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  • CALDO DE OSSOS, COLÁGENO E SAÚDE INTESTINAL: UMA REVISÃO DA LITERATURA COM FOCO EM MEDICINA VETERINÁRIA

    CALDO DE OSSOS, COLÁGENO E SAÚDE INTESTINAL: UMA REVISÃO DA LITERATURA COM FOCO EM MEDICINA VETERINÁRIA

    Estudo sobre a aplicação de aminoácidos derivados do colágeno na integridade da barreira intestinal

    17 de julho de 2026


     

    CALDO DE OSSOS, COLÁGENO E SAÚDE INTESTINAL: UMA REVISÃO DA LITERATURA COM FOCO EM MEDICINA VETERINÁRIA

    Autor: Dr. Cláudio Amichetti Júnior Especialista em Nutrição Felina e Canina, Medicina Canabinóide e Alimentação Natural Petclube – Ciência, Genética e Bem-Estar Animal

     

    RESUMO O caldo de ossos é um alimento ancestral que tem despertado renovado interesse científico devido à sua densidade nutricional, especialmente como fonte de colágeno e aminoácidos bioativos. Este estudo revisa a literatura atual sobre o papel do caldo de ossos e seus derivados na manutenção da integridade da barreira intestinal, com foco em aplicações na medicina veterinária. A barreira intestinal desempenha um papel crucial na saúde de cães e gatos, e sua disfunção está associada a enteropatias crônicas, disbiose e síndrome do intestino permeável. O colágeno, proteína predominante no caldo de ossos, fornece aminoácidos essenciais como glicina, prolina e hidroxiprolina, fundamentais para a síntese de colágeno endógeno e reparação tecidual. Evidências em modelos animais indicam que a ingestão de caldo de ossos e peptídeos de colágeno pode modular a microbiota intestinal, reduzir a inflamação e fortalecer as junções apertadas (tight junctions). Na nutrologia veterinária, o caldo de ossos surge como uma estratégia coadjuvante promissora para o manejo de distúrbios gastrointestinais e suporte nutricional. Conclui-se que, embora os mecanismos moleculares estejam sendo elucidados em modelos murinos, há um potencial terapêutico significativo para a espécie canina e felina, demandando novos ensaios clínicos específicos.

     

    Palavras-chave: Caldo de ossos; Colágeno; Barreira intestinal; Aminoácidos; Medicina veterinária; Nutrologia veterinária.

     

    ABSTRACT Bone broth is an ancestral food that has gained renewed scientific interest due to its nutritional density, particularly as a source of collagen and bioactive amino acids. This study reviews current literature on the role of bone broth and its derivatives in maintaining intestinal barrier integrity, focusing on veterinary medicine applications. The intestinal barrier plays a critical role in the health of dogs and cats, and its dysfunction is linked to chronic enteropathies, dysbiosis, and leaky gut syndrome. Collagen, the predominant protein in bone broth, provides essential amino acids such as glycine, proline, and hydroxyproline, which are fundamental for endogenous collagen synthesis and tissue repair. Evidence from animal models indicates that bone broth and collagen peptides can modulate gut microbiota, reduce inflammation, and strengthen tight junctions. In veterinary nutrition, bone broth emerges as a promising adjunctive strategy for managing gastrointestinal disorders and providing nutritional support. It is concluded that while molecular mechanisms are being elucidated in murine models, there is significant therapeutic potential for canine and feline species, requiring further specific clinical trials.

     

    Keywords: Bone broth; Collagen; Intestinal barrier; Amino acids; Veterinary medicine; Veterinary nutrition.

