Revista Científica Medico Veterinária Instituto Petclube Cães Gatos - adequação nutricional

adequação nutricional

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  • ERROS COMUNS NA ALIMENTAÇÃO NATURAL DE CÃES E GATOS: UMA ANÁLISE CRÍTICA À LUZ DA NUTRIÇÃO CLÍNICA VETERINÁRIA

    ERROS COMUNS NA ALIMENTAÇÃO NATURAL DE CÃES E GATOS: UMA ANÁLISE CRÍTICA À LUZ DA NUTRIÇÃO CLÍNICA VETERINÁRIA

    AUTOR

    Claudio Amichetti Junior — CRMV 75404 Pós em Nutrição Animal · Pós em Farmacologia · Pós em Cannabis Medicinal

    SETEMBRO 2026

    Resumo

    A alimentação natural (AN) de cães e gatos vem se consolidando como alternativa nutricional amplamente difundida entre tutores e, simultaneamente, como objeto de crescente produção científica. Um número expressivo de responsáveis tem migrado da ração comercial para dietas caseiras, motivado pela percepção de que rações com excesso de carboidratos e óleos de cereais (milho e soja) estariam associadas a processos inflamatórios crônicos — contudo, essa migração frequentemente ocorre sem planejamento técnico, sem transição gradual e sem a suplementação de nutrientes essenciais para cada espécie. O presente artigo analisa os três erros mais comuns na condução da AN: (1) o oferecimento exclusivo de carne, com desequilíbrio de cálcio, fósforo, zinco, aminoácidos e vitaminas; (2) a transição dietética abrupta, associada a distúrbios gastrointestinais e disbiose; e (3) a utilização de uma única receita para indivíduos de espécies, fases de vida, portes e condições clínicas distintos. Evidências recentes demonstram que dietas caseiras não formuladas frequentemente não atendem às recomendações nutricionais, que transições graduais reduzem a incidência de diarreia e modulam favoravelmente a microbiota, e que a individualização é determinante para a prevenção de doenças do desenvolvimento, obesidade e complicações metabólicas. Conclui-se que a formulação e o acompanhamento por médico-veterinário são requisitos éticos e técnicos indispensáveis, cabendo ao profissional o encargo fundamental da mudança gradativa e funcional.

     

    Palavras-chave: alimentação natural; nutrição veterinária; dieta caseira; cães; gatos; adequação nutricional; vólvulo gástrico; lipidose hepática.

     

     

    1. Introdução

    A alimentação natural, definida como a oferta de dietas formuladas a partir de alimentos frescos e minimamente processados, deixou de ser fenômeno marginal para se tornar tendência mundial na nutrição de animais de companhia (PEDRINELLI et al., 2021). Paralelamente ao interesse dos tutores, cresce a responsabilidade técnica do médico-veterinário em traduzir esse interesse em conduta nutricional segura e baseada em evidências.

     

    O princípio fundamental que orienta este artigo é o de que a nutrição é ciência de proporções: nenhum alimento isolado é capaz de suprir, na quantidade e na proporção adequadas, todos os nutrientes essenciais de que o organismo necessita. A literatura documenta, de forma consistente, que dietas caseiras elaboradas sem critério técnico apresentam deficiências relevantes de macro e micronutrientes, incluindo cálcio, fósforo, zinco, ferro e taurina (PEDRINELLI et al., 2021; WILSON et al., 2019).

     

    Um fenômeno clínico recente merece destaque. A insatisfação de muitos tutores com a ração comercial — motivada pela percepção de que dietas extrusadas com alto teor de carboidratos e óleos de cereais (milho e soja) poderiam contribuir para inflamação crônica, obesidade e doenças metabólicas — tem impulsionado a migração para a alimentação natural. Estudos comparativos demonstram diferenças metabólicas entre cães alimentados com dietas ricas em amido e dietas ricas em gordura, com impacto sobre marcadores metabólicos (FRONTIERS IN VETERINARY SCIENCE, 2022), e a razão de ácidos graxos poli-insaturados ômega-6:ômega-3 nas dietas caninas é objeto de debate científico quanto ao seu papel na modulação inflamatória (BEYNEN, 2020). Contudo, essa migração raramente é acompanhada de planejamento técnico: muitos responsáveis abandonam a ração sem saber realizar a transição de forma gradual e sem acrescentar os nutrientes necessários para a espécie específica. É exatamente nesse ponto que se insere o papel fundamental do médico-veterinário: conduzir a mudança de forma gradativa e funcional.

