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  • O Potencial Terapêutico do Óleo de Cannabis na Modulação da Saúde Intestinal em Animais de Companhia: Uma Perspectiva Comparativa

    Revista Científica Petclube

    O Potencial Terapêutico do Óleo de Cannabis Medicinal na Modulação da Saúde Intestinal em Animais de Companhia: Uma Perspectiva Comparativa

    Autores: Cláudio Amichetti Júnior¹,²

    Filiação: ¹ Médico-veterinário Integrativo – CRMV-SP 75.404 VT; CREA 060149829-SP Engenheiro Agrônomo Sustentável, Especialista em Nutrição Felina e Alimentação Natural, Petclube. Com mais de 40 anos de experiência prática dedicados aos felinos, com foco em transição dietética e desenvolvimento de protocolos de bem-estar. ² Petclube, São Paulo, Brasil ³

    Resumo

    Distúrbios gastrointestinais crônicos, como a Doença Inflamatória Intestinal (DII), representam um desafio significativo na clínica de pequenos animais, afetando a qualidade de vida de cães e gatos. As abordagens terapêuticas convencionais, embora eficazes para muitos, frequentemente enfrentam limitações, incluindo efeitos adversos e respostas incompletas. Neste contexto, a modulação do sistema endocanabinoide (SEC) por fitocanabinoides, como o canabidiol (CBD) e o ácido canabidiólico (CBDA), tem emergido como uma promissora terapia adjuvante. Este artigo científico tem como objetivo explorar a plausibilidade biológica e as evidências atuais sobre o uso de extratos de cannabis para condições intestinais em animais de companhia, com foco em CBD/CBDA. Realiza-se uma análise comparativa entre os tratamentos convencionais e a terapia com óleo de cannabis para cães e gatos, abordando mecanismos de ação, perfis de segurança, evidência espécie-específica e considerações práticas para a clínica veterinária (Amichetti, 2024).

    Palavras-chave: Canabinoides, CBD, DII, Intestino, Cães, Gatos, Medicina Veterinária, Doença Inflamatória Intestinal.


    1. Introdução

    As enfermidades gastrointestinais crônicas são uma das principais razões de consulta na medicina veterinária de pequenos animais. Patologias como a Doença Inflamatória Intestinal (DII) em cães e gatos são caracterizadas por inflamação persistente do trato gastrointestinal (TGI), resultando em sintomas debilitantes como vômito crônico, diarreia, perda de peso e dor abdominal [1, 7, 13]. O manejo dessas condições exige frequentemente uma abordagem multifacetada que inclui modificações dietéticas, antimicrobianos, imunossupressores (como corticosteroides) e pró-cinéticos [11, 14]. Contudo, a eficácia dessas terapias pode variar, e o uso prolongado de alguns medicamentos convencionais acarreta riscos de efeitos colaterais sistêmicos e desenvolvimento de resistência [15].

    Diante dessas limitações, a busca por terapias complementares e integrativas que ofereçam novas vias de tratamento tem ganhado relevância. Entre elas, o uso de produtos derivados da Cannabis sativa, notadamente o óleo rico em canabidiol (CBD) e ácido canabidiólico (CBDA), tem sido investigado devido às suas reconhecidas propriedades anti-inflamatórias, imunomoduladoras e analgésicas [2].

    O sistema endocanabinoide (SEC) desempenha um papel fundamental na manutenção da homeostase gastrointestinal, regulando a motilidade, a secreção, a percepção da dor visceral e a resposta inflamatória intestinal [1, 10]. A interação entre os fitocanabinoides e o SEC, bem como com o "eixo endocanabinoide-intestino", oferece uma base biológica para o potencial terapêutico dessas substâncias em condições que afetam a saúde intestinal [1, 2].

    Este artigo tem como objetivo consolidar o conhecimento atual sobre o uso de óleo de cannabis para problemas intestinais em animais de companhia. Serão explorados os mecanismos biológicos subjacentes, as evidências pré-clínicas e clínicas disponíveis, as considerações de segurança e o monitoramento necessário. Adicionalmente, será apresentada uma análise comparativa entre as abordagens terapêuticas convencionais e o uso de óleo de cannabis, buscando fornecer aos médicos-veterinários um panorama abrangente para a tomada de decisões clínicas informadas.

    2. O Sistema Endocanabinoide (SEC), Eixo Endocanabinoide-Intestino e os Fitocanabinoides

    O SEC é um complexo sistema de sinalização lipídica endógeno, composto por receptores canabinoides (CB1 e CB2), endocanabinoides (como anandamida – AEA e 2-araquidonilglicerol – 2-AG) e enzimas responsáveis pela sua síntese e degradação [1, 10]. Os receptores CB1 são abundantes em neurônios entéricos do trato gastrointestinal, onde modulam a motilidade, a secreção e a sensação visceral. Já os receptores CB2 são expressos principalmente em células imunes e inflamatórias, desempenhando um papel crucial na modulação da resposta inflamatória intestinal [10].

