Dr Claudio Med Veterinário Integrativo e Funcional e Eng. Agrônomo Sustentável
A dermatofitose em felinos e caninos representa uma das dermatopatias mais frequentemente diagnosticadas na rotina veterinária, destacando-se não apenas por sua natureza contagiosa, mas, sobretudo, por seu significativo caráter zoonótico. Compreender a etiopatogenia, epidemiologia, manifestações clínicas, bem como as estratégias diagnósticas, terapêuticas e preventivas, é imperativo para médicos-veterinários, visando a saúde animal e a saúde pública.
Esses fungos filamentosos, septados e hialinos invadem o tecido queratinizado do hospedeiro, degradando a queratina para obter nutrientes essenciais. Sua reprodução ocorre por fragmentação das hifas, dando origem a artroconídios, que são as estruturas infecciosas de alta resistência e capacidade de disseminação ambiental (SOARES & SÉRVIO, 2022; Moriello, 2014).
A transmissão da dermatofitose ocorre primariamente por contato direto entre indivíduos infectados (sintomáticos ou assintomáticos) e suscetíveis, ou indiretamente, por meio de fômites e ambiente contaminado (Moriello, 2014). A persistência dos esporos fúngicos no ambiente e sua resistência a condições adversas contribuem significativamente para a disseminação da afecção, representando um desafio tanto na medicina veterinária quanto na saúde pública (SOARES & SÉRVIO, 2022; Moriello, 2014).
Fatores Predisponentes:
| * Fatores do Hospedeiro: |
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Raças: Animais de pelagem longa, como Yorkshire Terriers e gatos Persas, apresentam maior prevalência devido à dificuldade na auto-higienização e maior retenção de esporos (Scott et al., 2012).Comportamento:Animais com comportamento agressivo ou territorialista (especialmente não castrados) estão mais propensos a lesões cutâneas que servem como porta de entrada.Idade e Imunidade: Filhotes e animais jovens (<1 ano), idosos e imunossuprimidos (devido a doenças concomitantes como FIV/FeLV, diabetes mellitus, uso de corticosteroides ou outras patologias crônicas) são mais vulneráveis devido à imaturidade ou deficiência do sistema imunológico (Scott et al., 2012; Moriello, 2014).
A dermatofitose é uma zoonose de importância considerável. Agentes como o M. canis, o dermatófito zoofílico mais frequente, são responsáveis por aproximadamente 30% das dermatofitoses em humanos, sendo que em algumas regiões a prevalência pode ser ainda maior (SOUZA et al., 2022; Moriello, 2014). A convivência próxima entre pets e tutores facilita a transmissão, tornando essencial a orientação sobre medidas preventivas e de higiene pessoal (Moriello, 2014). A utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) pela equipe veterinária (avental impermeável, luvas descartáveis, máscara) é indispensável durante o manejo de animais suspeitos ou confirmados, minimizando o risco de contaminação cruzada e a disseminação ambiental do agente (AMORIM, 2020).
| * Alopecia: Perda de pelo de padrão geográfico, irregular ou circular, frequentemente com pelos quebradiços ("em pincel"). |
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As lesões podem ser localizadas ou disseminadas, e a intensidade varia conforme o agente envolvido e a resposta imune do hospedeiro. O diagnóstico diferencial abrange outras dermatopatias, como dermatites bacterianas (foliculite, furunculose), demodicose, dermatite miliar felina e doenças imunomediadas, exigindo um diagnóstico assertivo (Scott et al., 2012).
Um diagnóstico ágil e assertivo é fundamental para instituir o tratamento correto, minimizando a transmissão e o impacto na saúde pública.
O tratamento da dermatofitose felina e canina deve ser abrangente, visando a eliminação do fungo, a redução da contaminação ambiental e a prevenção da transmissão (Moriello, 2014).
| * Suporte Nutricional Otimizado: |
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Aprofundando nas medidas de suporte à saúde dermatológica em felinos e caninos, a medicina veterinária integrativa e funcional preconiza uma abordagem nutricional e suplementar que vai além do suprimento das necessidades básicas. O objetivo é modular processos fisiológicos específicos para fortalecer a barreira cutânea e a resposta imune, criando um ambiente sistêmico menos propício à infecção e mais eficiente na recuperação.