     

    2. Desenvolvimento

    2.1 Erro 1: oferecimento exclusivo de carne

    O primeiro equívoco consiste em reduzir a alimentação natural à oferta de carne, partindo da premissa — biologicamente incompleta — de que "carnívoro come carne". Embora o tecido muscular seja fonte nobre de proteína de alto valor biológico, a dieta exclusivamente cárnea é desproporcional em vários aspectos críticos.

     

    Carne pura é rica em fósforo e pobre em cálcio, gerando relação cálcio:fósforo (Ca:P) inversa à recomendada. Pedrinelli et al. (2021), ao analisar quimicamente 75 dietas caseiras caninas e 25 felinas obtidas de receitas da internet, verificaram que dietas não suplementadas apresentavam cálcio e relação Ca:P abaixo das recomendações, além de níveis deficitários de zinco em ambas as espécies e de ferro e sódio nas dietas felinas. Wilson et al. (2019) corroboram o achado ao demonstrar que a maioria das receitas caseiras para gatos avaliadas não atendia às exigências nutricionais mínimas.

     

    Na espécie felina, o erro assume gravidade adicional pelo caráter de carnívoro estrito. O gato depende de nutrientes pré-formados que não sintetiza em quantidades suficientes, como taurina, arginina, vitamina A e ácido araquidônico. A taurina é particularmente vulnerável em dietas não balanceadas, e sua deficiência associa-se a degeneração retiniana, cardiomiopatia dilatada e distúrbios reprodutivos. A exigência proteica do gato adulto — mesmo em manutenção — é substancialmente superior à canina (FEDIAF, 2025).

     

    Em filhotes, a desproporção Ca:P da carne pura é ainda mais deletéria: o esqueleto em crescimento exige relação cálcio:fósforo cuidadosamente controlada, e tanto a deficiência quanto o excesso de cálcio comprometem a osteogênese e a maturação da cartilagem de crescimento (FEDIAF, 2025). O erro, portanto, não reside na carne — alimento excelente e constituinte legítimo da dieta —, mas na concepção de que um único alimento constitui dieta completa. A adequação nutricional é propriedade emergente da combinação de ingredientes, nas proporções corretas, e não de qualquer alimento isolado.

     

    2.2 Erro 2: transição dietética abrupta da ração para a alimentação natural

    O segundo erro decorre da negligência da adaptação gastrointestinal. A microbiota intestinal, o epitélio e o sistema enzimático digestivo de cães e gatos adaptam-se gradualmente a alterações na composição da dieta; a transição súbita rompe essa homeostase.

     

    A evidência experimental é categórica. Liao et al. (2023), em estudo controlado com filhotes beagles, compararam transição abrupta e gradual por sete dias e verificaram que a transição gradual reduziu a incidência de diarreia e aumentou a abundância relativa de bactérias benéficas (Turicibacter e Faecalibacterium), enquanto a mudança abrupta alterou o metabolismo lipídico e elevou concentrações fecais de histamina e espermina. Maturana et al. (2025), ao submeter cães adultos à troca abrupta entre ração seca extrusada e dieta úmida, documentaram fezes mais amolecidas e menos formadas, redução de Lactobacillus e Turicibacter, aumento de Escherichia coli e Clostridium perfringens e elevação transiente do índice de disbiose e de biomarcadores inflamatórios (imunoglobulina A plasmática e proteína C reativa).