    A interação entre o SEC e a microbiota intestinal é um campo de pesquisa promissor, conhecido como o "eixo endocanabinoide-intestino". Este eixo é vital para a regulação da inflamação, da integridade da barreira intestinal e da homeostase gastrointestinal [1, 2]. Distúrbios neste eixo têm sido associados a diversas patologias intestinais [1, 2].

    O canabidiol (CBD) é o fitocanabinoide não psicoativo mais estudado da Cannabis sativa. Embora possua baixa afinidade de ligação direta aos receptores CB1 e CB2, o CBD exerce seus efeitos terapêuticos por meio de múltiplos mecanismos, incluindo a modulação indireta do SEC (aumentando os níveis de endocanabinoides endógenos), a ativação de outros receptores (como TRPV1 e PPARγ), e a inibição de enzimas inflamatórias [3]. Em um estudo ex vivo utilizando sangue canino estimulado por lipopolissacarídeos (LPS), o CBD demonstrou capacidade de reduzir marcadores inflamatórios, o que sugere um robusto mecanismo anti-inflamatório aplicável a condições inflamatórias gastrointestinais [3]. O CBDA, precursor ácido do CBD, também tem demonstrado propriedades anti-inflamatórias potentes [5].

    3. Impacto dos Canabinoides no Microbioma Intestinal

    Para além da modulação direta da inflamação, pesquisas emergentes indicam que os canabinoides podem influenciar a composição e a função da microbiota intestinal. A disbiose, um desequilíbrio na composição da microbiota, é frequentemente associada à DII e outras condições gastrointestinais [16].

    Revisões recentes e estudos experimentais apontam que o uso de extratos de cannabis pode alterar o microbioma, com potenciais impactos benéficos na saúde intestinal [8]. Um estudo experimental, publicado em 2025, forneceu evidências robustas de que o CBD é capaz de remodelar o microbioma e o metaboloma em modelos animais, levando a efeitos fisiológicos mensuráveis [9]. Essa capacidade de modular a microbiota sugere um mecanismo adicional pelo qual os canabinoides podem contribuir para a melhoria de condições de disbiose e inflamação intestinal, restaurando a homeostase do ecossistema intestinal [8, 9].

    4. Evidência Pré-Clínica e Clínica em Animais de Companhia

    4.1. Em Cães

    A evidência para o uso de canabinoides em cães é relativamente mais consolidada. Estudos de segurança e tolerabilidade demonstraram que a suplementação de CBD é geralmente bem tolerada por cães saudáveis em doses que variam de 5 a 10 mg/kg [4]. Contudo, é importante notar que alguns animais podem apresentar um aumento na atividade da fosfatase alcalina (ALP), uma enzima hepática, que requer monitoramento [4].

    Estudos clínicos, embora muitas vezes focados em outras condições como a epilepsia, fornecem dados valiosos sobre a farmacocinética e o perfil de segurança de extratos de cannabis ricos em CBDA/CBD em cães. Estes estudos reforçam a necessidade de monitorização hepática e alertam para potenciais interações medicamentosas [5, 6]. Protocolos de dosagem como 2 mg/kg a cada 12 horas (BID) têm sido utilizados em ambientes clínicos com resultados de segurança aceitáveis [5]. Embora a pesquisa sobre DII canina específica com canabinoides ainda necessite de mais ensaios clínicos controlados e randomizados, os efeitos anti-inflamatórios ex vivo [3] e a sólida base biológica sugerem um potencial terapêutico significativo.

    4.2. Em Gatos

    A literatura sobre o uso de canabinoides em gatos é consideravelmente mais escassa, com predominância de relatos de caso e revisões que indicam um potencial terapêutico, mas carecendo de grandes ensaios clínicos controlados. Um relato de caso de 2023 descreveu uma melhora clínica notável nos sintomas gastrointestinais (vômitos e dor) em um felino diagnosticado com DII, após tratamento com óleo/extrato rico em canabinoides sob supervisão veterinária [7].

    A cautela é fundamental ao prescrever canabinoides para felinos. Diferenças farmacocinéticas e metabólicas entre as espécies, particularmente na via de glucuronidação hepática, podem influenciar a metabolização e a meia-vida dos canabinoides, exigindo regimes de dosagem e monitoramento específicos para gatos [17]. A toxicidade em felinos com produtos contendo THC também é uma preocupação maior, ressaltando a importância de extratos com teores mínimos de THC para manter o efeito comitiva que será diferencial primordial na modulação do sistema endocanabinoide e endocanabioma (Amichetti, 2024).