     

    1. INTRODUÇÃO

    O caldo de ossos é um alimento de uso ancestral, presente na dieta humana há milênios como uma forma eficiente de aproveitar integralmente as carcaças de animais caçados ou criados. Historicamente utilizado em diversas culturas por suas propriedades restauradoras, este alimento tem passado por um processo de validação científica contemporânea. Estudos recentes têm demonstrado que o cozimento prolongado de tecidos conjuntivos e ossos resulta em um extrato rico em colágeno, gelatina e aminoácidos específicos, que desempenham funções biológicas que transcendem a nutrição básica, atuando como agentes terapêuticos na modulação da saúde sistêmica.

     

    A relevância atual do caldo de ossos reside na sua conexão direta com o eixo pele-intestino e a preservação da barreira intestinal. A integridade do epitélio gastrointestinal é fundamental para a homeostase, impedindo a translocação de patógenos e toxinas para a circulação sistêmica. Na medicina veterinária, o reconhecimento de condições como enteropatias crônicas, disbiose e a síndrome do intestino permeável (leaky gut) em cães e gatos tem impulsionado a busca por intervenções nutricionais que auxiliem na reparação da mucosa e na modulação da resposta inflamatória local.

     

    O presente estudo justifica-se pela necessidade de consolidar as evidências científicas sobre o uso do caldo de ossos e seus componentes na saúde intestinal, transpondo achados de modelos experimentais para a prática clínica veterinária. O objetivo desta revisão é analisar a literatura sobre a composição nutricional do caldo de ossos, os mecanismos de ação do colágeno na barreira intestinal e as evidências emergentes que sustentam seu uso na nutrologia de pequenos animais como suporte terapêutico.

     

    2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

    2.1 Colágeno: Estrutura, Síntese e Funções

    O colágeno é a proteína mais abundante no organismo dos mamíferos, representando cerca de 30% do conteúdo proteico total. Sua estrutura é caracterizada por uma tripla hélice única, composta por três cadeias polipeptídicas ricas em aminoácidos específicos. A composição elementar do colágeno apresenta uma predominância marcante de glicina (33%), prolina (12%) e hidroxiprolina (11%), organizados frequentemente na sequência repetitiva Gly-X-Y (SHOULDERS; RAINES, 2009). Esta configuração confere resistência mecânica e estabilidade aos tecidos conjuntivos, sendo essencial para a matriz extracelular, pele, ossos, tendões e, notadamente, para a estrutura de suporte do trato gastrointestinal (RICARD-BLUM, 2011).

     

    A síntese endógena de colágeno é um processo complexo que exige a disponibilidade biológica de seus aminoácidos precursores, além de cofatores essenciais como a vitamina C, cobre e zinco. A hidroxilação da prolina e da lisina, etapa crítica para a estabilidade da tripla hélice, depende diretamente desses micronutrientes. No contexto de doenças crônicas ou estados de convalescença, a demanda metabólica por esses blocos construtores pode exceder a capacidade de síntese do organismo, tornando a suplementação dietética através de fontes biodisponíveis, como o caldo de ossos, uma estratégia fisiologicamente relevante.

     

    2.2 Barreira Intestinal e Saúde Gastrointestinal

    A barreira intestinal é uma estrutura multicamada complexa composta pela microbiota comensal, uma camada de muco protetora, enterócitos e as junções apertadas (tight junctions). Estas últimas são complexos proteicos que incluem claudinas, ocludinas e proteínas de zona de oclusão (ZO-1), responsáveis por selar o espaço paracelular e regular seletivamente a passagem de substâncias (CHELAKKOT et al., 2018). A perda da integridade dessas junções resulta em um aumento da permeabilidade intestinal, permitindo que antígenos luminais desencadeiem respostas imunes exacerbadas e inflamação crônica (CAMILLERI et al., 2012).

     

    Na medicina veterinária, a disfunção da barreira intestinal é um componente central na patogênese de enteropatias crônicas em cães, doença inflamatória intestinal (DII) e alergias alimentares (JERGENS; SIMPSON, 2012). A inflamação persistente altera a expressão das proteínas das junções apertadas, criando um ciclo vicioso de má absorção e sensibilidade antigênica (ANTONI et al., 2014). Portanto, estratégias que visem a restauração da integridade epitelial e a modulação da microbiota são fundamentais para o manejo clínico desses pacientes.