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Suporte Nutricional Otimizado: A dieta e a suplementação são pilares para a modulação da saúde dermatológica e imunológica. |
Ácidos Graxos Essenciais (Ômega-3: EPA e DHA):**
A suplementação com EPA (ácido eicosapentaenoico) e DHA (ácido docosahexaenoico) é fundamental para suas propriedades anti-inflamatórias e para a manutenção da integridade da barreira cutânea. O mecanismo de ação primário dos ômega-3 reside na sua capacidade de competir com o ácido araquidônico (AA) pelas enzimas ciclooxigenase (COX) e lipoxigenase (LOX) na cascata do metabolismo dos eicosanoides. Ao serem incorporados nas membranas celulares, o EPA e o DHA resultam na produção de eicosanoides menos inflamatórios (prostaglandinas da série 3 e leucotrienos da série 5), em contraste com os mediadores altamente pró-inflamatórios (prostaglandinas da série 2 e leucotrienos da série 4) derivados do AA. Esta modulação anti-inflamatória é crucial para mitigar o eritema, o prurido e a inflamação associados às lesões fúngicas, promovendo um ambiente mais propício à cicatrização. Além disso, o EPA e o DHA desempenham um papel vital na composição da matriz lipídica intercelular da epiderme, contribuindo para a redução da perda transepidérmica de água (TEWL) e fortalecendo a função de barreira da pele, o que pode dificultar a invasão secundária por patógenos e otimizar a hidratação cutânea (Fadok, 2018; Scott et al., 2012).
Probióticos e Prebióticos:
A modulação da microbiota intestinal é um pilar da saúde integrativa, reconhecendo o conceito do "eixo intestino-pele". Probióticos (microrganismos vivos benéficos, como *Lactobacillus* e *Bifidobacterium*) e prebióticos (fibras fermentáveis que promovem o crescimento de bactérias benéficas) atuam sinergicamente para otimizar a saúde gastrointestinal. Um microbioma intestinal equilibrado é crucial para a competência imunológica sistêmica, pois grande parte do sistema linfoide associado ao intestino (GALT) reside nessa região. A produção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCCs) pelas bactérias benéficas, por exemplo, tem efeitos imunomoduladores sistêmicos. A disbiose intestinal, por outro lado, pode levar à inflamação sistêmica e à manifestação de problemas dermatológicos. Ao promover um microbioma saudável, busca-se fortalecer a resposta imune inata e adaptativa do hospedeiro, potencialmente auxiliando na contenção da proliferação fúngica e na prevenção de infecções secundárias. Adicionalmente, a redução do estresse, que pode estar associada a um microbioma equilibrado, contribui indiretamente para a homeostase imune (Mueller et al., 2016; O'Neill et al., 2016).
Antioxidantes (Vitaminas E, C, Selênio e Zinco):
Os processos inflamatórios e infecciosos, como os observados na dermatofitose, geram um aumento na produção de espécies reativas de oxigênio (ROS), que causam estresse oxidativo. Esse estresse pode danificar membranas celulares, proteínas e DNA, perpetuando a inflamação e comprometendo a cicatrização. A suplementação com antioxidantes visa neutralizar esses radicais livres.
Vitamina E (tocoferóis): É um antioxidante lipossolúvel primário, protegendo as membranas celulares do dano oxidativo. Essencial para a integridade dos queratinócitos e a saúde epitelial.
Vitamina C (ácido ascórbico): Antioxidante hidrossolúvel que regenera a vitamina E e é um cofator essencial na síntese de colágeno, fundamental para a reparação tecidual e cicatrização.
Selênio: Componente chave da glutationa peroxidase, uma das enzimas antioxidantes mais importantes do corpo.
Zinco: Cofator para inúmeras enzimas, incluindo a superóxido dismutase (SOD), outra enzima antioxidante crucial. Também desempenha um papel vital na proliferação celular, na diferenciação dos queratinócitos, na cicatrização de feridas e na função imunológica, modulando a resposta inflamatória (Scott et al., 2012; Watson, 2011).
Vitaminas do Complexo B:
As vitaminas do complexo B são hidrossolúveis e atuam como coenzimas em inúmeras reações metabólicas essenciais para a saúde celular, especialmente em tecidos com alta taxa de renovação, como a pele e os folículos pilosos.
