido com inserção de espuma é colocado na orelha, testando assim cada orelha separadamente, levando em média de 10 a 15 minutos para ser realizado. Isso permitirá reconhecer não somente se há um problema auditivo, mas também em que grau e em que área ele se encontra.
A melhor idade para realizar o exame é em torno de 6 semanas de vida, que é após os canais auditivos estarem completamente aberto e o animal está em desenvolvimento e responde melhor a socializações, porém, o teste BAER pode ser realizado em qualquer etapa da vida do animal.
Os criadores podem usar os resultados deste teste para selecionar para reprodução os cães não afetados e assim reduzir o risco de criar cães que sofram de problemas auditivos. Com resultados satisfatórios no exame o criador pode registrar um pré-histórico do animal e encarecer a sua venda.
4.5 Exame CERF
O propósito do exame CERF é detectar doenças oculares genéticas que podem causar cegueira, devendo ser realizado uma vez ao ano. A realização periódica do exame garante a verificação do bom funcionamento ocular.
Se o seu cão foi aprovado no exame CERF, o que significa que está livre de doenças oculares genéticas, o criador ou tutor receberá um número de certificado oficial do Eye Certification Registry.
Com isso, o criador pode ter um certificado de que o cão não apresenta nenhuma doença ocular genética, podendo ter um comprovante para apresentar a futuros compradores ou para fazer novos cruzamentos.
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5 DESCARTE PARA PROGENITORES E PROGÊNIES
Border collies tem centenas de anos de criação seletiva que causaram impacto nesta raça. Altas taxas de portadores de certos distúrbios genéticos, bem como taxas mais baixas de outros distúrbios, requerem testes de DNA para prevenir a incidência da doença. Existem testes de DNA disponíveis para Border Collie como Teste MERLE, CEA, NCL e TNS. Exceto para distúrbios, os loci da cor da pelagem (locus A, locus B, locus D, locus E, locus M e locus S) também podem ser testados, o que permite a previsão da cor futura da pelagem.
Para evitar estas condições relacionadas à pelagem merle, cães homozigotos devem ser retirados de reprodução, sendo esterilizados, e cruzamentos entre heterozigotos para Merle não devem ser realizados. Como resultado do cruzamento entre dois animais de pelagem merle, há a possibilidade da geração de filhotes portadores da síndrome do duplo merle, cuja condição é associada a uma série de patologias concomitantes como surdez, cegueira, esterilidade entre outras, que podem ser incompatíveis com a vida.
Kennels não devem aceitar registros para cães de cor merle sem evidências documentadas da cor na linhagem familiar, de forma a evitar o aparecimento de cães homozigotos.
Outro caso como da Collie Eye Anomaly – CEA, por se tratar de uma doença hereditária autossômica recessiva, é fundamental que estes animais sejam excluídos da linha de reprodução. Lembrando, assim, que devemos considerar também outras doenças genéticas para descarte, como a Luxação primária da lente, displasia coxofemoral, neoplasias, cardiopatias, síndrome do neutrófilos presos, entre muitas outras, que também podem ser detectadas por outros exames genéticos. Ainda pode se levar em conta para descarte características como diâmetro escrotal e exame andrológico para padreadores.
Concluímos que os critérios de seleção e o descarte de animais dessa raça exigem análise de diversas características genéticas, e a coloração merle trouxe mais uma preocupação e rigor quando pensamos em melhoramento genético.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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CLARK, L. WAHL, J. REES, C. MURPHY K. Retrotransposon insertion in SILV is
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Canil Avalon Land. Cães merle – a verdade por trás de uma cor. Disponível em <https://canilavalonland.blogspot.com/2017/03/caes-merle-verdade-por-tras-de- umacor.html>. Acesso em 16 de abril de 2022.
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Diario do liroral. Artigo – Teste BEAR para surdez em cães. Disponível em <https://www.diariodolitoral.com.br/artigo/artigo-teste-baer-para-surdez- emcaes/149716/>. Acesso em 19 de abril de 2022.
LINHARES, K. P, M. Intussuscepção em cão. UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO – UFERSA. Disponível em <https://repositorio.ufersa.edu.br/bitstream/prefix/3146/2/KarlaPML_REL.pdf>. Acesso em 19 de abril de 2022.