    5. Comparativo: Tratamento Convencional vs. Óleo de Cannabis para Distúrbios Intestinais

    Para fornecer uma visão clara das opções terapêuticas, a Tabela 1 e a Tabela 2 apresentam um paralelo entre as abordagens convencionais e o uso do óleo de cannabis no tratamento de distúrbios intestinais em cães e gatos.

    Parâmetro Tratamento Convencional (Cães) Óleo de Cannabis (Cães)
    Mecanismos Primários Modulação imune (corticosteroides), controle bacteriano (antibióticos), dietas hipoalergênicas/hidrolisadas, suporte enzimático, pró-bióticos [11]. Modulação da inflamação (SEC, TRPV1, PPARγ), interação com microbiota intestinal, redução da dor visceral, proteção da barreira intestinal.
    Eficácia Comprovada Bem estabelecida para DII e outras enteropatias responsivas, com taxas de sucesso variadas dependendo da etiologia [11]. Evidência crescente (pré-clínica e alguns estudos clínicos em andamento/relatos de caso) de potencial anti-inflamatório e modulador. Suporte à melhora de sintomas como dor e náusea.
    Efeitos Adversos Comuns Poliúria, polidipsia, polifagia (corticosteroides), disbiose (antibióticos), resistência bacteriana, muitos efeitos gastrointestinais (vômito, diarreia) [15]. Sonolência, ataxia (geralmente com doses elevadas), boca seca, leve aumento de enzimas hepáticas (ALP) [4, 5, 6]. Raros efeitos gastrointestinais.
    Monitoramento Essencial Exames de sangue periódicos (função hepática/renal, glicemia), resposta clínica aos medicamentos, ultrassonografia. Exames de sangue periódicos (especialmente perfil hepático: ALP, ALT) antes e durante o tratamento [4, 5, 6]. Observação da resposta clínica e possíveis interações medicamentosas.
    Interações Medicamentosas Variáveis dependendo do fármaco (p.ex., AINEs e corticoides podem aumentarrisco de úlceras). Potencial de interação com fármacos metabolizados pelo citocromo P450 (p.ex., anticonvulsivantes, AINEs, macrolídeos), alterando seus níveis sanguíneos [5, 6].
    Disponibilidade e Regulamentação Ampla disponibilidade, regulamentação estabelecida para medicamentos de uso veterinário. Regulamentação variável por país/região. Acesso a produtos de qualidade farmacêutica pode ser um desafio mas existem associacções.
    Custo Pode ser elevado dependendo da cronicidade e dos medicamentos utilizados (imunossupressores, dietas especiais) [14]. Variável, mas geralmente considerado um investimento baixo a longo prazo, com potencial para reduzir a necessidade de outros medicamentos.

    Tabela 1: Comparativo entre Tratamento Convencional e Óleo de Cannabis para Distúrbios Intestinais em Cães.

     

    Parâmetro Tratamento Convencional (Gatos) Óleo de Cannabis (Gatos)
    Mecanismos Primários Modulação imune (corticosteroides, clorambucil), controle bacteriano (antibióticos), dietas hipoalergênicas/hidrolisadas, vitamina B12, pró-bióticos [12]. Modulação da inflamação, interação com microbiota intestinal, redução da dor e náusea. Base similar aos cães, mas com particularidades metabólicas [17].
    Eficácia Comprovada Bem estabelecida para DII e enteropatias responsivas, mas com respostas individuais e desafios no manejo [12]. Evidência limitada a relatos de caso [7] e inferência de estudos em outras espécies. Excelente potencial terapêutico.
    Efeitos Adversos Comuns Apatia, anorexia, vômito, diarreia (corticosteroides, clorambucil), esteatose hepática[15]. Menos documentados que em cães. Potencial para sonolência, ataxia. Particular atenção à toxicidade do THC em altas concentrações devido à menor capacidade de glucuronidação [17].
    Monitoramento Essencial Exames de sangue periódicos (função hepática/renal, vitamina B12), resposta clínica, ultrassonografia. Monitoramento hepático (ALP, ALT) é crucial, mas a interpretação pode ser mais desafiadora em felinos. Observação rigorosa da resposta comportamental e clínica.
    Interações Medicamentosas Variáveis (p.ex., corticoides e AINEs contraindicados juntos). Com muitas restrições aliadas a idade avançada ou estágio da doença Potencial de interação com fármacos metabolizados pelo citocromo P450, similar a cães, mas com maior sensibilidade felina a certas drogas [17].
    Disponibilidade e Regulamentação Ampla disponibilidade, regulamentação estabelecida. Similar a cães, mas com a necessidade adicional de produtos \"THC-low\", teores extremamente baixos devido à sensibilidade felina.
    Custo Pode ser elevado, especialmente em casos de DII refratária que exigem medicamentos mais caros [14]. Variável. Pode ser um investimento com potencial para melhorar a qualidade de vida e menor dependência de fármacos.