Biotina (B7): Crucial para a síntese de ácidos graxos, metabolismo de aminoácidos e gliconeogênese, sendo particularmente importante para a integridade da pele e a queratinização. A deficiência pode levar a pele seca, escamosa e má qualidade da pelagem.
Piridoxina (B6): Envolvida no metabolismo de aminoácidos, essencial para a síntese de proteínas (incluindo queratina) e neurotransmissores.
Riboflavina (B2), Niacina (B3), Ácido Pantotênico (B5): Essenciais para a produção de energia celular e manutenção da função de barreira da pele.
A otimização desses nutrientes é fundamental para apoiar a estrutura e a função da pele e do pelo, que são os alvos primários da infecção dermatofítica, auxiliando na resistência e reparo tecidual (Scott ets al., 2012; Watson, 2011).
Alimentos Funcionais:
Dietas formuladas com nutrientes específicos para a saúde dermatológica, como as linhas Royal Canin® Hair and Skin para gatos e Royal Canin® Coat Care para cães, representam um componente valioso na abordagem integrativa. Embora não sejam tratamentos farmacológicos para a dermatofitose em si, esses alimentos são projetados para otimizar a saúde da pele e do pelo ao fornecerem perfis nutricionais que incluem:
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Proteínas de alta digestibilidade: Para a síntese adequada de queratina e outras proteínas estruturais da pele e do pelo. |
Aminoácidos específicos:** Como metionina e cisteína, precursores da queratina.
Níveis otimizados de ácidos graxos (incluindo Ômega-3 e Ômega-6):** Para suporte à barreira cutânea e redução da inflamação.
Concentrações elevadas de vitaminas do complexo B e antioxidantes:** Para suportar o metabolismo celular e proteger contra o estresse oxidativo.
Essas formulações criam um ambiente nutricional ideal que complementa o tratamento específico, promovendo a recuperação da integridade cutânea e a qualidade da pelagem, e contribuindo para a resiliência geral do animal.
Aprevenção da dermatofitose baseia-se em um conjunto de medidas que visam quebrar a cadeia de transmissão e fortalecer a resiliência do animal:
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Higiene Ambiental Rigorosa: A desinfecção do ambiente é fundamental para erradicar os esporos fúngicos, que podem permanecer viáveis por até 18 meses (Moriello, 2014). |
Limpeza mecânica (aspirar, esfregar) é o primeiro passo para remover pelos e escamas contaminadas.
Desinfetantes Convencionais:** Produtos à base de amônia quaternária e hipoclorito de sódio (água sanitária 1:10) são comprovadamente eficazes contra os esporos de dermatófitos e são amplamente recomendados (Moriello, 2014; Scott et al., 2012).
Desinfetantes Naturais/Alternativos Potenciais: Embora a pesquisa sobre a eficácia de "desinfetantes naturais" contra esporos fúngicos em ambientes veterinários ainda seja emergente e requeira validação rigorosa para garantir a segurança e eficácia, alguns agentes demonstram potencial:
Ácido Hipocloroso (HOCl):Gerado por eletrólise de água e sal, é um oxidante potente, seguro para uso tópico em mamíferos em concentrações adequadas, com ampla atividade antimicrobiana, incluindo fungicida. Sua aplicação em ambientes pode ser uma alternativa promissora para sanitização, minimizando a toxicidade residual (Sakarya et al., 2014; Roman et al., 2021).
Dióxido de Cloro (ClO₂): Um potente agente oxidante, utilizado em diversas indústrias como desinfetante e esporicida. Em concentrações apropriadas, pode ser eficaz na desinfecção ambiental contra fungos, incluindo esporos, e é menos corrosivo que o hipoclorito em algumas superfícies (Lestari et al., 2021). A segurança para aplicação em ambientes domésticos com animais deve ser criteriosamente avaliada e formulada.
Ozônio (O₃):Gás oxidante com atividade antimicrobiana, incluindo fungicida. Utilizado para sanitização de ar e água. A eficácia ambiental depende da concentração e tempo de exposição, e deve-se garantir a ausência de animais e pessoas durante a aplicação devido à toxicidade por inalação (Oda et al., 2008; Zupancic et al., 2019).
