Revista Científica Medico Veterinária Petclube Cães Gatos - dr.claudio

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  • As micoses cutâneas em gatos "tinha", infecções fúngicas da pele, pelos e unhas

    Dr Claudio Med Veterinário Integrativo e Funcional e Eng. Agrônomo Sustentável

    A dermatofitose em felinos e caninos representa uma das dermatopatias mais frequentemente diagnosticadas na rotina veterinária, destacando-se não apenas por sua natureza contagiosa, mas, sobretudo, por seu significativo caráter zoonótico. Compreender a etiopatogenia, epidemiologia, manifestações clínicas, bem como as estratégias diagnósticas, terapêuticas e preventivas, é imperativo para médicos-veterinários, visando a saúde animal e a saúde pública.

    1. Etiologia e Patogenia

    A dermatofitose é uma infecção fúngica superficial que afeta a camada córnea da epiderme, os pelos e as unhas de diversas espécies animais e humanos (LOPES & DANTAS, 2016; Moriello, 2014). Os agentes etiológicos são fungos dermatófitos, organismos queratinofílicos e queratinolíticos, pertencentes à família Arthrodermataceae. Os mais prevalentes em pequenos animais incluem:

     
    • Microsporum canis: Classificado como zoofílico, é o dermatófito mais comumente isolado em felinos e caninos, respondendo por uma vasta maioria dos casos (FIALHO et al., 2023; Cafarchia et al., 2008). Felinos, em particular, podem atuar como portadores assintomáticos, o que dificulta o controle epidemiológico (Moriello, 2014).
    • Microsporum gypseum: De caráter geofílico, é encontrado no solo e pode infectar animais e humanos que entram em contato direto com ambientes contaminados (Scott et al., 2012).
    • Trichophyton mentagrophytes: Outro fungo zoofílico, frequentemente associado a roedores, embora sua prevalência em pequenos animais seja menor em comparação ao M. canis (FIALHO et al., 2023; Cafarchia et al., 2008).

    Esses fungos filamentosos, septados e hialinos invadem o tecido queratinizado do hospedeiro, degradando a queratina para obter nutrientes essenciais. Sua reprodução ocorre por fragmentação das hifas, dando origem a artroconídios, que são as estruturas infecciosas de alta resistência e capacidade de disseminação ambiental (SOARES & SÉRVIO, 2022; Moriello, 2014).

    2. Epidemiologia e Transmissão

    A transmissão da dermatofitose ocorre primariamente por contato direto entre indivíduos infectados (sintomáticos ou assintomáticos) e suscetíveis, ou indiretamente, por meio de fômites e ambiente contaminado (Moriello, 2014). A persistência dos esporos fúngicos no ambiente e sua resistência a condições adversas contribuem significativamente para a disseminação da afecção, representando um desafio tanto na medicina veterinária quanto na saúde pública (SOARES & SÉRVIO, 2022; Moriello, 2014).

    Fatores Predisponentes:

    Diversos fatores podem aumentar a suscetibilidade à infecção e ao desenvolvimento da doença clínica (FIALHO et al., 2023; Scott et al., 2012):

    * Fatores do Hospedeiro:

     

    Raças: Animais de pelagem longa, como Yorkshire Terriers e gatos Persas, apresentam maior prevalência devido à dificuldade na auto-higienização e maior retenção de esporos (Scott et al., 2012).

     

    Comportamento:Animais com comportamento agressivo ou territorialista (especialmente não castrados) estão mais propensos a lesões cutâneas que servem como porta de entrada.

     

    Idade e Imunidade: Filhotes e animais jovens (<1 ano), idosos e imunossuprimidos (devido a doenças concomitantes como FIV/FeLV, diabetes mellitus, uso de corticosteroides ou outras patologias crônicas) são mais vulneráveis devido à imaturidade ou deficiência do sistema imunológico (Scott et al., 2012; Moriello, 2014).

    • Fatores Ambientais:
      • Clima: Regiões tropicais e subtropicais, caracterizadas por temperaturas elevadas e alta umidade, favorecem a proliferação fúngica (ALASGAROVA et al., 2024).
      • Condições de Higiene: Ambientes úmidos, sujos e com superpopulação de animais contribuem para a proliferação e disseminação dos esporos (Moriello, 2014).

    3. Zoonose e Saúde Pública

    A dermatofitose é uma zoonose de importância considerável. Agentes como o M. canis, o dermatófito zoofílico mais frequente, são responsáveis por aproximadamente 30% das dermatofitoses em humanos, sendo que em algumas regiões a prevalência pode ser ainda maior (SOUZA et al., 2022; Moriello, 2014). A convivência próxima entre pets e tutores facilita a transmissão, tornando essencial a orientação sobre medidas preventivas e de higiene pessoal (Moriello, 2014). A utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) pela equipe veterinária (avental impermeável, luvas descartáveis, máscara) é indispensável durante o manejo de animais suspeitos ou confirmados, minimizando o risco de contaminação cruzada e a disseminação ambiental do agente (AMORIM, 2020).

    4. Manifestações Clínicas

    Os sinais clínicos da dermatofitose em cães e gatos podem ser altamente variáveis e inespecíficos, sendo que uma parcela considerável de animais, especialmente felinos (17-80%), pode ser assintomática, atuando como portadores (SOUZA et al., 2022; Moriello, 2014). Em animais sintomáticos, as lesões tipicamente aparecem em torno da terceira semana pós-exposição e incluem (Scott et al., 2012):

    * Alopecia: Perda de pelo de padrão geográfico, irregular ou circular, frequentemente com pelos quebradiços ("em pincel").
    • Eritema: Vermelhidão na pele.
    • Descamação e Crostas: Pele com aspecto seco, com caspas e crostas aderidas.
    • Prurido: Geralmente ausente ou leve, mas pode estar presente em casos de infecções secundárias bacterianas ou reações de hipersensibilidade.
    • Outras formas: Lesões nodulares (querion) e pseudomicetomas dermatofíticos são formas menos comuns, mas descritas, especialmente em raças como o Persa (HOBI et al., 2024).