    Tabela 2: Comparativo entre Tratamento Convencional e Óleo de Cannabis para Distúrbios Intestinais em Gatos.

     

    6. Considerações de Segurança e Monitoramento

    A segurança é uma preocupação primordial no uso de extratos de cannabis em animais de companhia. Estudos em cães indicam que, embora o CBD seja geralmente bem tolerado, a elevação das enzimas hepáticas, como a fosfatase alcalina (ALP) e a alanina aminotransferase (ALT), pode ocorrer [4, 5, 6]. Essa elevação é geralmente dose-dependente e subclínica, mas sublinha a importância do monitoramento regular do perfil hepático (incluindo bilirrubina, albumina e proteínas totais) antes do início e durante o tratamento com canabinoides.

    Além disso, a interação medicamentosa é uma consideração crucial. O CBD é metabolizado pelo sistema enzimático citocromo P450 e pode inibir enzimas que metabolizam outros fármacos, como anticonvulsivantes (ex: fenobarbital), AINEs e macrolídeos [5, 6]. A coadministração de canabinoides com outras medicações exige uma avaliação veterinária rigorosa e, potencialmente, ajustes nas dosagens dos medicamentos concomitantes com supervisão de medico veterinário com experiência. (Amichetti,2024)

    Para gatos, a sensibilidade a certos compostos, incluindo canabinoides, pode ser maior devido a particularidades metabólicas, como a capacidade limitada de glucuronidação [17]. Isso torna a monitorização ainda mais crítica e reforça a necessidade de produtos com teores mínimos ou ausentes de THC para evitar toxicidade.

    7. Recomendações Práticas para a Aplicação Clínica

    Com base nas evidências atuais e nas considerações de segurança, as seguintes recomendações práticas são propostas para médicos-veterinários que consideram o uso de óleo de cannabis para problemas intestinais em animais de companhia:

    1. Avaliação Abrangente do Paciente: Antes de iniciar qualquer tratamento com canabinoides, é fundamental realizar uma avaliação diagnóstica completa. Isso inclui exames laboratoriais (hemograma completo, perfil bioquímico com enzimas hepáticas e renais, urinálise, vitamina B12), exclusão de outras causas secundárias para os sinais gastrointestinais, e, quando indicado, biópsia para diagnóstico histopatológico da condição intestinal.
    2. Seleção de Produtos de Qualidade Farmacêutica: É imperativo utilizar produtos de óleo de cannabis de qualidade farmacêutica/terapêutica. Esses produtos devem ser acompanhados de análises de conteúdo (Certificados de Análise – COAs) transparentes, que comprovem as concentrações de CBD, CBDA, THC e a ausência de contaminantes (pesticidas, metais pesados, solventes residuais, micro-organismos). Para gatos, a escolha de produtos "THC-free" ou com teores insignificantes (<0.0% ou <0.1%) é essencial devido à sua maior sensibilidade ao THC.
    3. Dose Inicial e Monitoramento Rigoroso: Embora a literatura veterinária sugira faixas de dosagem de 1–5 mg/kg duas vezes ao dia (BID) para segurança e eficácia em cães [4, 5], a dose e o regime de tratamento devem ser individualizados e adaptados ao produto específico e à resposta clínica do paciente. Um protocolo comum inicial para cães é de 2 mg/kg BID [5]. Em gatos, a dosagem deve ser ainda mais conservadora e ajustada à resposta. O monitoramento regular do perfil hepático (ALP, ALT), hemograma e a observação atenta dos sinais clínicos (melhora dos sintomas gastrointestinais, comportamento, apetite, peso) são cruciais para ajustar a dosagem e garantir a segurança.
    4. Supervisão Veterinária Obrigatória: A terapia com canabinoides deve ser sempre realizada sob a estrita supervisão de um médico-veterinário. Isso é particularmente crítico em pacientes felinos, em animais com comorbidades múltiplas (policomórbidos), ou naqueles que estão em uso concomitante de outros fármacos, devido à complexidade das interações medicamentosas e das vias metabólicas.