Ácidos Cítricos e Acético: Em concentrações específicas, ácidos como o cítrico e o acético (vinagre) podem ter alguma atividade antimicrobiana, incluindo antifúngica, e são considerados mais "naturais". No entanto, sua esporicidia e eficácia como desinfetantes ambientais primários contra dermatófitos são limitadas e não comparáveis aos agentes químicos estabelecidos para a desinfecção de ambientes contaminados por dermatófitos (Adams & Moss, 2008; Cortez-Rocha et al., 2009).
Extratos de Plantas/Óleos Essenciais: Alguns óleos essenciais (ex: *Origanum vulgare*, *Thymus vulgaris*, *Melaleuca alternifolia* - óleo de melaleuca) demonstraram atividade antifúngica *in vitro* contra dermatófitos (Carson et al., 2002; Burt, 2004). No entanto, sua segurança para uso ambiental em presença de gatos é altamente questionável devido à sensibilidade felina a terpenos e fenóis, e a eficácia *in situ* contra esporos resistentes não é consistentemente comprovada para desinfecção primária. Não são recomendados como desinfetantes ambientais primários em áreas onde animais têm acesso.
Para todos os desinfetantes, o contato e tempo de ação adequados são cruciais para a eficácia.
Em síntese, o manejo eficaz da dermatofitose em felinos e caninos exige uma abordagem multidisciplinar, que integra o diagnóstico preciso, o tratamento antifúngico convencional e estratégias complementares da medicina veterinária integrativa. A colaboração entre o veterinário e o tutor, aliada à rigorosa higiene ambiental, é fundamental para o sucesso terapêutico e a proteção da saúde pública.
Referências:
Petclube Sustentável: Orienta Criação com amor dos animais domésticos para companhia Facilitando a Preservação da Mata Atlântica com incremento no Lençol Freático e mitigação do Aquecimento Global.
Dicas para seu Pet Engordar
Dicas para Engordar
O modelo tradicional de dieta natural combina as diretrizes das duas principais modalidades de alimentação natural: a BARF e a Raw Meaty Bones. Nessas dietas não entram grãos cozidos. Se seu pet está comendo uma dieta composta por meaty bones, carnes desossadas, vegetais e suplementos e está mantendo o peso ideal sem dificuldades, evidentemente não é necessário aumentar os teores energéticos do cardápio.
E em determinadas situações o acréscimo de fontes extras de calorias é interessantíssimo. Cães convalescentes, atletas, filhotes em fase de crescimento, fêmeas prenhes, lactantes e em fase de recuperação após o desmame possuem requerimentos nutricionais bastante elevados e podem perder peso sem um reforço na dieta.
Observação importante: há pets que, mesmo sendo adultos não-prenhes pouco ativos ou sedentários, perdem peso e dificilmente atingem e mantêm o peso ideal. Esses animais precisam ser cuidadosamente examinados por um bom médico-veterinário, a fim de que afecções que levam ao emagrecimento (ex: verminoses, hipertireoidismo, pancreatite, diabetes, tumores) sejam descartadas ou diagnosticadas e tratadas. Para esses casos, não adiantará aumentar as porções de comida ou oferecer alimentos mais calóricos.
Aumento das porções
Indicado para: filhotes de raças miniaturas e pequenas, e pets saudáveis moderadamente ativos com dificuldade de ganhar peso.
Se você tentou aumentar a porcentagem e não observou aumento de peso dentro de duas semanas, coloque em prática algumas das dicas abaixo até acertar:
* Aumente em 50% a quantidade ou animal (óleo de peixe) da dieta;
* Se estiver oferecendo iogurte desnatado, passe a oferecer iogurte natural;
* Ofereça regularmente carnes mais gordurosas, como carne bovina, suína e peito de frango contendo pele;
* Cozinhe os legumes sem sal ou tempero, em vez de servi-los crus e liquidificados;
* No lugar de legumes pouco calóricos (folhas verdes, pimentões, abobrinha, etc), ofereça tubérculos cozidos, como batatas com casca, mandioquinha, inhame e batata doce;
* Mude as proporções da dieta para: 60% meaty bones (com pele), 10% carne desossada/miúdos, 10% vegetais e 20% carboidratos, como macarrão integral cozido, pão de forma integral, arroz de sushi, lentilha cozida, arroz integral ou branco cozido, quinua cozida, etc.