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Veterinária atual. Sobre teste BAER. Disponível em <https://www.veterinariaatual.pt/sobre/teste-baer/> Acesso em 19 de abril de 2022
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IPC Sutentável
Criação Amiga dos cães e gatos
Controlar as pulgas - Quais as opções que existem?
As pulgas são pequenos animais que adoram os nossos animais de estimação e que podem trazer numerosas doenças, entre as quais a principal causa de problemas de pele em animais – a dermatite alérgica à pulga – em que o pêlo cai em demasia e a pele fica muito vermelha e irritada, podendo ficar gravemente infectada por bactérias que se aproveitam do seu estado frágil. Para além disso as pulgas podem transmitir parasitas intestinais e microrganismos muito perigosos (anemia infecciosa felina).
Factos sobre as pulgas:
- As pulgas dos gatos são da mesma espécie da que dos cães
- depois da primeira refeição de sangue, sobrevivem pouco tempo fora do animal
- Os ovos das pulgas caem para o chão e são resistentes aos insecticidas, mas são sensíveis a outro tipo de produtos que impedem que o ovo se desenvolva (desde que a pulga os tenha ingerido antes de pôr os ovos). Exemplos destes produtos são o Metoprene, Lufenuron e Selamectina.
- Dos ovos nascem as larvas, que se alimentam das fezes das pulgas (que são sangue digerido). Não resistem muito tempo no exterior, porque morrem facilmente em ambientes de luz, calor e secura. São sensíveis aos mais tradicionais insecticidas e também aos inibidores de crescimento (como por exemplo Lufenuron, Piriproxifene, Metoprene; Fipronil; Permetrina).
- Das larvas surgem as pupas, que são resistentes ao frio, secura, insecticidas e inibidores de crescimento. Podem sobreviver durante meses neste estado, apenas desenvolvendo-se se forem expostas a vibração, temperaturas elevadas e aumento da concentração de CO2. Só depois de se transformarem em pulgas é que passam a ser sensíveis aos insecticidas.
O meu animal coça-se muito, será que tem pulgas?
- Procure pulgas no seu animal e as respectivas fezes – “lixo” (ou “caspa”) escuro em forma de virgula – que são constituídas por sangue seco. Passe um pouco dessa “caspa” para um papel humedecido e verá que o papel se tingirá de vermelho. Em alguns animais alérgicos é muito dificil encontrar pulgas, uma vez que como têm muita comichão têm a tendência a conseguir livrarem-se de todas elas. Caso encontre pulgas aconselhe-se com o seu veterinário sobre a melhor forma de se ver livre delas.
- Se o seu animal está com a pele muito danificada pode ser alérgico e precisar de uma terapia para evitar a auto-mutilação e para controlar as infecções secundárias. Poderá precisar de um shampô especial para remover as crostas e acalmar a pele. Aconselhe-se com o seu veterinário assistente.
Quais os produtos que existem para o controlo de pulgas?
Os mais conhecidos que existem no mercado são o Fipronil e o Imidaclopride. Os produtos em spot-on são geralmente preferidos em relação aos sprays e coleiras. As coleiras de Deltametrina também são utilizadas por causa do potencial efeito protector contra o mosquito da Leishmaniose. Produtos combinados que têm inúmeras valências são mais dispendiosos - muitas vezes são utilizados pelo seu aspecto prático (fazendo a prevenção da dirofilariose), e quando o animal tem alguma tendência para as sarnas. Em animais que não tolerem produtos tópicos, a administração em comprimidos é muito popular. A toxicidade do produto para o meio ambiente, para a família e ainda para o animal também constitui um factor muito importante na escolha.
A - Para escolher o produto deve ter em conta o seguinte:
- dependendo das zonas em causa, uns produtos funcionam mais do que outros, uma vez que as pulgas podem ganhar resistência a um determinado composto. Deve informar-se quais os produtos com maior eficácia na sua região;
- alguns produtos são tóxicos para animais jovens, de modo que deve ter em conta a idade do seu animal quando escolhe um produto. Se existe probabilidade de gravidez, também deve escolher um produto com segurança comprovada;
- se tem muitos animais, cães e gatos, deve tentar informar-se qual a opção mais económica e que seja eficiente. Lembre-se que alguns produtos não podem ser utilizados em gatos.
- alguns animais não gostam de sprays, outros fazem alergia às pipetas, outros detestam engolir comprimidos. Algumas pessoas não querem que o seu animal de estimação use coleira. Deste modo, deve tentar escolher a formulação mais adequada para a sua casa.