    As lesões podem ser localizadas ou disseminadas, e a intensidade varia conforme o agente envolvido e a resposta imune do hospedeiro. O diagnóstico diferencial abrange outras dermatopatias, como dermatites bacterianas (foliculite, furunculose), demodicose, dermatite miliar felina e doenças imunomediadas, exigindo um diagnóstico assertivo (Scott et al., 2012).

    5. Abordagens Diagnósticas

    A anamnese detalhada e o exame físico são etapas iniciais cruciais. A confirmação diagnóstica requer exames complementares específicos (LOPES & DANTAS, 2016; SOUZA et al., 2022; Moriello, 2014):

     
    • Lâmpada de Wood:Utiliza luz ultravioleta (365 nm) para detectar fluorescência verde-maçã em pelos infectados por Microsporum canis devido à produção de triptofano (SCHILDT & PÄNKÄLÄ, 2024; Moriello, 2014). É uma ferramenta de triagem rápida e de baixo custo, mas não diagnóstica, pois apenas cerca de 50-60% das cepas de M. canis fluorescem, e outras espécies de dermatófitos (e.g., M. gypseum, Trichophyton spp.) não produzem fluorescência. Falsos positivos podem ocorrer devido a contaminações (fibras, medicamentos tópicos).
    • Microscopia Direta: Envolve a observação microscópica de pelos epilados ou raspados de pele (em KOH a 10-20% ou óleo mineral) para identificar hifas e esporos fúngicos (ectotrix ou endotrix). A visualização de macroconídios (ex: alongados com 5-15 células em M. canis) ou microconídios típicos ajuda na suspeita da espécie (Scott et al., 2012).
    • Cultura Fúngica (Padrão Ouro): Considerada o método diagnóstico definitivo, permite o isolamento e a identificação da espécie fúngica. Amostras de pelos (coletadas por pinça de áreas fluorescentes ou da borda de lesões ativas) e escamas, ou pela técnica de escovação de Mackenzie (ideal para triagem de portadores e ambiente), são inoculadas em meios específicos como o Dermatophyte Test Medium (DTM) ou Sabouraud Dextrose Agar (SDA) com antibióticos (cloranfenicol e cicloheximida) (Moriello, 2014; Scott et al., 2012). A mudança de cor do DTM para vermelho, concomitante ao crescimento de uma colônia fúngica branca, pulverulenta ou algodão, é altamente sugestiva de dermatófito, devendo ser confirmada por exame microscópico da colônia. O crescimento pode levar até 3 semanas.
    • Biópsia Cutânea e Histopatologia: Reservada para casos atípicos, lesões nodulares, ou quando há suspeita de infecção fúngica profunda, bem como para diferenciar de outras dermatopatias. A amostra tecidual é fixada em formol e processada para colorações histoquímicas especiais (e.g., PAS – Periodic Acid-Schiff; GMS – Grocott's Methenamine Silver) que evidenciam os elementos fúngicos no tecido (Scott et al., 2012).

    Um diagnóstico ágil e assertivo é fundamental para instituir o tratamento correto, minimizando a transmissão e o impacto na saúde pública.

    6. Estratégias Terapêuticas

    O tratamento da dermatofitose felina e canina deve ser abrangente, visando a eliminação do fungo, a redução da contaminação ambiental e a prevenção da transmissão (Moriello, 2014).

    a) Terapia Convencional

    A abordagem terapêutica inclui o uso de antifúngicos sistêmicos e tópicos:

     
    • Antifúngicos Sistêmicos:O Itraconazol é frequentemente a escolha primária devido à sua eficácia e bom perfil de segurança para felinos, administrado em regime de pulsoterapia (ex: 7 dias de tratamento, 7 dias de descanso) para otimizar a adesão e reduzir efeitos adversos (Moriello, 2014; Scott et al., 2012). A Terbinafina é outra opção eficaz, com boa biodisponibilidade e penetração cutânea. A Griseofulvina é um antifúngico mais antigo, ainda eficaz, mas com maior potencial de efeitos colaterais e teratogenicidade, sendo menos utilizada atualmente. O tratamento sistêmico é indicado para casos generalizados, múltiplos animais, ou em pacientes imunocomprometidos. A duração é determinada pela cura micológica, confirmada por duas culturas fúngicas negativas consecutivas, realizadas com 1-2 semanas de intervalo.
    • Antifúngicos Tópicos: Utilizados para infecções localizadas ou como adjuvantes à terapia sistêmica, visam reduzir a carga fúngica na pelagem e pele. Banhos com xampus contendo miconazol 2% e clorexidina 2-4%, ou dips de sulfeto de lima a 1:16, são eficazes. Pomadas ou cremes à base de miconazol ou clotrimazol podem ser aplicados em lesões específicas (Scott et al., 2012).
    • Tricotomia: Para animais de pelagem longa, a tosa da área afetada ou mesmo do corpo inteiro pode facilitar a ação dos produtos tópicos e reduzir a disseminação de esporos (LOPES & DANTAS, 2016; Moriello, 2014).

    b) Medicina Veterinária Integrativa e Funcional

    Complementar à terapia convencional, a abordagem integrativa visa fortalecer a imunidade do paciente, otimizar a saúde da barreira cutânea e gerenciar o estresse, fatores cruciais para a recuperação e prevenção de recorrências. Como médico veterinário integrativo e funcional, o Dr. Claudio sugere, após exames e avaliações pessoais:

    * Suporte Nutricional Otimizado:

    Aprofundando nas medidas de suporte à saúde dermatológica em felinos e caninos, a medicina veterinária integrativa e funcional preconiza uma abordagem nutricional e suplementar que vai além do suprimento das necessidades básicas. O objetivo é modular processos fisiológicos específicos para fortalecer a barreira cutânea e a resposta imune, criando um ambiente sistêmico menos propício à infecção e mais eficiente na recuperação.

    6. Estratégias Terapêuticas (Continuação)

    b) Medicina Veterinária Integrativa e Funcional (Aprofundamento)

    Complementar à terapia convencional, a abordagem integrativa visa fortalecer a imunidade do paciente, otimizar a saúde da barreira cutânea e gerenciar o estresse, fatores cruciais para a recuperação e prevenção de recorrências. Como médico veterinário integrativo e funcional, o Dr. Claudio sugere, após exames e avaliações pessoais:

    Suporte Nutricional Otimizado: A dieta e a suplementação são pilares para a modulação da saúde dermatológica e imunológica.