* No intervalo entre as refeições ofereça pedaços de frutas (ou frutas inteiras no caso de cães maiores), como maçã, pêra, mamão, banana (com casca, se ele aceitar), figo e caqui. Só não se esqueça de retirar as sementes;
* Institua uma refeição extra de mingau de aveia, cevada ou musli com uma colher de mel de abelhas ou melaço - não ofereça mel, açucar ou melaço caso o animal sofra de diabetes. Essa é uma dica nutritiva e interessante para filhotes e fêmeas prenhes (final de gestação) e lactantes, além de pets que por qualquer motivo, se recusam a se alimentar. A aveia é muito palatável e fornece minerais, energia, proteínas e fibras. Nossa filhote de Golden adora! Cozinho três colheres de sopa de aveia em flocos com 200 mL (metade leite desnatado, metade água filtrada), acrescento uma colher de sopa de mel, melaço ou açúcar orgânico ou mascavo, deixo esfriar e ofereço. Para não amolecer demais as fezes, sirvo o mingau junto com um pé de frango cru (ossos deixam as fezes mais firmes). Estávamos oferecendo o mingau diariamente, além das demais refeições dela. Agora que ela parece ter ganhado peso, serviremos a guloseima dia sim, dia não por um tempo, depois espaçaremos mais até retirarmos de vez.
Não institua de uma vez todas as dicas sugeridas acima - em grande parte dos casos, bastam poucas modificações na dieta para engordar o pet. A obesidade em cães e gatos é muito mais problemática do que o subpeso, uma vez que predispõe os animais a diabetes, infertilidade, apatia, risco anestésico aumentado, pancreatite, males ósseos e articulares (como a displasia coxo femural). Hoje em dia grande parte dos pets apresenta algum grau de sobrepeso por comerem uma dieta hipercalórica. E o que é mais preocupante: os proprietários e até mesmo muitos médicos-veterinários parecem não se importar com isso.
Quando passeio com meus cães e as pessoas nos param para acariciá-los, freqüentemente escuto que “estão muito magros”, “que preciso dar mais comida”, etc. Mas não é verdade. Meus cães estão no peso ideal. Como saber se seu pet está no peso ideal
Muita gente acha que o grau de fome é um bom termômetro para avaliar subpeso, peso ideal e sobrepeso nos pets. Não poderiam estar mais equivocadas. Cães são glutões por natureza, dificilmente estão saciados e se pudessem comeriam literalmente até explodir (ou vomitar). É por isso que precisamos controlar as porções. Na natureza, os canídeos comumente traçam o que encontram pela frente, e isso inclui carcaças em estado avançado de apodrecimento. É uma questão de sobrevivência, já que a comida no ambiente selvagem não é certa nem abundante. Aparentemente, nossos “lobos domésticos” não perderam esse traço evolutivo e dependem que nosso bom senso regule sua ingestão diária de alimentos.
Já os gatos, principalmente na presença de alimento comercial à vontade, comem “de pouquinho”, várias vezes ao dia. São verdadeiros degustadores. Tornam-se obesos devido à freqüência com que fazem essas boquinhas. Uma alimentação natural, entretanto, costuma enxugar as gordurinhas dos gatos e é fácil mantê-los no peso ideal. Caso emagreçam - e desde que estejam saudáveis - você pode experimentar as mesmas dicas sugeridas para cães. Quando queremos engordar nosso gato Persa, aumentamos as porções e acrescentamos mais gordura às suas dietas, na forma de carnes suínas e meaty bones de frango com pele, além de 10% de lentilha cozida ou mandioquinha cozida esmagada no jantar dele. Ele adora!
Quais seriam, então, indicativos seguros de que um pet precisa engordar?
A cobertura de gordura. É claro que fatores como raça a idade interferem nessa avaliação. Um cão da raça Whippet (um galgo), por exemplo, é naturalmente esbelto e atlético, apresentando uma discretíssima camada de gordura. Já os Buldogues e Pugs, com sua estrutura robusta típica, podem apresentar-se um pouco mais gordinhos. Para uma análise mais precisa, consulte o médico-veterinário, o criador de quem você comprou o animal ou livros sobre aquela raça. Mas nem precisa ir tão longe. Com bom senso é possível determinar o status corpóreo no olhômetro e no “apalpômetro”.