- em alguns casos de infestações severas pode ser necessário utilizar produtos para aplicar no ambiente (dentro de casa) para conseguir acabar com a praga mais rapidamente.
- também os diferentes produtos têm tempos de actuação diferente, de modo que deve escolher o mais adequado para os seus animais, tendo também em conta o risco de estes apanharem pulgas (que é diferente se estiverem sempre dentro de casa ou se forem passear às ervas) e ainda se tiver pessoas sensíveis em casa (crianças, pessoas debilitadas), que não possam de maneira nenhuma ter contacto com pulgas.
- alguns produtos têm outras funções para além de protegerem contra as pulgas, entre as quais a protecção contra carraças, piolhos, ácaros, moscas, mosquitos e ainda controlo dos parasitas internos e prevenção da dirofilariose.
- Não junte dois produtos diferentes sem ter a certeza que a sua conjugação não origina um efeito tóxico para o animal. Em caso de falha de um determinado produto, pergunte ao seu veterinário qual poderá utilizar sabendo que o primeiro produto que utilizou ainda se encontra efectivo.
B- Quais os produtos que existem?
Em seguida apresento os produtos que existem para a protecção de pulgas. Os mais populares são o imidacloprid, o fipronil e a permetrina. Muitos deles não existem noutros países devido à sua toxicidade para o meio ambiente.
Lufenuron (Program®) – é um inibidor de crescimento (da síntese de quitina). Isto significa que as pulgas não conseguem pôr ovos férteis (ou seja, não mata as pulgas adultas mas corta o ciclo). É vendido em comprimidos para cães, xarope para gatos e ainda em injectável de 6 em 6 meses para gatos. Existe ainda uma formulação para cães que inclui composto para a prevenção da dirofilariose. Não existem registos de toxicidade, sendo de facto uma droga muito segura (pode ser utilizado em animais gestantes e lactantes). Em termos ambientais também é uma boa opção. É mais facilmente absorvido de administrado com uma comida gordurosa. Pode ser necessário adicionar outro produto adulticida em gatos que façam apenas o xarope para conseguir controlar uma infestação, uma vez que não tem eficácias nas pulgas adultas. Em animais que façam alergia à pulga, utilizar apenas o Lufenuron não é conveniente. Todos os animais da casa têm de estar a tomar o mesmo para que se consiga eliminar as pulgas, o que pode ficar bastante dispendioso.
Lufenuron + milbemicina (Program Plus®) – combina os efeitos do lufenuron com os efeitos da milbemicina, que se trata de um preventivo da Dirofilariose e alguns parasitas intestinais.
Nitenpiram (Capstar®) – é um fármaco em comprimidos muito útil para eliminar as pulgas adultas, não tendo efeito sobre os ovos, larvas e pupas. Depois de administrado o comprimido começam-se a notar os efeitos passado 15 minutos e ao fim de 6 horas quase todas as pulgas adultas foram eliminadas. Os comprimidos só têm efeito de 24 horas, de modo que é utilizado quando existe urgência em eliminar as pulgas adultas (devido por exemplo ao facto do animal ser alérgico). Este produto pode ser utilizado em cães e em gatos a partir as 4 semanas de idade e a partir de 1 Kg. Não há nenhum problema na utilização em animais gestantes/lactantes.
Piriprol (Prac-Tic®) – fármaco lançado recentemente em spot-on para cães que protege contra pulgas adultas e carraças durante 1 mês. Não deve ser utilizado em gatos nem em animais com menos de 8 semanas de idade e/ou 2 Kg de peso vivo. O efeito para as pulgas nota-se 24 horas após a aplicação e o das carraças 48 horas após a aplicação. Não foi determinada a segurança em animais gestantes e lactantes.
Metaflumizona (Promeris®) – substância em spot-on (pipetas) com efeitos neurológicos nas pulgas, causando-lhes a paralisia, formulado especificamente para gatos. Não deve ser administrado a gatos com idade inferior a 8 semanas. A protecção tem duração de 6 semanas, mas em casos de fortes infestações pode-se aplicar de 4 em 4 semanas. Não foi determinada a segurança em animais gestantes e lactantes.