     

    2.3 Caldo de Ossos: Composição Nutricional

    O caldo de ossos é obtido através do cozimento lento e prolongado de ossos, cartilagens e tecidos conjuntivos, geralmente em meio levemente acidificado para facilitar a desmineralização e a extração proteica. Este processo libera uma matriz complexa de nutrientes, incluindo colágeno hidrolisado, gelatina, aminoácidos (glicina, prolina, hidroxiprolina, arginina e glutamina), minerais essenciais e glicosaminoglicanos, como a condroitina e o ácido hialurônico. A revisão conduzida por ALCOCK et al. (2019) confirmou que o caldo de ossos é uma fonte robusta de nutrientes, fornecendo até 92% dos aminoácidos necessários para o suporte dos tecidos conjuntivos densos.

     

    Diferente de suplementos de colágeno isolados, o caldo de ossos oferece um perfil sinérgico de compostos bioativos. A presença de glutamina, por exemplo, é vital para o metabolismo dos enterócitos, enquanto a glicina atua como um precursor da glutationa, o principal antioxidante intracelular. Estudos de biodisponibilidade demonstram que a ingestão de proteínas de colágeno resulta em aumentos significativos nas concentrações plasmáticas de aminoácidos chaves, sustentando a tese de que o caldo de ossos é um veículo eficaz para a entrega desses nutrientes ao organismo (ALCOCK et al., 2019).

     

    3. EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS

    3.1 Estudos com Caldo de Ossos e Derivados em Modelos Animais

    3.1.1 Nanopartículas da Sopa de Osso Suíno na Colite

    Um estudo relevante publicado no periódico Frontiers in Nutrition (2022) investigou o efeito de nanopartículas isoladas de sopa de osso suíno (BSNPs) em camundongos com colite induzida por dextrano sulfato de sódio (DSS). Os pesquisadores observaram que essas nanopartículas possuem atividade antioxidante intrínseca e são capazes de restaurar a barreira intestinal em linhagens celulares Caco-2. Os resultados in vivo demonstraram que a administração das BSNPs melhorou significativamente a diversidade microbiana, aumentando a abundância de gêneros benéficos como Muribaculaceae e Alistipes, enquanto reduziu a presença de patógenos como Helicobacter. Este estudo sugere que os componentes do caldo de ossos atuam não apenas como nutrientes, mas como moduladores da microbiota e da inflamação intestinal.

     
    3.1.2 Gelatina vs Prolil-Hidroxiprolina e Glicina na Colite Experimental

    ZHU et al. (2018) compararam os efeitos da gelatina e de seus principais produtos de degradação, o dipeptídeo prolil-hidroxiprolina e o aminoácido glicina, em um modelo de colite experimental. A pesquisa revelou que tanto a gelatina quanto seus componentes isolados foram capazes de atenuar a inflamação e melhorar a integridade da barreira intestinal. Notavelmente, a prolil-hidroxiprolina apresentou efeitos comparáveis aos da gelatina íntegra, sugerindo que os dipeptídeos contendo prolina e hidroxiprolina são os mediadores ativos responsáveis pelos benefícios gastrointestinais observados após a ingestão de colágeno.

     
    3.1.3 Peptídeos de Colágeno da Pele de Pollock do Alasca na Barreira Intestinal

    Pesquisas publicadas na Marine Drugs (2019) identificaram peptídeos bioativos específicos derivados do colágeno marinho que exercem proteção direta sobre a barreira intestinal. O mecanismo identificado envolve a modulação positiva das proteínas das junções apertadas em células epiteliais. Estes achados reforçam a evidência de que peptídeos específicos de colágeno, presentes em caldos e hidrolisados, possuem a capacidade de melhorar a função de barreira epitelial através da sinalização celular e reforço estrutural das conexões intercelulares.