    Ácidos Graxos Essenciais (Ômega-3: EPA e DHA):**

        A suplementação com EPA (ácido eicosapentaenoico) e DHA (ácido docosahexaenoico) é fundamental para suas propriedades anti-inflamatórias e para a manutenção da integridade da barreira cutânea. O mecanismo de ação primário dos ômega-3 reside na sua capacidade de competir com o ácido araquidônico (AA) pelas enzimas ciclooxigenase (COX) e lipoxigenase (LOX) na cascata do metabolismo dos eicosanoides. Ao serem incorporados nas membranas celulares, o EPA e o DHA resultam na produção de eicosanoides menos inflamatórios (prostaglandinas da série 3 e leucotrienos da série 5), em contraste com os mediadores altamente pró-inflamatórios (prostaglandinas da série 2 e leucotrienos da série 4) derivados do AA. Esta modulação anti-inflamatória é crucial para mitigar o eritema, o prurido e a inflamação associados às lesões fúngicas, promovendo um ambiente mais propício à cicatrização. Além disso, o EPA e o DHA desempenham um papel vital na composição da matriz lipídica intercelular da epiderme, contribuindo para a redução da perda transepidérmica de água (TEWL) e fortalecendo a função de barreira da pele, o que pode dificultar a invasão secundária por patógenos e otimizar a hidratação cutânea (Fadok, 2018; Scott et al., 2012).

     

    Probióticos e Prebióticos:

        A modulação da microbiota intestinal é um pilar da saúde integrativa, reconhecendo o conceito do "eixo intestino-pele". Probióticos (microrganismos vivos benéficos, como *Lactobacillus* e *Bifidobacterium*) e prebióticos (fibras fermentáveis que promovem o crescimento de bactérias benéficas) atuam sinergicamente para otimizar a saúde gastrointestinal. Um microbioma intestinal equilibrado é crucial para a competência imunológica sistêmica, pois grande parte do sistema linfoide associado ao intestino (GALT) reside nessa região. A produção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCCs) pelas bactérias benéficas, por exemplo, tem efeitos imunomoduladores sistêmicos. A disbiose intestinal, por outro lado, pode levar à inflamação sistêmica e à manifestação de problemas dermatológicos. Ao promover um microbioma saudável, busca-se fortalecer a resposta imune inata e adaptativa do hospedeiro, potencialmente auxiliando na contenção da proliferação fúngica e na prevenção de infecções secundárias. Adicionalmente, a redução do estresse, que pode estar associada a um microbioma equilibrado, contribui indiretamente para a homeostase imune (Mueller et al., 2016; O'Neill et al., 2016).

     

    Antioxidantes (Vitaminas E, C, Selênio e Zinco):

        Os processos inflamatórios e infecciosos, como os observados na dermatofitose, geram um aumento na produção de espécies reativas de oxigênio (ROS), que causam estresse oxidativo. Esse estresse pode danificar membranas celulares, proteínas e DNA, perpetuando a inflamação e comprometendo a cicatrização. A suplementação com antioxidantes visa neutralizar esses radicais livres.

       Vitamina E (tocoferóis): É um antioxidante lipossolúvel primário, protegendo as membranas celulares do dano oxidativo. Essencial para a integridade dos queratinócitos e a saúde epitelial.

        Vitamina C (ácido ascórbico): Antioxidante hidrossolúvel que regenera a vitamina E e é um cofator essencial na síntese de colágeno, fundamental para a reparação tecidual e cicatrização.

        Selênio: Componente chave da glutationa peroxidase, uma das enzimas antioxidantes mais importantes do corpo.

        Zinco: Cofator para inúmeras enzimas, incluindo a superóxido dismutase (SOD), outra enzima antioxidante crucial. Também desempenha um papel vital na proliferação celular, na diferenciação dos queratinócitos, na cicatrização de feridas e na função imunológica, modulando a resposta inflamatória (Scott et al., 2012; Watson, 2011).

     

      Vitaminas do Complexo B:

        As vitaminas do complexo B são hidrossolúveis e atuam como coenzimas em inúmeras reações metabólicas essenciais para a saúde celular, especialmente em tecidos com alta taxa de renovação, como a pele e os folículos pilosos.

          Biotina (B7): Crucial para a síntese de ácidos graxos, metabolismo de aminoácidos e gliconeogênese, sendo particularmente importante para a integridade da pele e a queratinização. A deficiência pode levar a pele seca, escamosa e má qualidade da pelagem.

        Piridoxina (B6): Envolvida no metabolismo de aminoácidos, essencial para a síntese de proteínas (incluindo queratina) e neurotransmissores.

        Riboflavina (B2), Niacina (B3), Ácido Pantotênico (B5): Essenciais para a produção de energia celular e manutenção da função de barreira da pele.

        A otimização desses nutrientes é fundamental para apoiar a estrutura e a função da pele e do pelo, que são os alvos primários da infecção dermatofítica, auxiliando na resistência e reparo tecidual (Scott ets al., 2012; Watson, 2011).

     

       Alimentos Funcionais:

    Dietas formuladas com nutrientes específicos para a saúde dermatológica, como as linhas Royal Canin® Hair and Skin para gatos e Royal Canin® Coat Care para cães, representam um componente valioso na abordagem integrativa. Embora não sejam tratamentos farmacológicos para a dermatofitose em si, esses alimentos são projetados para otimizar a saúde da pele e do pelo ao fornecerem perfis nutricionais que incluem:

     Proteínas de alta digestibilidade: Para a síntese adequada de queratina e outras proteínas estruturais da pele e do pelo.

        Aminoácidos específicos:** Como metionina e cisteína, precursores da queratina.

        Níveis otimizados de ácidos graxos (incluindo Ômega-3 e Ômega-6):** Para suporte à barreira cutânea e redução da inflamação.

        Concentrações elevadas de vitaminas do complexo B e antioxidantes:** Para suportar o metabolismo celular e proteger contra o estresse oxidativo.

