Revista Científica Medico Veterinária Petclube Cães Gatos - convulsões caes

convulsões caes

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  • Canabinoides no Tratamento de Doenças em Cães e Felinos CBD; Medicina veterinária; Canabis e Cães; Canabis e Gatos; Terapia adjuvante.

    O Papel Adjuvante dos Canabinoides no Tratamento de Doenças em Cães e Felinos: Uma Revisão Sistemática

    Autores:

    Cláudio Amichetti Júnior¹,²

    ¹ Médico-veterinário Integrativo – CRMV-SP 75.404 VT; CREA 060149829-SP Engenheiro Agrônomo Sustentável, Especialista em Nutrição Felina e Alimentação Natural, Petclube. Com mais de 40 anos de experiência prática dedicados aos felinos, com foco em transição dietética e desenvolvimento de protocolos de bem-estar.
    ² [Afiliação Institucional  Petclube, São Paulo, Brasil]

    Resumo

    Os canabinoides, especialmente o canabidiol (CBD), têm emergido como terapêuticos adjuvantes na medicina veterinária, modulando o sistema endocanabinóide (SEC) para aliviar sintomas em diversas patologias. Esta revisão sintetiza evidências científicas sobre o uso de canabinoides em cães e felinos, focando em osteoartrite, epilepsia, ansiedade, dermatite atópica e suporte oncológico. Foram identificados estudos clínicos randomizados, pilotos e relatos de casos, demonstrando benefícios moderados em cães para osteoartrite e epilepsia, e preliminares em felinos para osteoartrite e dor. Tabelas separadas por espécie resumem doenças, níveis de evidência, achados principais e dosagens. Apesar da segurança geral, limitações incluem tamanhos amostrais pequenos e variabilidade de produtos. Mais ensaios controlados são necessários para validação clínica (Amichetti, 2025).

    Palavras-chave: Canabinoides; CBD; Medicina veterinária; Cães; Felinos; Terapia adjuvante.

    Introdução

    O sistema endocanabinóide (SEC) regula homeostase em mamíferos, incluindo cães e felinos, influenciando dor, inflamação, humor e neuroproteção. Fitocanabinoides como o CBD, derivados da Cannabis sativa, atuam indiretamente nos receptores CB1/CB2, sem efeitos psicoativos, tornando-os promissores como adjuvantes. Em veterinária, o interesse cresceu com legalizações e estudos iniciais, mas evidências permanecem emergentes. Esta revisão analisa patologias onde canabinoides auxiliam tratamentos convencionais, separando cães e felinos, com base em literatura de 2018-2025. Buscas em PubMed, Frontiers e Annual Reviews priorizaram ensaios clínicos e revisões (Amichetti, 2025).

    Mecanismos do Sistema Endocanabinoide (SEC)

    Explicação Completa, Atualizada e Aplicada a Cães e Gatos

    O Sistema Endocanabinoide (SEC) é o principal sistema regulador da homeostase em todos os mamíferos, incluindo cães e gatos. Descoberto na década de 1990, ele funciona como um “maestro silencioso” que ajusta continuamente inflamação, dor, humor, apetite, sono, imunidade, neuroproteção e metabolismo.

    1. Componentes Principais do SEC

    Componente Função Principal Localização Principal
    Endocanabinoides Ligantes naturais (mensageiros) Produzidos sob demanda (on-demand)
    – Anandamida (AEA) “Molécula da felicidade” – regula dor, humor, apetite Cérebro, nervos periféricos
    – 2-araquidonoilglicerol (2-AG) Principal mediador anti-inflamatório e neuroprotetor Cérebro, medula, sistema imune
    Receptores    
    – CB1 Principal receptor psicoativo e modulador neural Cérebro (alta densidade em cerebelo, hipocampo, córtex), nervos periféricos
    – CB2 Principal receptor imunológico e anti-inflamatório Células imunes, microglia, ossos, pele, intestino
    – Outros (não-clássicos) GPR55, TRPV1, PPARs Vasos, ossos, nociceptores, núcleo celular
    Enzimas de síntese Produzem endocanabinoides quando necessário Membrana celular
    – NAPE-PLD (para AEA)    
    – DAGL (para 2-AG)    
    Enzimas de degradação Inativam rapidamente os endocanabinoides (efeito curto e localizado) Pós-sináptico
    – FAAH Degrada anandamida → maior alvo do CBD  
    – MAGL Degrada 2-AG (~85% da degradação)  