Metaflumizona + Amitraz (Promeris Duo®) – fármaco lançado recentemente em spot-on para cães que protege contra pulgas e carraças durante 1 mês. Não deve ser utilizado em gatos (por causa do amitraz) nem em animais com menos de 8 semanas de idade. O Amitraz é uma substância tóxica que pode originar sintomas neurológicos muito eficaz na protecção contra carraças (o amitraz é conhecido pela sua formulação em coleira – Preventic®). Não deve ser utilizado em cadelas gestantes e lactantes. A metaflumizona actua na parte nervosa das pulgas, paralisando-as. Não deve ser aplicado com uma frequência superior à de 15 em 15 dias. Aliás, o produto tem efeito de 2 meses, mas para uma protecção mais eficaz, aconselham-se aplicações mensais.
Imidaclopride (Advantage®) – É um produto muito popular em pipetas que se coloca no dorso do animal (cães e gatos) e que é muito bem tolerado e muito seguro. Nos gatos que não gostam de sprays é uma boa alternativa. Tem efeito sobre as pulgas adultas (e algum efeito nas larvas), tendo um efeito residual a 100% de eficácia de 21 dias nos gatos e a 90% de eficácia a 28 dias nos cães. Após a aplicação rapidamente paraliza as pulgas sendo visível a sua queda do pêlo do animal. O produto não é alterado pela luz, mas não é tão eficaz em animais que facilmente molhem o pêlo. De qualquer forma não existe nenhum inconveniente na aplicação semanal do produto, em casos de animais que por alguma razão tenham de tomar banho com muita frequência (não é à prova de água). O imidaclopride tem uma baixa taxa de reacções adversas, mas caso o animal fique sem pêlo na zona de aplicação ou se fizer uma dermatite, não deverá voltar a utilizá-lo. O imidaclopride sozinho não tem efeito contras as carraças, o que pode ser um grande inconveniente (de modo que agora existe uma nova formulação combinada). Também não tem efeito repelente. Não se deve utilizar em animais com menos de 7 semanas e menos de 1,5Kg. Porém, é um produto muito popular em gatos principalmente. É seguro para animais gestantes e lactantes.
Permetrina (Pulvex®; Defendog®) – é um produto muito popular piretróide insecticida e acaricida, biodegradável, em spot-on (pipetas para colocar no dorso) ou em spray, mas que apenas pode ser utilizado em cães, uma vez que altamente tóxico para gatos. Tem acção contra mosquitos, moscas, pulgas e carraças, e pode ser utilizado em cachorros a partir das 2 semanas de idade. Devido a esta acção de repelente, é favorável em animais que vivam em zonas de risco de Leishmaniose. Porém, para manter a sua acção repelente em relação a alguns mosquitos, ter-se-ia de se aplicar o produto de 2 em 2 semanas. O produto elimina as pulgas e carraças em 24 horas, mas não elimina imdiatamente as carraças que já se encontrem presas no animal aquando da aplicação. Para as pulgas e carraças tem efeito residual de 4 semanas (porém, para algumas carraças apenas protege durante 3 semanas).
Combinação Imidaclopride + Permetrina (Advantix®) – Também se trata de um produto em spot-on (pipetas) exclusivamente para cães, sendo constituído por uma combinação das duas substâncias anteriores. Sendo assim tem uma acção de 3-4 semanas para pulgas, carraças e repele mosquitos e moscas. Todas as indicações anteriores para os produtos correspondentes são relativamente são válidas. Pode ser utilizado na gestação e lactação.
Combinação Imidaclopride + Moxidectina (Advocate®) – Produto em spot-on para cães e gatos que combina a acção anti-pulgas do Imidaclopride (ver considerações anteriores) com a Moxidectina, que se trata de um composto que permite a prevenção da dirofilariose, elimina ácaros (sarnas, otites, demodex, etc) para além de eliminar parasitas intestinais. Não deve ser utilizado em cachorros com menos de 7 semanas, gatinhos com menos de 9 semanas e ainda animais com menos de 1 Kg. Não existem estudos sobre a segurança em gestação e lactação.
Fipronil (Frontline®) – trata-se de um produto muito popular para cães e gatos que existe em pipetas e em spray. Tem acção contra as pulgas, carraças, ácaros e piolhos. Recentemente foi practicamente substituído pela associação Fipronil–S-Metopreno (Frontline Combo®) de modo a tornar o produto mais eficaz e mais competitivo em termos de mercado. Tem segurança para animais gestantes e lactantes. Para os gatos trata-se do melhor produto (relativamente a eficácia e segurança) para a prevenção das carraças.