        Essas formulações criam um ambiente nutricional ideal que complementa o tratamento específico, promovendo a recuperação da integridade cutânea e a qualidade da pelagem, e contribuindo para a resiliência geral do animal.

    • Fitoterapia e Suplementos (com Extrema Cautela em Felinos):
      • Cogumelos Medicinais (e.g., Reishi, Shiitake): Extratos padronizados de cogumelos são valiosos imunomoduladores devido à presença de beta-glucanos, polissacarídeos que interagem com o sistema imune inato, ativando macrófagos, células NK e linfócitos. Esta ativação pode fortalecer a resposta do hospedeiro contra patógenos, incluindo fungos, e auxiliar na recuperação e prevenção de recidivas (Wachtel-Galor et al., 2011; Vetvicka et al., 2013).
      • Astragalus (Astragalus membranaceus): Como adaptógeno e imunomodulador, o Astragalus pode ser considerado para suporte em pacientes imunocomprometidos ou estressados. Seus polissacarídeos e saponinas têm sido estudados por seus efeitos na proliferação de linfócitos e na produção de citocinas (Gao et al., 2002; McCaleb et al., 2000).
      • Uso Tópico Auxiliar:
        • Gel de Aloe vera puro: (sem látex e toxicidade por ingestão): Possui propriedades anti-inflamatórias, cicatrizantes e emolientes. Pode ser usado topicamente para acalmar a pele irritada e auxiliar na regeneração tecidual, desde que o gato não tenha acesso para lambedura, devido à toxicidade por ingestão (Moriello, 2014; Shelton et al., 2009).
        • Calêndula (Calendula officinalis): Preparados tópicos à base de calêndula, livres de substâncias prejudiciais aos felinos, podem ser empregados por suas propriedades anti-inflamatórias, antissépticas e cicatrizantes, auxiliando na recuperação das lesões cutâneas (Moriello, 2014; Parente et al., 2009).
        • Óleo de Coco Virgem: Em pequenas quantidades, o óleo de coco pode agir como um hidratante e emoliente para a pele e pelagem, além de auxiliar na remoção suave de crostas, contribuindo para o conforto do animal. Possui ácidos graxos de cadeia média, como o ácido láurico, que exibem alguma atividade antimicrobiana (DebMandal & Mandal, 2011).
    1. Prevenção e Recomendações aos Tutores (Continuação)

    Aprevenção da dermatofitose baseia-se em um conjunto de medidas que visam quebrar a cadeia de transmissão e fortalecer a resiliência do animal:

    Higiene Ambiental Rigorosa: A desinfecção do ambiente é fundamental para erradicar os esporos fúngicos, que podem permanecer viáveis por até 18 meses (Moriello, 2014).

    Limpeza mecânica (aspirar, esfregar) é o primeiro passo para remover pelos e escamas contaminadas.

    Desinfetantes Convencionais:** Produtos à base de amônia quaternária e hipoclorito de sódio (água sanitária 1:10) são comprovadamente eficazes contra os esporos de dermatófitos e são amplamente recomendados (Moriello, 2014; Scott et al., 2012).

    Desinfetantes Naturais/Alternativos Potenciais: Embora a pesquisa sobre a eficácia de "desinfetantes naturais" contra esporos fúngicos em ambientes veterinários ainda seja emergente e requeira validação rigorosa para garantir a segurança e eficácia, alguns agentes demonstram potencial:

    Ácido Hipocloroso (HOCl):Gerado por eletrólise de água e sal, é um oxidante potente, seguro para uso tópico em mamíferos em concentrações adequadas, com ampla atividade antimicrobiana, incluindo fungicida. Sua aplicação em ambientes pode ser uma alternativa promissora para sanitização, minimizando a toxicidade residual (Sakarya et al., 2014; Roman et al., 2021).

    Dióxido de Cloro (ClO): Um potente agente oxidante, utilizado em diversas indústrias como desinfetante e esporicida. Em concentrações apropriadas, pode ser eficaz na desinfecção ambiental contra fungos, incluindo esporos, e é menos corrosivo que o hipoclorito em algumas superfícies (Lestari et al., 2021). A segurança para aplicação em ambientes domésticos com animais deve ser criteriosamente avaliada e formulada.

    Ozônio (O):Gás oxidante com atividade antimicrobiana, incluindo fungicida. Utilizado para sanitização de ar e água. A eficácia ambiental depende da concentração e tempo de exposição, e deve-se garantir a ausência de animais e pessoas durante a aplicação devido à toxicidade por inalação (Oda et al., 2008; Zupancic et al., 2019).

    Ácidos Cítricos e Acético: Em concentrações específicas, ácidos como o cítrico e o acético (vinagre) podem ter alguma atividade antimicrobiana, incluindo antifúngica, e são considerados mais "naturais". No entanto, sua esporicidia e eficácia como desinfetantes ambientais primários contra dermatófitos são limitadas e não comparáveis aos agentes químicos estabelecidos para a desinfecção de ambientes contaminados por dermatófitos (Adams & Moss, 2008; Cortez-Rocha et al., 2009).

    Extratos de Plantas/Óleos Essenciais: Alguns óleos essenciais (ex: *Origanum vulgare*, *Thymus vulgaris*, *Melaleuca alternifolia* - óleo de melaleuca) demonstraram atividade antifúngica *in vitro* contra dermatófitos (Carson et al., 2002; Burt, 2004). No entanto, sua segurança para uso ambiental em presença de gatos é altamente questionável devido à sensibilidade felina a terpenos e fenóis, e a eficácia *in situ* contra esporos resistentes não é consistentemente comprovada para desinfecção primária. Não são recomendados como desinfetantes ambientais primários em áreas onde animais têm acesso.

    Para todos os desinfetantes, o contato e tempo de ação adequados são cruciais para a eficácia.