    8. Conclusão

    O óleo de cannabis, particularmente os extratos ricos em CBD/CBDA, apresenta-se como uma promissora opção terapêutica adjuvante para o manejo de problemas intestinais crônicos em animais de companhia. A plausibilidade biológica é forte, sustentada por mecanismos que envolvem a modulação da inflamação, a proteção da barreira intestinal e a interação com o microbioma. Embora a evidência para cães seja mais desenvolvida do que para gatos, e muitos estudos específicos para DII ainda estejam em fase pré-clínica ou consistam em relatos de caso, o perfil de segurança, quando acompanhado de um monitoramento veterinário adequado, é favorável. A integração do óleo de cannabis no arsenal terapêutico oferece uma abordagem inovadora, potencialmente capaz de melhorar a qualidade de vida de pacientes que não respondem adequadamente às terapias convencionais ou que buscam opções com menor perfil de efeitos adversos. Pesquisas futuras, incluindo ensaios clínicos randomizados e controlados em ambas as espécies, são essenciais para solidificar os protocolos terapêuticos e otimizar o uso clínico dos canabinoides na medicina veterinária.


    9. Referências Bibliográficas

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    10. Di Salvo, A. et al. Endocannabinoid system and phytocannabinoids in the veterinary field. J Vet Pharmacol Ther, v. 47, n. 3, p. 297-310, 2024.
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    12. Jergens, A. E. Inflammatory Bowel Disease. In: Ettinger, S. J., Feldman, E. C. Textbook of Veterinary Internal Medicine. 8th ed. St. Louis: Elsevier Saunders, 2017. p. 433-440.
    13. German, A. J. Gastrointestinal disease: inflammatory bowel disease. In: Ettinger, S. J., Feldman, E. C. Textbook of Veterinary Internal Medicine. 8th ed. St. Louis: Elsevier Saunders, 2017. p. 1827-1833. (Esta é uma referência abrangente para DII em cães e gatos).
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    15. Guilford, W. G. Challenges in the diagnosis and management of chronic enteropathies in dogs and cats. Veterinary Clinics of North America: Small Animal Practice, vol. 42, no. 4, pp. 687-707, 2012.
    16. Suchodolski, J. S. The gut microbiome and gastrointestinal disease in dogs and cats. Veterinary Clinics of North America: Small Animal Practice, vol. 49, no. 1, pp. 1-22, 2019.
    17. Court, M. H. An update on drug metabolism in cats. Pharmacology Research & Perspectives, vol. 7, no. 3, e00486, 2019.

     

     

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    Uma tendência bem generalizada, mas frequentemente observada é: quanto mais longilíneo o gato, mais ativo ele é. Quanto maior e mais robusto, mais tranqüilo e bem comportado ele é. Naturalmente, isto não passa de uma tendência, mitigada por todas as variações individuais.

    Gatos ativos: têm o corpo tubular, cabeça longa e orelhas grandes levantadas em direção a tudo que move. Sob a chamada morfologia "oriental" e seus músculos magros como os dos greyhounds, esconde-se um temperamento inflamável. O Siamês, o Balinês, os Orientais, o Mandarin e o Cornish Rex são gatos muito carinhosos, falantes e muito apegados ao dono. Entre estes gatos ativos que odeiam se sentir sozinhos, também estão o Sphynx, o Bengal conhecido como mini leopardo tem feito super sucesso sendo nova tendência no mundo, o Abissínio.

    Gatos robustos e de temperamento moderado: têm um corpo atlético e músculos fortes. O equilíbrio e a moderação são seu ponto forte. Dotados com um temperamento constante e agradável, estão sempre presentes, mas sem serem invasivos. Tais como o Chartreux, Europeu, Burmese, Mau Egípcio e os Devon Rex de pelo ondulado.

    Gatos robustos e gentis: são fortes e grandes. Como se tivessem consciência de sua importância, sua força só se iguala a sua gentileza. Podem ser fofos, como os British Shorthair ou o Exotic Shothair, gigantes como o Maine Coon o gato super grande, o Norueguês, o Siberiano e o Ragdoll. Alguns podem ser dotados com uma pelagem longa que exige manutenção diária, como o Persa, ou manutenção quinzenal, como o Sagrado da Birmânia. Estes gatos fortes e calmos amam a companhia do homem, mas nem por isso se tornam simples brinquedinhos de pelúcia.

    De pelo longo ou curto?

    Embora não haja nenhuma explicação científica para este fenômeno, nota-se que nas raças em que há uma variedade de pelo curto e uma variedade de pelo longo, os indivíduos de pelo longo são mais tranquilos do que os de pelo curto. O melhor exemplo disto é a diferença entre o Persa e o Exotic Shorthair, que é simplesmente um persa de pelo curto.

    PetClube Amigo e a Medicina Veterinária

     Somos uma verdadeira Entidade do Bem e Parceiros da Natureza, promovendo uma conexão profunda entre humanos, animais e o meio ambiente. Nosso compromisso vai além da seleção cuidadosa de filhotes mansos e saudáveis; buscamos proporcionar uma experiência transformadora para tutores que desejam elevar suas vidas por meio da energia positiva que esses animais carregam.