     

    Aprofundamento — lipidose hepática felina. No felino, a transição abrupta agrega risco sistêmico de maior magnitude: a recusa alimentar decorrente da aversão ao novo alimento pode precipitar jejum prolongado. A lipidose hepática (LH) é a forma mais comum de disfunção hepática em gatos e uma das poucas condições em que a espécie é particularmente susceptível (WEBB, 2018). Sua fisiopatologia é peculiar: diante da anorexia — classicamente por dias a semanas em gatos com obesidade prévia —, o organismo mobiliza intensamente a lipólise periférica, liberando ácidos graxos livres que são captados em excesso pelo fígado. A capacidade de exportação hepática de lipoproteínas de densidade muito baixa (VLDL) é limitada e satura-se, resultando em acúmulo maciço de triglicerídeos nos hepatócitos e em falência funcional progressiva. O quadro clássico é o de um gato com sobrepeso que interrompe a alimentação por dias, perde peso rapidamente e evolui com icterícia, letargia e anorexia persistente. Se reconhecida precocemente e tratada com intervenção nutricional agressiva (alimentação enteral assistida), o prognóstico é bom; se não tratada, é grave (WEBB, 2018). A transição dietética em felinos deve, portanto, ser ainda mais cautelosa e individualizada, monitorando-se rigorosamente o apetite, pois a simples recusa do novo alimento pode desencadear uma cascata metabólica potencialmente fatal.

     

    Aprofundamento — vólvulo gástrico em cães de grande porte. Em cães de grande porte, a transição alimentar e a forma de oferta da dieta adquirem relevância adicional pelo risco de dilatação-vólvulo gástrica (GDV), emergência cirúrgica de alta mortalidade. Estudos identificam cães de raças grandes e gigantes, com peso superior a 30 kg, como grupo de maior risco (DI VIRGILIO et al., 2020). A alimentação rápida e voraz, comum em cães de grande porte, associa-se a maior ingestão de ar (aerofagia) e distensão gástrica, fatores que predispõem à torção. Ação de comer rapidamente e a oferta de ração seca foram associadas a aumento do risco de GDV (PIPAN et al., 2012). Nesse contexto, a alimentação natural — frequentemente mais úmida e volumosa — pode ser benéfica, mas exige manejo criterioso: fracionamento das refeições, uso de comedouros que retardem a ingestão, evitar interação com outros animais durante a alimentação e impedir exercício vigoroso imediatamente antes e depois do consumo. A transição para a AN em cães de grande porte deve ser progressiva não apenas pela microbiota intestinal, mas também pelo risco mecânico de distensão e torção gástrica.

     

    2.3 Erro 3: a receita única para todos os indivíduos

    O terceiro erro é, na prática clínica, o mais frequente e o de consequências mais amplas: a replicação de uma mesma fórmula dietética para indivíduos distintos. Esse equívoco ignora que as exigências nutricionais variam conforme a espécie, a fase de vida, o porte, a raça e o estado de saúde.

     

    Espécie. Cão e gato diferem profundamente em exigências nutricionais. Enquanto o cão é carnívoro facultativo, metabolicamente apto a aproveitar amido e ingredientes vegetais, o gato é carnívoro estrito, com necessidade proteica marcadamente superior e dependência de nutrientes pré-formados (taurina, arginina, vitamina A, ácido araquidônico). A FEDIAF (2025) estabelece exigências mínimas distintas para as duas espécies, inclusive quanto à relação Ca:P e ao teor proteico. Receitas caninas, portanto, jamais devem ser extrapoladas para felinos.

     

    Fase de vida: filhote versus adulto. O filhote apresenta exigências elevadas de energia e proteína por unidade de peso metabólico, necessidade de 3 a 4 refeições diárias e requisitos críticos de cálcio, fósforo e DHA para desenvolvimento ósseo, neuromuscular e cognitivo. No adulto, o objetivo desloca-se para a manutenção e prevenção da obesidade, com controle da densidade energética e adequação do fracionamento.