    • Manejo do Estresse: Promover um ambiente enriquecido, utilizar feromônios sintéticos e manter uma rotina previsível para reduzir o estresse, que pode comprometer a imunidade.
    • Controle Populacional e Isolamento: Evitar a superpopulação de animais e isolar animais recém-adquiridos ou suspeitos.
    • Cuidados com a Pelagem: Escovação regular para remover pelos soltos e descamações, especialmente em gatos de pelo longo.
    • Controle de Doenças Subjacentes: Diagnosticar e tratar condições imunossupressoras (e.g., FIV/FeLV, diabetes, alergias) que predispõem à infecção.
    • Controle Parasitário: Manter um programa de controle de ectoparasitas para prevenir lesões cutâneas que servem como porta de entrada.
    • Orientação Zoonótica: Educar os tutores sobre o potencial zoonótico da doença, a importância da higiene pessoal (lavagem de mãos, uso de luvas) e a necessidade de procurar atendimento médico para si mesmos em caso de lesões cutâneas.

    Em síntese, o manejo eficaz da dermatofitose em felinos e caninos exige uma abordagem multidisciplinar, que integra o diagnóstico preciso, o tratamento antifúngico convencional e estratégias complementares da medicina veterinária integrativa. A colaboração entre o veterinário e o tutor, aliada à rigorosa higiene ambiental, é fundamental para o sucesso terapêutico e a proteção da saúde pública.

    Referências:

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    • d ed. Boca Raton (FL): CRC Press/Taylor & Francis, 2011.

     

  • Cuidar de sua Gata e Gatinho Nascimento ao Desmame

    Dando à luz

    mainecoonDepois da cópula, a gestação da gata dura, em média, entre 63 e 66 dias. Alguns dias antes de dar à luz, a gata, ansiosa, procura um lugar calmo, protegido da luz, onde ela poderá fazer seu ninho. Uma caixa de plástico com panos limpos, colocada no fundo de um guarda-roupa, por exemplo, provavelmente será o lugar a ser escolhido, desde que ofereça conforto para ela e os filhotes. A presença calma e tranqüilizadora de seu dono também é importante neste momento.
    Contrações agudas do útero são responsáveis pelo nascimento de cada filhotinho, em intervalos de cerca de 30 a 60 minutos. A gata rasga o saco amniótico e tira o recém-nascido pela cabeça, esquentando-o e estimulando sua respiração ao lambê-lo intensamente. A ninhada pode ser composta de 1 a 10 filhotes pesando de 70 a 150 gramas cada um, em média, dependendo da raça.

    As primeiras quatro semanas

    Logo que o cordão umbilical é cortado, o filhote, limpo pela mãe, então engatinha em direção a uma de suas mamas, guiado pelo calor e pelo cheiro da barriga materna. As primeiras mamadas ainda não dão leite, mas sim o colostro. Esse líquido, cujo aspecto e composição se diferem do leite, contém inúmeros anticorpos essenciais para assegurar as primeiras defesas imunológicas.
    Mamar e dormir em contato com a mãe e os irmãos são as únicas atividades do filhote durante esses primeiro dias. Completamente dependente da mãe, sua luta pela vida começa com ele tentando conseguir a melhor mama possível. Sendo cego e surdo, seus sentidos mais desenvolvidos são o olfato e o tato. A audição só começa a funcionar no quinto dia de vida. Entre o 7° e o 15° dias de vida, ele abre os olhos. A audição é o sentido que o orienta a partir do 14° dia. Por volta do 17° dia, ele começa a andar nas quatro patas e com 1 mês, consegue se orientar pelos sons, luzes e cheiros.

    Do pré-desmame ao desmame

    Depois de receber o colostro nas suas primeiras horas de vida, o filhote mama o leite materno. Caso a ninhada seja grande, o leite materno insuficiente ou a separação da mãe for precoce, deve-se recorrer a fórmulas de leite. A habilidade do filhote em digerir o açúcar do leite, a lactose, diminui em favor de outras habilidades digestivas. Com a diminuição da lactação materna e com o aparecimento dos primeiros dentes de leite, inicia-se um período de transição alimentar entre a 3ª e a 4ª semana de idade. Tal evento provoca uma pausa na curva de crescimento. A dieta proposta, que gradualmente substituirá a dieta láctea, deve satisfazer todos os requisitos nutricionais do filhote para não causar nenhum déficit de energia e não piorar sua frágil imunidade. Um alimento Nutrição Saúde* para a primeira fase de crescimento do filhote, destinado a seus dentes de leite, oferece uma segurança digestiva reforçada graças a uma seleção de proteínas altamente digestíveis. Esse alimento também contribui para o auxilio das defesas naturais. De acordo com sua consistência, pode ser apresentado ao filhote misturado à água e, finalmente, na forma sólida. Com 7 ou 8 semanas, o filhote está desmamado. Do 4° ao 12° mês de idade, pode-se usar um alimento Nutrição Saúde formulado para o 2° estágio do crescimento.O filhote antes dos 4 meses de vida

    Do nascimento, em que o recém-nascido é alimentado com o colostro da mãe, até a 5ª semana de vida, o filhote deve receber o leite materno. Por volta da 7ª semana, o desmame o terá conduzido, pouco a pouco, até uma dieta sólida com tudo o que necessita. Mas acima de tudo, este é o período em que seu sistema imunológico começa a se desenvolver. O alimento que lhe é oferecido deve ser uma fórmula nutricional rica em energia, completa e balanceada com relação a proteínas, lipídios, carboidratos, minerais, vitaminas e deve se adequar a ele. Ainda que o gato seja um carnívoro estrito, sua dieta pode incluir grãos de alta qualidade que sejam digestíveis e não causem diarréia. Assim, a capacidade de digerir grãos se desenvolve aos poucos no filhote. Os grãos contêm aminoácidos essenciais para o crescimento, no entanto necessita ser adicionado o aminoácido taurina, de origem animal, necessário à espécie felina.
    O alimento também deve conter todos os minerais e vitaminas necessários para o desenvolvimento do esqueleto. Seu conteúdo pode ser enriquecido por inúmeros nutrientes capazes de auxiliar as defesas naturais e pelo EPA e DHA para o desenvolvimento adequado do sistema nervoso central. O importante é escolher um alimento Nutrição Saúde que atenda bem as necessidades nutricionais do filhote e observar atentamente a transição do alimento líquido para o sólido.