    Dr. Cláudio Amichetti Junior: Veterinário Integrativo em São Paulo 

    O Dr. Cláudio Amichetti Junior (CRMV-SP 75404 VT), médico veterinário integrativo, criador de felinos de raça e cães de guarda, e com mais de 30 anos como CEO do PetClube, é engenheiro agrônomo formado em 1985 pela UNESP EE Jaboticabal com o maior número de créditos possíveis em sua turma. Ele oferece atendimento especializado para pets em diversas localidades.

    Recentemente, seu artigo “A CONTRIBUIÇÃO DAS DIETAS CETOGÊNICAS ASSOCIADAS À ATIVIDADE FÍSICA PARA AUMENTO DO BDNF E DO GH NA NEUROPLASTICIDADE EM ANIMAIS” foi avaliado e aceito para publicação na prestigiada revista Dcs, reforçando sua base científica nas abordagens integrativas.

    Seu espaço holístico e meditativo, PetClube, está localizado no Km 334 da Rodovia Régis Bittencourt, em Juquitiba/SP. É facilmente acessível para tutores de São Paulo, Morumbi, Vila Olímpia, Moema, Pinheiros, Jardins, Alphaville, São Bernardo do Campo, Itapecirica da Serra e adjacências.

    Além deJuquitiba, o Dr. Amichetti atende presencialmente as regiões deEmbu-Guaçu,Itapecirica da Serra,São Lourenço da Serra,Miracatu,São Bernardo do Campo,Santo André eSão Caetano do Sul. Sua expertise abrange também bairros nobres de São Paulo comoVila Nova Conceição,Cidade Jardim,Jardim Paulistano,Ibirapuera,Lapa,Aclimação,Higienópolis,Itaim Bibi,Tatuapé eMooca.
    Dr. Cláudio é pioneiro em um sistema sustentável com alimentação 100% natural (raw feeding) e ingredientes orgânicos cultivados em seuespaço holístico em Juquitiba / São Lourenço da Serra, garantindo dietas frescas e livre de agrotóxicos para seus pacientes. Ele é especialista em modulação intestinal, sistema endocanabinoide e nutrição natural.
    Com essa abordagem integrativa e baseada em pesquisa, o Dr. Cláudio auxilia no tratamento e prevenção de uma ampla gama de problemas de saúde, incluindo:
     
    • Distúrbios Gastrointestinais: Através da modulação intestinal e exclusão de alérgenos como carboidratos, ele trata DII (Doença Inflamatória Intestinal), colite, disbiose, diarreias crônicas, sensibilidades alimentares, gastrites e pancreatites.
    • Alergias e Problemas de Pele: Soluciona alergias alimentares e ambientais que se manifestam em problemas de pele e pelagem, otites e coceiras incessantes.
    • Condições Metabólicas: Previne e gerencia obesidade, diabetes, problemas renais e hepáticos, promovendo o equilíbrio do metabolismo.
    • Dor e Inflamação: O uso de cannabis medicinal (sistema endocanabinoide), junto com outras terapias integrativas, oferece alívio para dor crônica, osteoartrite, artrite, e condições inflamatórias diversas.
    • Ansiedade e Comportamento: Ajuda pets com ansiedade, estresse, fobias, convulsões e outros distúrbios comportamentais, buscando o equilíbrio neurológico e emocional.
    • Suporte Oncológico: Oferece suporte complementar para pacientes oncológicos, melhorando a qualidade de vida e minimizando efeitos colaterais de tratamentos convencionais.

    Para quem não está na região, oferece telemedicina para todo o Brasil com acompanhamento de médico veterinário, utilizando as plataformas Zoom e Google. É importante ressaltar que a primeira consulta deve ocorrer na presença de um médico veterinário local, garantindo que pets em qualquer lugar tenham acesso à sua abordagem integrativa.

    Para agendamentos ou mais informações, visite

    www.petclube.com.brou entre em contato pelo WhatsApp (11) 99386-8744. Seu pet merece saúde natural, equilíbrio e longevidade sustentável.

     

  • Ronidazole Giardia Cães e Gatos

    Infecções com o protozoário parasita Giardia intestinal em cães e gatos são comuns.

    Os sinais clínicos variam de assintomática a diarréia do intestino delgado e desconforto associado.

    O controle de infecções em cães é frequentemente um problema frustrante para os proprietários de animais e veterinários.

    Drogas com atividade antiprotozoal como fenbendazol e metronidazol são recomendados, no entanto, eles não mostram 100% de eficácia e super infecções ocorrem regularmente.

    Ronidazole é atualmente a droga de escolha para o tratamento de Tritrichomonas feto em gatos e ainda há pouca informação disponível sobre a sua eficácia contra Giardia spp.