Veja seu animal de cima. Você deve estar em pé e o pet com as quatro patas no chão, em posição de “stay” ou estação. Olhe para as costas do animal. Consegue detectar uma “cinturinha”, ainda que discreta, separando o tronco (tórax) da região traseira? Quanto mais pronunciada essa cintura, mais magro está o cão. Se nenhuma cintura foi detectada, é provável que seu animal esteja acima do peso. Em gatos isso é facilmente observado. Gatos esbeltos ou no peso ideal, quando vistos de cima, têm o aspecto de uma “lingüiça”. Já quando gordos ou obesos dão a impressão de estarem estufados, lembrando um balão.
Observe o animal caminhando. Ele o faz com desenvoltura? Ou rebola (só vale para raças que não deveriam rebolar), revelando a dificuldade que ele tem de se movimentar? Em animais de pêlo curto, as costelas devem ficar sutilmente aparentes enquanto o animal se desloca. Sutilmente. Se der para contar uma a uma é sinal de magreza excessiva. Não consegue nem atestar a presença da caixa torácica? Seu animal pode estar acima do peso. Para ter certeza, palpe levemente a região das costelas. Consegue senti-las com uma leve pressão? Ótimo. Consegue contá-las, uma a uma, devido ao profundo sulco entre elas? Pode ser que seu animal precise de mais calorias. Mesmo apertando, você não conseguiu senti-las? É hora de começar um regime.
O temperamento também fornece informações. Pets obesos são em geral prostrados, se cansam com facilidade e há tempos abandonaram atividades prazerosas, como caminhadas e corridas atrás da bolinha favorita.
Dr. Cláudio Amichetti Junior: Veterinário Integrativo em São Paulo Brasil
O Dr. Cláudio Amichetti Junior (CRMV-SP 75404 VT), médico veterinário integrativo com larga expertise em felinos os quais cria ha mais de 40 anos, é engenheiro agrônomo formado em 1985 pela UNESP EE Jaboticabal com o maior número de créditos possíveis na sua turma. Ele oferece atendimento especializado para pets em diversas localidades.
PetClube, é um espaço holístico replantado em Mata Atlântica, localizado no Km 334 da Rodovia Régis Bittencourt, em Juquitiba/SP. É facilmente acessível para tutores de felinos, caes e gatos de São Paulo, Morumbi, Vila Olímpia, Moema, Pinheiros, Jardins, Alphaville, São Bernardo do Campo, Itapecirica da Serra e adjacências.
Além de Juquitiba, o Dr. Amichetti atende presencialmente as regiões de Embu-Guaçu, Itapecirica da Serra, São Lourenço da Serra, Miracatu, São Bernardo do Campo, Santo André e São Caetano do Sul. Sua expertise abrange também bairros nobres de São Paulo como Vila Nova Conceição, Cidade Jardim, Jardim Paulistano, Ibirapuera, Lapa, Aclimação, Higienópolis, Itaim Bibi, Tatuapé e Mooca.
Dr. Cláudio é pioneiro em um sistema sustentável com alimentação 100% natural (raw feeding) e ingredientes orgânicos cultivados em seu espaço holístico em Juquitiba / São Lourenço da Serra, garantindo dietas frescas e livre de agrotóxicos para seus pacientes. Ele é especialista em modulação intestinal, sistema endocanabinoide (Cannabis Medicinal)e nutrição natural, prevenindo obesidade, alergias e distúrbios metabólicos. Para quem não está na região, oferece telemedicina para todo o Brasil através da plataforma Booklim.com, garantindo que pets em qualquer lugar tenham acesso à sua abordagem integrativa.
Para agendamentos ou mais informações, visite www.petclube.com.br ou entre em contato pelo WhatsApp (11) 99386-8744. Seu pet merece saúde natural, equilíbrio e longevidade sustentável.
Onde a Criação de Pets se Encontra com a Preservação da Mata Atlântica: A Visão Holística de Dr. Claudio Amichetti e Família.A Jornada de Três Décadas: Mais que Pets, Um Propósito de Vida
Há mais de trinta anos, o PetClube transcendeu o conceito tradicional de criação. Nossa jornada, enraizada na Mata Atlântica, é uma história de amor, compromisso e profundo respeito pelo planeta e por todos os seres vivos. Não criamos apenas cães e gatos excepcionais; nós cultivamos a vida, a saúde integral e o vínculo inquebrável entre a família humana e seus companheiros de quatro patas.
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