    2. Como o SEC Funciona? (Mecanismo “On-Demand” e Retrógrado)

    Diferente de neurotransmissores clássicos (ex.: dopamina, serotonina), os endocanabinoides são produzidos sob demanda e atuam de forma retrógrada:

    1. Neurônio pós-sináptico é estimulado excessivamente (ex.: dor, inflamação, estresse).
    2. Libera 2-AG ou anandamida na fenda sináptica.
    3. Endocanabinoide atravessa a fenda para trás e se liga a CB1 no neurônio pré-sináptico.
    4. Inibe liberação de neurotransmissores excitatórios (glutamato) ou inibitórios (GABA) → “freio neural”.
    5. Efeito termina rapidamente pela ação de FAAH e MAGL.

    → Isso explica por que o SEC é chamado de “sistema de proteção contra excesso”.

    3. Principais Funções do SEC em Cães e Gatos

    Função Receptores/Enzimas Principais Efeito Clínico Observado em Pets
    Controle da dor CB1 (neural), CB2 (inflamatória) Redução de dor neuropática, osteoartrite, pós-cirúrgica
    Regulação inflamatória CB2 (macrófagos, microglia) ↓ Citocinas (TNF-α, IL-1β, IL-6) em DII, dermatite, pancreatite
    Controle de convulsões CB1 (hipocampo) + GABA ↓ Excitabilidade neural – adjuvante em epilepsia refratária
    Humor e ansiedade CB1 + receptor 5-HT1A Efeito ansiolítico (especialmente via aumento de anandamida)
    Apetite e náusea CB1 (hipotálamo, tronco) Estimula apetite (cães com câncer) e reduz vômitos
    Neuroproteção CB1/CB2 + TRPV1 + PPARγ Proteção em trauma, AVC, demência senil canina
    Saúde óssea CB2 (osteoblastos/osteoclastos) Estimula formação óssea – útil em displasia, fraturas
    Imunomodulação CB2 Equilibra resposta Th1/Th2 – dermatite atópica, doenças autoimunes
    Saúde intestinal CB1/CB2 + TRPV1 Regula motilidade e inflamação – DII, colite, megacólon idiopático

    4. Como o CBD Age no SEC (Mecanismo Detalhado)

    O CBD não se liga diretamente a CB1 ou CB2 (diferente do THC). Seus alvos principais:

    Alvo Efeito do CBD Resultado Clínico em Pets
    Inibição da FAAH ↑ Níveis de anandamida (até 300-400%) Efeito ansiolítico, analgésico, anti-inflamatório
    Inibição parcial da MAGL ↑ Leve de 2-AG Reforço imunológico
    Agonista TRPV1 (“vanilloide”) Dessensibilização de nociceptores Alívio de dor neuropática e visceral
    Modulador alostérico negativo CB1 Reduz hiperatividade sem bloquear totalmente Evita efeitos psicoativos do THC
    Ativação 5-HT1A Receptor serotoninérgico Efeito ansiolítico potente
    Ativação PPARγ Receptor nuclear anti-inflamatório Neuroproteção, melhora barreira hematoencefálica
    Inibição da adenosina Efeito anti-inflamatório indireto Redução de edema e dor

    5. Diferenças Importantes entre Cães e Gatos

    Característica Cães Gatos
    Densidade de CB1 no cérebro Alta Muito alta (maior sensibilidade a THC)
    Metabolismo hepático (CYP450) Rápido Lento → maior meia-vida de canabinoides
    Biodisponibilidade oral CBD 13-19% 10-15%
    Meia-vida plasmática CBD ~4 horas ~2,5 horas
    Sensibilidade a THC Moderada (tremores, ataxia) Alta (tremores graves, hipotermia)
    Efeito colateral mais comum Elevação de fosfatase alcalina (ALP) Vômitos e salivação
    1.  