    Nos canis investigados, cães apresentaram regularmente fezes soltas e a presença de Giardia (assemblage C, rebatizado como G. canis) em forma de cistos.

    Uma estratégia de eliminação deste parasita envolvendo gestão rigorosa higiene e desinfecção das caixas com 4-cloro-M-cresol, o tratamento oral com ronidazole (30-50mg / kg BW oferta para 7 dias) e dois shampooings (contendo clorexidina) no início e no final dos tratamentos foi implementada para um grupo de seis cães. Como controle outro grupo de sete cães foi transferido para os gabinetes desinfetado e lavado, mas não tratada. Fezes de cães foram testados para a presença de cistos de Giardia (SAF técnica de concentração) ou antígeno Giardia com um ELISA comercial (NOVITEC (®)) e um teste baseado na imunocromatografia rápida (SensPERT (®)) antes e entre 5 e 40 dias após a último tratamento. Todos os cães tratados com ronInfecções com o protozoário parasita Giardia intestinal em cães e gatos são comuns. Os sinais clínicos variam de assintomática a diarréia do intestino delgado e desconforto associado. O controle de infecções em cães é frequentemente um problema frustrante para os proprietários de animais e veterinários. Drogas com atividade antiprotozoal como fenbendazol e metronidazol são recomendados, no entanto, eles não mostram 100% de eficácia e superinfections ocorrem regularmente. Ronidazole é atualmente a droga de escolha para o tratamento de Tritrichomonas feto em gatos e agora há pouca informação disponível sobre a sua eficácia contra Giardia spp. No canil investigados, cães apresentaram regularmente fezes soltas e a presença de Giardia (assemblage C, rebatizado como G. canis) cistos. Uma estratégia de eliminação deste parasita envolvendo gestão rigorosa higiene e desinfecção das caixas com 4-cloro-M-cresol, o tratamento oral com ronidazole (30-50mg / kg BW oferta para 7 dias) e dois shampooings (contendo clorexidina) no início e no final dos tratamentos foi implementada para um grupo de seis cães. Como controle outro grupo de sete cães foi transferido para os gabinetes desinfetado e lavado, mas não tratada. Fezes de cães foram testados para a presença de cistos de Giardia (SAF técnica de concentração) ou antígeno Giardia com um ELISA comercial (NOVITEC (®)) e um teste baseado na imunocromatografia rápida (SensPERT (®)) antes e entre 5 e 40 dias após a último tratamento. Todos os cães tratados com ronidazol foram negativos para cistos de Giardia e antigénio, até 26 dias após o último tratamento, enquanto que entre 1 e 5 dos animais de controlo deram positivo em cada uma das séries de ensaio. Neste ponto, também os cães do grupo controle foram novamente mudou para recintos limpos, lavados duas vezes e tratado com ronidazole. Cinco, 12 e 19 dias após o último tratamento, os cães do grupo controle apresentaram resultados negativos para os cistos de Giardia e antígeno. No entanto, todos os animais apresentavam resultados positivos novamente em pontos de tempo mais tardios em pelo menos uma das três técnicas de diagnóstico aplicados dentro de 33-61 dias após o tratamento. Além disso, todos os cães apresentaram episódios de diarréia (por 1-4 dias) dentro de 14-31 dias após o tratamento e as fezes não formadas durante todo o experimento. O efeito positivo do ronidazole contra infecções de Giardia em cães pode ser confirmada neste estudo. Em particular, a combinação do tratamento ronidazol combinada com a desinfecção do ambiente e lavagem dos cães era altamente eficaz na redução da excreção de cisto Giardia e podem, portanto, constituir uma estratégia de controlo alternativo para giardiosis canino.

    idazol foram negativos para cistos de Giardia e antigénio, até 26 dias após o último tratamento, enquanto que entre 1 e 5 dos animais de controlo deram positivo em cada uma das séries de ensaio. Neste ponto, também os cães do grupo controle foram novamente mudou para recintos limpos, lavados duas vezes e tratado com ronidazole. Cinco, 12 e 19 dias após o último tratamento, os cães do grupo controle apresentaram resultados negativos para os cistos de Giardia e antígeno. No entanto, todos os animais apresentavam resultados positivos novamente em pontos de tempo mais tardios em pelo menos uma das três técnicas de diagnóstico aplicados dentro de 33-61 dias após o tratamento. Além disso, todos os cães apresentaram episódios de diarréia (por 1-4 dias) dentro de 14-31 dias após o tratamento e as fezes não formadas durante todo o experimento. O efeito positivo do ronidazole contra infecções de Giardia em cães pode ser confirmada neste estudo. Em particular, a combinação do tratamento ronidazol combinada com a desinfecção do ambiente e lavagem dos cães era altamente eficaz na redução da excreção de cisto Giardia e podem, portanto, constituir uma estratégia de controlo alternativo para giardiosis canino.

     http://www.pubfacts.com/detail/22240238/Control-of-Giardia-infections-with-ronidazole-and-intensive-hygiene-management-in-a-dog-kennel.