     

    3.2 Colágeno Hidrolisado e Peptídeos Bioativos

    A digestão e absorção do colágeno têm sido alvo de estudos avançados, como o publicado na Collagen and Leather(2026), que analisou as características de absorção de géis de colágeno. O estudo demonstrou que a degradação gástrica progressiva é essencial para a liberação de peptídeos de baixo peso molecular (<1000 Da), que apresentam maior biodisponibilidade intestinal. A ingestão de colágeno está diretamente correlacionada ao aumento dos níveis séricos de hidroxiprolina, confirmando que os componentes do caldo de ossos são efetivamente absorvidos e disponibilizados para os tecidos-alvo.

     

    3.3 Evidências Emergentes em Medicina Veterinária

    3.3.1 Saúde Intestinal em Cães e Gatos

    Estudos recentes têm explorado a fermentabilidade de substratos de origem animal no trato gastrointestinal de pequenos animais. BUTOWSKI et al. (2024) demonstraram, através de modelos de digestão in vitro com inóculo fecal canino e felino, que substratos derivados de tecidos animais são eficientemente utilizados pela microbiota. Além disso, pesquisas sobre suplementos prebióticos e pós-bióticos em cães saudáveis (2026) indicam que a modulação da barreira intestinal através de nutrientes específicos pode reduzir marcadores de inflamação sistêmica. SALAVATI et al. (2024) reforçam que o uso de bióticos e nutracêuticos é uma tendência crescente e baseada em evidências para o manejo de distúrbios gastrointestinais em animais de companhia.

     
    3.3.2 Aplicações Clínicas na Nutrologia Veterinária

    Na prática clínica, o caldo de ossos tem sido incorporado em dietas caseiras e protocolos de suporte nutricional para cães e gatos em convalescença. Sua alta palatabilidade auxilia na ingestão hídrica e calórica em animais inapetentes. Além do suporte intestinal, o caldo de ossos fornece aminoácidos condroprotetores, como glicina e prolina, que auxiliam na reparação articular em animais com displasia ou artrite. No entanto, a formulação deve considerar o teor de gordura e o equilíbrio mineral para evitar excessos, especialmente em pacientes com pancreatite ou restrições minerais específicas.

     

    4. DISCUSSÃO

    A correlação entre os achados em modelos murinos e a aplicação clínica em cães e gatos sugere que o caldo de ossos atua como um agente multifatorial na saúde intestinal. A glicina, em particular, desempenha um papel subestimado, sendo essencial para a síntese de glutationa, que protege os enterócitos contra o estresse oxidativo, e para a modulação de citocinas inflamatórias. A sinergia entre a prolina e a hidroxiprolina garante a integridade da matriz extracelular que sustenta as vilosidades intestinais, enquanto a glutamina fornece o combustível metabólico necessário para a rápida renovação celular do epitélio.

     

    Embora as evidências sejam promissoras, é necessário cautela ao extrapolar dados de estudos in vitro ou de roedores para a clínica veterinária. A maioria das evidências atuais em cães e gatos provém de estudos sobre componentes isolados (como a glutamina ou colágeno hidrolisado) ou de observações clínicas em nutrologia. Há uma necessidade premente de ensaios clínicos randomizados que utilizem o caldo de ossos como intervenção primária para quantificar seu impacto na permeabilidade intestinal e na composição da microbiota em populações veterinárias específicas.

     

    5. CONCLUSÃO

    O caldo de ossos representa uma fonte natural, segura e altamente biodisponível de aminoácidos e peptídeos essenciais para a manutenção da integridade intestinal. As evidências científicas revisadas demonstram que seus componentes atuam na restauração das junções apertadas, na modulação da microbiota e na redução da inflamação da mucosa. Na medicina veterinária, o caldo de ossos emerge como uma ferramenta valiosa na nutrologia clínica, oferecendo suporte terapêutico para animais com enteropatias crônicas e outras condições associadas à disfunção da barreira intestinal. Futuras pesquisas devem focar na padronização de protocolos de uso e na avaliação clínica direta dos benefícios em cães e gatos.