     

    Porte e raça. Em filhotes de raças grandes e gigantes, a supernutrição energética e o excesso de cálcio são fatores de risco reconhecidos para doenças ortopédicas do desenvolvimento, incluindo displasia coxofemoral, osteocondrose e panosteíte; recomenda-se crescimento lento e constante, com controle rigoroso da ingestão de energia e da relação Ca:P (FEDIAF, 2025). Em contrapartida, animais de pequeno e toy porte apresentam metabolismo acelerado, reduzida capacidade gástrica e maior risco de hipoglicemia quando submetidos a longos intervalos entre refeições, além de predisposição a urolitíase (FEDIAF, 2025). Raças específicas adicionam camadas de complexidade: a predisposição do Dálmata à urolitíase por urato, a propensão do Schnauzer Miniatura a dislipidemias e a susceptibilidade de felinos como o Maine Coon a cardiomiopatias sensíveis ao status de taurina são exemplos de que a nutrição de precisão é, mais que ideal, dever técnico.

     

    Condições clínicas. Pacientes com doença renal crônica, afecções gastrointestinais, disbiose, diabetes mellitus, pancreatite ou neoplasias exigem estratégias nutricionais dirigidas, com restrições e modulações específicas. A mesma receita que beneficia um indivíduo pode agravar a condição de outro.

     

    3. Discussão

    A migração de tutores da ração comercial para a alimentação natural configura um movimento relevante na nutrição de animais de companhia, mas carrega consigo um paradoxo clínico: o abandono da ração frequentemente ocorre por motivos legítimos de saúde percebida — como a preocupação com o excesso de carboidratos e óleos de cereais (milho e soja) e sua possível associação com inflamação crônica —, porém sem que o tutor disponha do conhecimento técnico necessário para executar a mudança de forma segura.

     

    A preocupação com a inflação crônica não é destituída de fundamento científico. Estudos comparativos demonstram que dietas ricas em amido e dietas ricas em gordura produzem perfis metabólicos distintos em cães saudáveis, com implicações para a homeostase energética e o risco de obesidade (FRONTIERS IN VETERINARY SCIENCE, 2022). A razão de ácidos graxos ôn-6:ôn-3 é um ponto de atenção: dietas formuladas preponderantemente com óleos de cereais tendem a apresentar razões elevadas de ômega-6, e o equilíbrio entre esses ácidos graxos é reconhecido como modulador de processos inflamatórios (BEYNEN, 2020; RICHARDS et al., 2023). Contudo, é preciso rigor científico: a relação causal direta entre ração comercial e inflamação crônica permanece tema de debate, e generalizações podem conduzir a condutas igualmente equivocadas. A crítica à ração não deve se transformar em demonização, assim como a defesa da alimentação natural não deve prescindir de evidência.

     

    O ponto central desta discussão é que a mudança de estratégia nutricional — seja da ração para a AN, seja entre diferentes formulações caseiras — é um processo biológico que exige gradualismo e individualização. A literatura demonstra que transições abruptas determinam alterações gastrointestinais, disbiose e desconforto (LIAO et al., 2023; MATURANA et al., 2025), e que dietas caseiras não formuladas apresentam deficiências nutricionais documentadas (PEDRINELLI et al., 2021; WILSON et al., 2019). A soma dessas evidências indica que o tutor, isoladamente, raramente dispõe das ferramentas para conduzir a transição de forma funcional — acrescentando os nutrientes necessários, na proporção adequada, para a espécie específica.

     

    Impõe-se, portanto, o encargo fundamental do médico-veterinário na condução da mudança gradativa e funcional. Cabe ao profissional: (1) avaliar o estado de saúde e as necessidades individuais do paciente; (2) definir a estratégia de transição progressiva, monitorando a resposta gastrointestinal; (3) formular a dieta com a suplementação adequada de nutrientes críticos (cálcio, fósforo, taurina em felinos, ácidos graxos, vitaminas e minerais); (4) considerar as particularidades de espécie, fase de vida, porte, raça e condição clínica; e (5) educar o tutor, promovendo adesão e segurança. A decisão nutricional baseada em evidências e o acompanhamento profissional sistemático são os pilares que transformam a alimentação natural de risco potencial em estratégia terapêutica e preventiva legítima.

     

    4. Considerações finais

    A alimentação natural não se resume a substituir ração por carne: constitui intervenção nutricional de natureza biológica e individualizada, cuja segurança depende de formulação adequada, da consideração das particularidades de espécie, fase de vida, porte, raça e estado clínico, e de acompanhamento profissional sistemático.