    O filhote após os 4 meses de vida

    Durante esse segundo estágio, a dieta do filhote, levando-se em consideração que ele ainda permanece frágil, deve continuar auxiliando as defesas naturais. Sua estrutura óssea se fortalece aos poucos e a massa muscular se desenvolve. As necessidades energéticas aumentam e permanecem importantes até o 4° ou 5° mês, quando alcançam o máximo e, então, começam a diminuir gradualmente. Portanto, a dieta deve sempre satisfazer tais necessidades.
    O filhote pode receber o mesmo alimento Nutrição Saúde para o segundo estágio de crescimento do 4° mês até o fim de seu crescimento, que se dá por volta de um ano. No entanto, a transição entre o alimento da primeira e da segunda fase deve durar alguns dias.
    Para prevenir o excesso de peso, depois do sexto mês, deve-se controlar a quantidade total de comida disponibilizada ao filhote, uma vez que ele pode se mostrar um guloso. Pesar a quantidade ingerida diariamente acaba sendo a solução mais precisa: a quantidade de alimento a ser servido é mencionada na embalagem. Sempre disponibilize água fresca, trocada duas vezes ao dia, em um recipiente de vidro. fonte royal canin http://www.royalcanin.com.br/o-filhote-e-o-gato/o-gato/convivendo-com-seu-gato/alimentando-seu-gato

    Vídeo no Youtube do Gatil Premiado Amicat´s

     

     

    Assista agora bengal Amicat´s brincando

     

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    PetClube Amigo e a Medicina Veterinária ESPECIALIZADA EM FELINOS

     Somos uma verdadeira Entidade do Bem e Parceiros da Natureza, promovendo uma conexão profunda entre humanos, animais e o meio ambiente. Nosso compromisso vai além da seleção cuidadosa de filhotes mansos e saudáveis; buscamos proporcionar uma experiência transformadora para tutores que desejam elevar suas vidas por meio da energia positiva que esses animais carregam.

    Dr. Cláudio Amichetti Junior: Veterinário Integrativo em São Paulo 

    O Dr. Cláudio Amichetti Junior (CRMV-SP 75404 VT), médico veterinário integrativo, criador de felinos de raça e cães de guarda, e com mais de 30 anos como CEO do PetClube, é engenheiro agrônomo formado em 1985 pela UNESP EE Jaboticabal com o maior número de créditos possíveis em sua turma. Ele oferece atendimento especializado para pets em diversas localidades.

    Recentemente, seu artigo “A CONTRIBUIÇÃO DAS DIETAS CETOGÊNICAS ASSOCIADAS À ATIVIDADE FÍSICA PARA AUMENTO DO BDNF E DO GH NA NEUROPLASTICIDADE EM ANIMAIS” foi avaliado e aceito para publicação na prestigiada revista Dcs, reforçando sua base científica nas abordagens integrativas.

    Seu espaço holístico e meditativo, PetClube, está localizado no Km 334 da Rodovia Régis Bittencourt, em Juquitiba/SP. É facilmente acessível para tutores de São Paulo, Morumbi, Vila Olímpia, Moema, Pinheiros, Jardins, Alphaville, São Bernardo do Campo, Itapecirica da Serra e adjacências.

    Além deJuquitiba, o Dr. Amichetti atende presencialmente as regiões deEmbu-Guaçu,Itapecirica da Serra,São Lourenço da Serra,Miracatu,São Bernardo do Campo,Santo André eSão Caetano do Sul. Sua expertise abrange também bairros nobres de São Paulo comoVila Nova Conceição,Cidade Jardim,Jardim Paulistano,Ibirapuera,Lapa,Aclimação,Higienópolis,Itaim Bibi,Tatuapé eMooca.
    Dr. Cláudio é pioneiro em um sistema sustentável com alimentação 100% natural (raw feeding) e ingredientes orgânicos cultivados em seuespaço holístico em Juquitiba / São Lourenço da Serra, garantindo dietas frescas e livre de agrotóxicos para seus pacientes. Ele é especialista em modulação intestinal, sistema endocanabinoide e nutrição natural.
    Com essa abordagem integrativa e baseada em pesquisa, o Dr. Cláudio auxilia no tratamento e prevenção de uma ampla gama de problemas de saúde, incluindo:
     
    • Distúrbios Gastrointestinais: Através da modulação intestinal e exclusão de alérgenos como carboidratos, ele trata DII (Doença Inflamatória Intestinal), colite, disbiose, diarreias crônicas, sensibilidades alimentares, gastrites e pancreatites.
    • Alergias e Problemas de Pele: Soluciona alergias alimentares e ambientais que se manifestam em problemas de pele e pelagem, otites e coceiras incessantes.
    • Condições Metabólicas: Previne e gerencia obesidade, diabetes, problemas renais e hepáticos, promovendo o equilíbrio do metabolismo.
    • Dor e Inflamação: O uso de cannabis medicinal (sistema endocanabinoide), junto com outras terapias integrativas, oferece alívio para dor crônica, osteoartrite, artrite, e condições inflamatórias diversas.
    • Ansiedade e Comportamento: Ajuda pets com ansiedade, estresse, fobias, convulsões e outros distúrbios comportamentais, buscando o equilíbrio neurológico e emocional.
    • Suporte Oncológico: Oferece suporte complementar para pacientes oncológicos, melhorando a qualidade de vida e minimizando efeitos colaterais de tratamentos convencionais.

    Para quem não está na região, oferece telemedicina para todo o Brasil com acompanhamento de médico veterinário, utilizando as plataformas Zoom e Google. É importante ressaltar que a primeira consulta deve ocorrer na presença de um médico veterinário local, garantindo que pets em qualquer lugar tenham acesso à sua abordagem integrativa.

    Para agendamentos ou mais informações, visite

    www.petclube.com.brou entre em contato pelo WhatsApp (11) 99386-8744. Seu pet merece saúde natural, equilíbrio e longevidade sustentável.