O Fipronil pode ser utilizado em cachorros e em gatinhos com mais de 8 meses de idade. Tem uma eficácia de 95% em relação às pulgas de mais do que 80 dias em cães, e de um mês para cães que tomem banho duas vezes por semana (é resistente à água comparativamente aos outros produtos). Estão aconselhadas aplicações mensais para quebrar o ciclo da pulga. O Fipronil não convém ser aplicado mais do que uma vez por mês. Raramente causa reacções adversas. Não tem acção repelente (mosquitos e moscas).
O spray é à base de álcool e deve ser administrado a 3-6ml/kg, ou seja, é necessário 30 a 60ml para tratar um cão de 10 kg. O spray se for bem aplicado é mais eficaz do que as pipetas, mas tem o inconveniente da aplicação e do stress que causa nos gatos.
S-Metopreno é um inibidor de crescimento que pode ser utilizado em combinação com um produto adulticida (Frontline combo®; Ectokill® spray com piretrinas para cães e gatos com duração de 1 mês). Tanto os ovos como as larvas da pulga são afectados com este produto.
Selamectina (Stronghold®) – substância revolucionária e muito segura, disponível em pipetas para cães, cachorros, gatos e gatinhos (a partir das 6 semanas). Ao contrário do Fipronil e do Imidocloprid é de acção sistémica, sendo mais dispendioso (é possível detectar o produto no sangue do animal). Tem eficácia contra as pulgas adultas, larvas e ovos, devendo ser efectuadas aplicações mensais. Não é porém o mais eficaz relativamente a pulgas adultas, de modo que não deve ser utilizado em infestações. Também tem acção contra sarnas (ácaros), parasitas intestinais, faz a prevenção da dirofilariose e em doses repetidas tem acção contra carraças. É muito seguro e pode ser utilizado em cães de raça Collie com sensibilidade à ivermectina. Trata-se de um produto à prova de água e pode ser utilizado em animais gestantes e lactantes.
Deltametrina (Scalibor®) – Trata-se de um piretróide. Existe sob a forma de coleira, sendo a forma mais prática de manter as pulgas afastadas durante bastante tempo (4 meses). Tem a vantagem de ter efeito repelente de mosquitos, entre os quais o transmissor da Leishmaniose. Também tem efeito contra carraças (6 meses). Não deve ser utilizado em cachorros com menos de 7 semanas de idade. Menos conhecida é a formulação em shampô, com efeito residual por apenas 2 semanas. É um produto muito tóxico para os gatos. Pode ser utilizado em cadelas em lactação e em gestação.
Propoxur (Bolfo®) – existindo formulações em coleiras, pós, shampôs e sprays, este produto tem eficácia contra pulgas, carraças e piolhos em cães e gatos. Tem efeito de 4 meses para pulgas e de 10 semanas para carraças. Pode ser utilizado em lactação e em gestação.
Propoxur + Flumetrina (Kiltix® coleira) – Coleira para cães, tem efeito para carraças e pulgas durante 7 meses. Não é aconselhado em cães que estejam em contacto com crianças. Pode ser utilizado em cadelas em gestação e em lactação.
Diazinão (Doggy Doggy®; Kawu®) – existe em forma de coleira para cães e gatos, para prevenção e eliminação de pulgas e carraças durante 4 meses. Só deve ser utilizado a partir dos 6 meses de idade. O Diazinão é uma substância muito tóxica, não é aconselhado em cães que estejam em contacto com crianças. Não deve ser utilizado em animais em lactação.
Carbaryl (Doggy Doggy pó®) – pó insecticida para protecção de pulgas e carraças em cães e gatos. Tem de ser utilizado 1 vez por semana para ter eficácia (pouco prático). Não pode ser utilizado em animais com menos de 6 meses de idade. Não pode ser aplicado durante a lactação.
Lindano (Carracil®, Gamatox®) – Formulação em solução para ser diluída em banhos para cães. Tem efeito em pulgas, piolhos, ácaros e carraças (muito utilizado em sarnas). O uso em gatos e em animais com menos de 3 meses de idade é contraindicado (altamente tóxico). Também devido ao seu efeito tóxico, animais com problemas hepáticos ou debilitados deverão utilizar outra substância. Não deve ser utilizado em cadelas gestantes e lactantes. O lindano é altamente tóxico para o meio ambiente.
Artigo da Associação de Protecção Animal da Figueira da Foz