     

    As evidências aqui revisadas convergem em três direções: (1) dietas caseiras não suplementadas e não formuladas apresentam deficiências nutricionais documentadas; (2) transições dietéticas abruptas determinam alterações gastrointestinais, disbiose e desconforto, podendo desencadear complicações graves como lipidose hepática em gatos e risco mecânico de vólvulo gástrico em cães de grande porte; (3) a padronização de receitas ignora a variabilidade individual e clínica, expondo o paciente a riscos evitáveis. Ressalta-se que a defesa da alimentação natural não implica demonização da ração comercial — ambas constituem estratégias nutricionais legítimas, e a escolha deve pautar-se pelas necessidades específicas do indivíduo, pelo estado de saúde e pela capacidade de execução responsável.

     

    A migração motivada por preocupações legítimas com a saúde, quando conduzida sem planejamento técnico, pode substituir um problema por outro. A transição gradativa e funcional, com a adição dos nutrientes necessários para cada espécie, é o domínio próprio do médico-veterinário com conhecimento em nutrição, a quem cabe a decisão de plena responsabilidade ética e técnica.

     

     

    Referências

    BEYNEN, A. C. Omega 6-3 ratio in dog food. Creature Companion, 2020.

     

    DI VIRGILIO, F. et al. Observations and analysis of risk factors for GDV in a single institution: a case-control study. Journal of Veterinary Healthcare, v. 9, 2020. DOI: 10.14302/issn.2575-1212.jvhc-20-3225.

     

    FEDIAF. Nutritional Guidelines for Complete and Complementary Pet Food for Cats and Dogs. Bruxelas: The European Pet Food Industry Federation, 2025. Disponível em: https://europeanpetfood.org/wp-content/uploads/2025/09/FEDIAF-Nutritional-Guidelines_2025.pdf. Acesso em: 16 set. 2026.

     

    FRONTIERS IN VETERINARY SCIENCE. Differences in metabolic profiles of healthy dogs fed a high-fat vs. a high-starch diet. Frontiers in Veterinary Science, v. 9, 801863, 2022. DOI: 10.3389/fvets.2022.801863.

     

    LIAO, P. et al. Abrupt dietary change and gradual dietary transition impact diarrheal symptoms, fecal fermentation characteristics, microbiota, and metabolic profile in healthy puppies. Animals, v. 13, n. 8, 1300, 2023. DOI: 10.3390/ani13081300.

     

    MATURANA, M. et al. Impact of an abrupt change from dry to canned diet on digestive function and gut microbiota in dogs. Journal of Animal Science, v. 103, skaf143, 2025. DOI: 10.1093/jas/skaf143.

     

    PEDRINELLI, V. et al. Influence of number of ingredients, use of supplement and vegetarian or vegan preparation on the composition of homemade diets for dogs and cats. BMC Veterinary Research, v. 17, 390, 2021. DOI: 10.1186/s12917-021-03068-5.

     

    PIPAN, M. et al. An Internet-based survey of risk factors for surgical gastric dilatation-volvulus in dogs. Journal of the American Veterinary Medical Association, v. 240, n. 12, p. 1456–1462, 2012. DOI: 10.2460/javma.240.12.1456.

     

    RICHARDS, T. et al. Effects of dietary camelina, flaxseed, and canola oil supplementation on inflammatory and oxidative markers, transepidermal water loss, and coat quality in healthy adult dogs. Frontiers in Veterinary Science, v. 10, 1085890, 2023. DOI: 10.3389/fvets.2023.1085890.

     

    WEBB, C. B. Hepatic lipidosis: clinical review drawn from collective effort. Journal of Feline Medicine and Surgery, v. 20, n. 3, p. 217–227, 2018. DOI: 10.1177/1098612X18758591.

     

    WILSON, S. A. et al. Evaluation of the nutritional adequacy of recipes for home-prepared maintenance diets for cats. Journal of the American Veterinary Medical Association, v. 254, n. 10, p. 1172–1179, 2019.

     

     

    Claudio Amichetti Junior — CRMV 75404 Pós em Nutrição Animal · Pós em Farmacologia · Pós em Cannabis Medicinal

     
     
     
     
     
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