     

  • O uso da L-Carnitina em alimentos para cães e gatos

    O uso da L-Carnitina em alimentos para cães e gatos
    Departamento Técnico e de Comunicação Científica da Royal Canin do Brasil 1

    1- Definição:

    A carnitina é uma molécula que contribui com a produção de energia nas células vivas. Descoberta em 1905, a L-carnitina é um composto nitrogenado, um ácido carboxílico de cadeia curta. Tecnicamente, não é um aminoácido. É um composto semelhante à vitamina, solúvel em água, que é sintetizado no organismo a partir dos aminoácidos lisina e metionina, na presença de Vitamina C e Vitamina B6 (Kanter & Williams, 1995).

    2- Origem do nutriente:

    A. carnitina pode ser obtida pelos animais (incluindo cães e gatos) e humanos de 2 formas:
    - Síntese endógena no fígado (ou fígado e rins em humanos);
    - Absorção intestinal deste nutriente contido nos alimentos. Carnes são ricas em carnitina.

    Desta forma, a Carnitina não é um nutriente essencial para cães e gatos saudáveis que consomem alimentos balanceados de boa qualidade, já que eles podem sintetizar as quantidades de que necessitam.

    3- Regulamentações do Ingrediente:

    A L-carnitina, a forma sintética deste nutriente, que pode ser utilizada como suplemento em alimentos para animais.
    Segundo a AAFCO (American Assotiation of Food Control Officials) e o U.S. FDA (United States Food and Drug Administration), a L-carnitina, um nutriente não essencial, é considerado um suplemento nutricional SEGURO, aprovado para uso em alimentos para animais, inclusive para cães e gatos, desde que as doses recomendadas não sejam ultrapassadas (0,075% da matéria seca do alimento, ou cerca de 830 mg/kg de alimento).

    4- Benefícios do Ingrediente:

    Os organismos vivos podem produzir energia através diferentes vias. Uma delas é o metabolismo aeróbico, que se baseia na utilização (oxidação) de ácidos graxos com oxigênio. O processo de oxidação dos ácidos graxos ocorre no interior das células, em pequenas estruturas chamadas mitocôndrias. A oxidação mitocondrial dos ácidos graxos que fornece energia para as células.

    L-carnitina é um derivado de aminoácidos que possibilita o transporte de ácidos graxos de cadeia longa através da membrana da mitocôndria, onde são oxidados para produzir energia (ATP). Mais precisamente, as moléculas de carnitina são incorporadas às estruturas enzimáticas. As enzimas conhecidas como Carnitina-Palmitoil-Transferase I e II estão envolvidas no transporte de ácidos graxos de cadeia longa através da membrana mitocondrial. CPT refere-se a 3 enzimas distintas: L-CPT I é encontrada predominantemente no fígado; M-CPT I é encontrada predominantemente no músculo; CPT II é encontrada em todas as células estudadas até agora. As enzimas CPT trabalhar em conjunto com outras enzimas para o transporte desses ácidos graxos utilizados para fazer a energia conhecida como ATP. Se uma das enzimas é defeituosa, então o sistema de transportes é prejudicado e a produção de energia nas células fica comprometida.


    Os ácidos graxos são transportados do citoplasma para a mitocôndria em 2 etapas:


    Ácidos graxos livres - Acil-Coenzima-A que pode atravessar a membrana externa;
    Ácido graxo-CoA - Acil-carnitina que pode atravessar a membrana interna;

    Este transporte é possível devido a Carnitina e a Carnitina palmitoiltransferases I e II, como transporte mediado.

    A L-carnitina também ajuda a limitar o acumulo de ácidos graxos no sangue e no citoplasma celular. Com efeito, ácidos graxos em concentrações elevadas, podem se tornar tóxicos. Este papel torna-se essencial em situações como:


    Perda de peso importante e rápida, onde ocorre liberação de ácidos graxos dos tecidos adiposos;
    Consumo de dietas ricas em gordura.

    A L-carnitina é um nutriente condicionalmente essencial. Em condições normais, cães, gatos e seres humanos têm a capacidade de sintetizar a L-carnitina em quantidade suficiente. No entanto, em casos específicos, a suplementação de L-carnitina pode ser benéfica:


    Doença renal ou hepática (síntese de L-carnitina fica afetada);
    Dieta rica em gordura;
    Diarréia crônica;
    Doença cardiovascular;
    Atividade física intensa;
    Obesidade

    Por exemplo:


    Obesidade + problemas cardiovasculares: A L-carnitina pode reduzir os lipídeos no sangue e tecidos, que é associado com um risco reduzido de desenvolver doenças cardíacas. Assim, essa atividade redutora de lipídeos, especificamente a sua capacidade de rápida e acentuada diminuição de triglicerídeos no plasma e aumentar “bom” colesterol pode ser benéfico para os animais acima do peso. Além disso, a L-carnitina pode ajudar no processo de vasodilatação e aumentar a capacidade de sustentar contrações cardíacas (reduzir arritmias).
    Animais de esporte: A L-carnitina promove a geração de ATP através de seus efeitos sobre a beta-oxidação, bem como o seu papel na remoção de unidades de acetil da mitocôndria (este último processo é importante porque o acúmulo de unidades de acetil é que inibem a várias partes do processo respiratório). A L-carnitina também é benéfica para o coração, aumentando a oferta de energia ao músculo cardíaco. Além disso, a L-carnitina pode ajudar no processo de vasodilatação e aumentar a capacidade de sustentar contrações cardíacas. Os lipídios fornecem 60-80% da energia metabólica requerida pelo coração, o que explica os níveis elevados de L-carnitina armazenados no músculo cardíaco. Além disso, a interferência com a oxidação de ácidos graxos pode ter conseqüências diretas sobre a função miocárdica.

    A L-Carnitina é amplamente absorvida (baixo peso molecular), sendo seu excesso eliminado pela urina. Uma vez no sangue, penetra principalmente nas células musculares (distribuição dos animais: 90% no músculo). Em cães, 95% da carnitina está concentrada no músculo cardíaco e nos músculos esqueléticos para a produção de energia aeróbica, principal fonte de energia quando há o jejum prolongado, atividade física e desempenho da atividade cardíaca normal.