     

     

    REFERÊNCIAS

    ALCOCK, R. D. et al. Bone Broth as a Rich Source of Nutrients: A Review of the Evidence and a Call for Further Research. ACSM's Health & Fitness Journal, v. 23, n. 1, p. 20-25, 2019.

     

    ALCOCK, R. D. et al. Plasma Amino Acid Concentrations After the Ingestion of Dairy and Collagen Proteins, in Healthy Active Males. Frontiers in Nutrition, v. 6, art. 163, 2019.

     

    ANTONI, L. et al. Intestinal barrier in inflammatory bowel disease. World Journal of Gastroenterology, v. 20, n. 5, p. 1165-1179, 2014.

     

    BUTOWSKI, C. F. et al. In vitro digestion and fermentation of animal-derived fermentable substrates using canine and feline faecal inoculum. Journal of Applied Animal Nutrition, 2024.

     

    CAMILLERI, M. et al. Intestinal barrier function in health and gastrointestinal disease. Neurogastroenterology & Motility, v. 24, n. 6, p. 503-512, 2012.

     

    CHELAKKOT, C.; GHIM, J.; RYU, S. H. Mechanisms regulating intestinal barrier integrity and its pathological implications. Experimental & Molecular Medicine, v. 50, art. 103, 2018.

     

    EFFECT of transglutaminase cross-linking on the in vivo digestion and absorption characteristics of collagen gel. Collagen and Leather, 2026.

     

    EFFECTS of a Novel Prebiotic and Postbiotic Dietary Supplement on Gut Microbiota, Intestinal Barrier Markers, and Inflammation in Healthy Dogs. Veterinary Sciences, v. 13, n. 5, art. 417, 2026.

     

    GUT Health Optimization in Canines and Felines: Exploring the Role of Probiotics and Nutraceuticals. Pets, v. 1, n. 2, art. 11, 2024.

     

    IDENTIFICATION and Structure–Activity Relationship of Intestinal Epithelial Barrier Function Protective Collagen Peptides from Alaska Pollock Skin. Marine Drugs, v. 17, n. 8, art. 450, 2019.

     

    JERGENS, A. E.; SIMPSON, K. W. Inflammatory bowel disease in dogs and cats. Veterinary Clinics of North America: Small Animal Practice, v. 42, n. 3, 2012.

     

    MARTINEZ-AUGUSTIN, O. et al. Food derived bioactive peptides and intestinal barrier function. International Journal of Molecular Sciences, v. 15, n. 12, p. 22857-22873, 2014.

     

    NANOPARTICLES Isolated From Porcine Bone Soup Ameliorated Dextran Sulfate Sodium-Induced Colitis and Regulated Gut Microbiota in Mice. Frontiers in Nutrition, v. 9, art. 9001899, 2022.

     

    RICARD-BLUM, S. The collagen family. Cold Spring Harbor Perspectives in Biology, v. 3, n. 1, a004978, 2011.

     

    SALAVATI, S. et al. Evidence-based use of biotics in the management of gastrointestinal disorders in dogs and cats. Edinburgh Research Explorer, 2024.

     

    SHOULDERS, M. D.; RAINES, R. T. Collagen structure and stability. Annual Review of Biochemistry, v. 78, p. 929-958, 2009.

     

    SILVA, T. H. et al. Marine origin collagens and its potential applications. Marine Drugs, v. 12, n. 12, p. 5881-5901, 2014.

     

    ZHU, C. et al. Gelatin versus its two major degradation products, prolyl-hydroxyproline and glycine, as supportive therapy in experimental colitis in mice. Food Science & Nutrition, v. 6, n. 4, p. 1023-1031, 2018.

     
     
     
     
     
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