    PetClube Amigo e a Medicina Veterinária

     Somos uma verdadeira Entidade do Bem e Parceiros da Natureza, promovendo uma conexão profunda entre humanos, animais e o meio ambiente. Nosso compromisso vai além da seleção cuidadosa de filhotes mansos e saudáveis; buscamos proporcionar uma experiência transformadora para tutores que desejam elevar suas vidas por meio da energia positiva que esses animais carregam.

    Dr. Cláudio Amichetti Junior: Veterinário Integrativo em São Paulo 

    O Dr. Cláudio Amichetti Junior (CRMV-SP 75404 VT), médico veterinário integrativo, criador de felinos de raça e cães de guarda, e com mais de 30 anos como CEO do PetClube, é engenheiro agrônomo formado em 1985 pela UNESP EE Jaboticabal com o maior número de créditos possíveis em sua turma. Ele oferece atendimento especializado para pets em diversas localidades.

    Recentemente, seu artigo “A CONTRIBUIÇÃO DAS DIETAS CETOGÊNICAS ASSOCIADAS À ATIVIDADE FÍSICA PARA AUMENTO DO BDNF E DO GH NA NEUROPLASTICIDADE EM ANIMAIS” foi avaliado e aceito para publicação na prestigiada revista Dcs, reforçando sua base científica nas abordagens integrativas.

    Seu espaço holístico e meditativo, PetClube, está localizado no Km 334 da Rodovia Régis Bittencourt, em Juquitiba/SP. É facilmente acessível para tutores de São Paulo, Morumbi, Vila Olímpia, Moema, Pinheiros, Jardins, Alphaville, São Bernardo do Campo, Itapecirica da Serra e adjacências.

    Além deJuquitiba, o Dr. Amichetti atende presencialmente as regiões deEmbu-Guaçu,Itapecirica da Serra,São Lourenço da Serra,Miracatu,São Bernardo do Campo,Santo André eSão Caetano do Sul. Sua expertise abrange também bairros nobres de São Paulo comoVila Nova Conceição,Cidade Jardim,Jardim Paulistano,Ibirapuera,Lapa,Aclimação,Higienópolis,Itaim Bibi,Tatuapé eMooca.
    Dr. Cláudio é pioneiro em um sistema sustentável com alimentação 100% natural (raw feeding) e ingredientes orgânicos cultivados em seuespaço holístico em Juquitiba / São Lourenço da Serra, garantindo dietas frescas e livre de agrotóxicos para seus pacientes. Ele é especialista em modulação intestinal, sistema endocanabinoide e nutrição natural.
    Com essa abordagem integrativa e baseada em pesquisa, o Dr. Cláudio auxilia no tratamento e prevenção de uma ampla gama de problemas de saúde, incluindo:
     
    • Distúrbios Gastrointestinais: Através da modulação intestinal e exclusão de alérgenos como carboidratos, ele trata DII (Doença Inflamatória Intestinal), colite, disbiose, diarreias crônicas, sensibilidades alimentares, gastrites e pancreatites.
    • Alergias e Problemas de Pele: Soluciona alergias alimentares e ambientais que se manifestam em problemas de pele e pelagem, otites e coceiras incessantes.
    • Condições Metabólicas: Previne e gerencia obesidade, diabetes, problemas renais e hepáticos, promovendo o equilíbrio do metabolismo.
    • Dor e Inflamação: O uso de cannabis medicinal (sistema endocanabinoide), junto com outras terapias integrativas, oferece alívio para dor crônica, osteoartrite, artrite, e condições inflamatórias diversas.
    • Ansiedade e Comportamento: Ajuda pets com ansiedade, estresse, fobias, convulsões e outros distúrbios comportamentais, buscando o equilíbrio neurológico e emocional.
    • Suporte Oncológico: Oferece suporte complementar para pacientes oncológicos, melhorando a qualidade de vida e minimizando efeitos colaterais de tratamentos convencionais.

    Para quem não está na região, oferece telemedicina para todo o Brasil com acompanhamento de médico veterinário, utilizando as plataformas Zoom e Google. É importante ressaltar que a primeira consulta deve ocorrer na presença de um médico veterinário local, garantindo que pets em qualquer lugar tenham acesso à sua abordagem integrativa.

    Para agendamentos ou mais informações, visite

    www.petclube.com.brou entre em contato pelo WhatsApp (11) 99386-8744. Seu pet merece saúde natural, equilíbrio e longevidade sustentável.