    5- Avaliações de uso do ingrediente:

    A carnitina desempenha um papel vital no transporte de ácidos graxos através da membrana mitocondrial. Baseado nesta função tem sido postulado que a suplementação de carnitina reforça a oxidação lipídica e, assim, promove melhora do desempenho de resistência por poupadores de carboidrato endógeno. Da mesma forma, na atividade anaeróbica, foi alegado que a carnitina oral, melhora o desempenho, inibindo a produção de ácido lático.

    Em diferentes espécies animais e nos seres humanos, diversos pesquisadores tem avaliado e constatado efeitos benéficos da suplementação com L-carnitina para diferentes situações. Em seres humanos, foram avaliados os efeitos da administração em longo prazo da L-carnitina sobre o conteúdo de carnitina muscular e desempenho físico (Wachter et al., 2002). Outro estudo foi realizado para avaliar a oxidação de ácidos graxos de cadeia média e longa na musculatura esquelética de humanos durante o exercício (Jong-Yeon et al., 2002). Da mesma forma, outros estudos avaliaram o uso de L-carnitina para seres humanos, tendo sido observados efeitos benéficos sobre um ou mais parâmetros avaliados para diferentes situações (Cerretelli & Marconi, 1990; Bronquist, 1994; Hurot et al., 2002).

    Estudos realizados em cães também indicaram efeitos benéficos da suplementação da L-carnitina em diferentes situações. KEENE et al. (1992), KITTLESON et al. (1997) e DOVE (2001) e constataram efeito benéfico da suplementação de L-carnitina em cães que possuiam problemas cardíacos. De forma semelhante, KATIRCIOGLU et al. (1997) constataram efeito benéfico do uso da L-carnitina em cães submetidos a exercícios, por aumentar desempenho muscular, ou ainda por favorecer a perda de gordura durante dietas para perda de peso (Sunvold et al., 1998; Butterwick & Hawthorne, 1998; Gross et al., 1998; Coelho et al., 2005).

    Em gatos, à semelhança do observado em cães, autores também verificaram e constataram efeitos benéficos da suplementação de L-carnitina em diferentes situações. Efeitos benéficos foram observados em gatos obesos, sendo que a suplementação com L-carnitina protegeu os animais da Lipidose Hepática Felina Idiopática e da Cetose (Center, 1998; Center et al., 2000; Blanchard et al., 2002).

    6- CONCLUSÕES

    Diante do exposto fica claro que o uso da L-carnitina em alimentos para cães e gatos é SEGURO e BENÈFICO em diferentes situações fisiológicas que requeiram aumento da capacidade orgânica de produzir energia, como por exemplo em animais submetidos a exercícios, gestação e lactação, ou ainda diante de situações patológicas onde o fornecimento deste nutriente contribui com o adequado funcionamento ou restabelecimento da saúde, como por exemplo na obesidade, em doenças cardíacas ou hepáticas, não trazendo qualquer problema para os animais desde que administrada na dose recomendada.

     

    Dr. Cláudio Amichetti Junior: Veterinário Integrativo em São Paulo 

    O Dr. Cláudio Amichetti Junior (CRMV-SP 75404 VT), médico veterinário integrativo, criador de felinos de raça e cães de guarda, e com mais de 30 anos como CEO do PetClube, é engenheiro agrônomo formado em 1985 pela UNESP EE Jaboticabal com o maior número de créditos possíveis em sua turma. Ele oferece atendimento especializado para pets em diversas localidades.

    Seu espaço holístico e meditativo, PetClube, está localizado no Km 334 da Rodovia Régis Bittencourt, em Juquitiba/SP. É facilmente acessível para tutores de São Paulo, Morumbi, Vila Olímpia, Moema, Pinheiros, Jardins, Alphaville, São Bernardo do Campo, Itapecirica da Serra e adjacências.

    Além de Juquitiba, o Dr. Amichetti atende presencialmente as regiões de Embu-Guaçu, Itapecirica da Serra, São Lourenço da Serra, Miracatu, São Bernardo do Campo, Santo André e São Caetano do Sul. Sua expertise abrange também bairros nobres de São Paulo como Vila Nova Conceição, Cidade Jardim, Jardim Paulistano, Ibirapuera, Lapa, Aclimação, Higienópolis, Itaim Bibi, Tatuapé e Mooca.

    Dr. Cláudio é pioneiro em um sistema sustentável com alimentação 100% natural (raw feeding) e ingredientes orgânicos cultivados em seu espaço holístico em Juquitiba / São Lourenço da Serra, garantindo dietas frescas e livre de agrotóxicos para seus pacientes. Ele é especialista em modulação intestinal, sistema endocanabinoide e nutrição natural, prevenindo obesidade, alergias e distúrbios metabólicos.

    Para quem não está na região, oferece telemedicina para todo o Brasil com acompanhamento de médico veterinário, utilizando as plataformas Zoom e Google. É importante ressaltar que a primeira consulta deve ocorrer na presença de um médico veterinário local, garantindo que pets em qualquer lugar tenham acesso à sua abordagem integrativa.

    Para agendamentos ou mais informações, visite www.petclube.com.br ou entre em contato pelo WhatsApp (11) 99386-8744. Seu pet merece saúde natural, equilíbrio e longevidade sustentável.

    1 Yves Miceli de CARVALHO, MV, MSc, Diretor Técnico e Científico, Responsável Técnico; Luciana Domingues de OLIVEIRA, MV, MSc, DSc, Consultora Técnica e Científica; Ana Gabriela VALÉRIO, MV, Consultora Técnica e Científica; René RODRIGUES JUNIOR, MV, Consultor Técnico e Científico; Hamilton Lorena da SILVA JUNIOR, MV, Consultor Técnico e Científico.

     

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  • PETCLUBE AMIGO Gatos Gigantes Gatos Mini e Medicina Veterinaria Três Décadas: Mais que Pets, Um Propósito de Vida

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    Há mais de trinta anos, o PetClube transcendeu o conceito tradicional de criação. Nossa jornada, enraizada na Mata Atlântica, é uma história de amor, compromisso e profundo respeito pelo planeta e por todos os seres vivos. Não criamos apenas cães e gatos excepcionais; nós cultivamos a vida, a saúde integral e o vínculo inquebrável entre a família humana e seus companheiros de quatro patas.