    Canabinoides como Adjuvantes em Cães

    Em cães, o CBD é bem absorvido oralmente (biodisponibilidade ~13-19%), com meia-vida de ~4 horas, permitindo dosagens BID. Estudos mostram redução de dor e convulsões, com efeitos adversos leves (ex.: elevação de ALP, diarreia). A Tabela 1 resume evidências.

    Tabela 1. Evidências de Canabinoides como Adjuvantes em Doenças Caninas

    Doença Nível de Evidência Achados Principais Dosagem Típica (mg/kg/dia) Referências
    Osteoartrite Moderado (RCTs, pilotos) Redução de dor (CBPI ↓30-50%), melhora mobilidade e QoL; adjuvante a analgésicos. 2-5 BID Gamble et al. (2018)
    Epilepsia Idiopática Moderado (RCTs duplo-cegos) ↓33% frequência de crises; ≥50% resposta em 43% dos casos; adjuvante a fenobarbital. 2-5 BID McGrath et al. (2019)
    Ansiedade/Estresse Baixo (estudos observacionais) ↓Comportamentos agressivos e estresse em separação/viagem; sem efeito em fobias agudas. 1.25-4 (única ou diária) Corsetti et al. (2021)
    Dermatite Atópica/Prurito Preliminar (retrospectivos, ex vivo) ↓Prurido e inflamação Th2; sem efeito em lesões cutâneas graves. 0.07-2.5 BID Loewinger et al. (2022)
    Câncer (Suporte) Anecdótico (relatos) Alívio sintomático (dor, apetite); sem evidência curativa. Variável (1-2 BID) Kogan et al. (2020)
    Doenças Oftálmicas Limitado (revisão) Potencial anti-inflamatório em uveíte/glaucoma; estudos iniciais. Não especificado Revisão (2024)

    *RCT: Ensaio Clínico Randomizado; BID: Duas vezes ao dia; QoL: Qualidade de Vida; CBPI: Canine Brief Pain Inventory.

    Canabinoides como Adjuvantes em Felinos

    Em felinos, a farmacocinética é similar, mas com meia-vida mais curta (2.5h) e menor biodisponibilidade (10-15%). Estudos são escassos, focando em dor e convulsões, com tolerância geral boa, mas maior incidência de vômitos. A Tabela 2 resume.

    Tabela 2. Evidências de Canabinoides como Adjuvantes em Doenças Felinas

    Doença Nível de Evidência Achados Principais Dosagem Típica (mg/kg/dia) Referências
    Osteoartrite Moderado (campo, placebo-controlado) ↓Dor (DORFOP/TRiP scores); melhora função (gait, jumping); dropout por efeitos GI. 4 (CBD+CBDA) diária Field study (2025)
    Epilepsia/Convulsões Preliminar (relatos, quimótipos) ↓Frequência/intensidade com alto CBD; adjuvante a anticonvulsivantes. Variável (quimótipo 3) Survey (2023)
    Ansiedade/Estresse Baixo (editorial, surveys) Potencial calmante; redução comportamental em estresse pós-operatório. 1-2 BID Editorial (2025)
    Dor Crônica (Geral) Preliminar (revisões) Melhora QoL; adjuvante em anestesia/pós-operatório. 1-2 BID Revisão (2025)
    Câncer (Suporte) Anecdótico (surveys) Alívio sintomático (náusea, apetite); uso comum mas sem RCTs. Variável Survey (2023)

    *GI: Gastrointestinal; DORFOP: Dog Osteoarthritis Revised Feline Owner Observation.

    Interações do CBD com Outros Fármacos: Foco em Cães e Gatos

    O canabidiol (CBD), principal fitocanabinoide não psicoativo da Cannabis sativa, é amplamente utilizado como adjuvante em medicina veterinária para condições como osteoartrite, epilepsia e ansiedade em cães e gatos. No entanto, suas interações farmacocinéticas (PK) e farmacodinâmicas (PD) com outros fármacos são cruciais para evitar toxicidade ou perda de eficácia. O CBD é metabolizado principalmente pelo citocromo P450 (CYP450, enzimas como CYP2D6, CYP3A4 e CYP2C19), inibindo-as in vitro, o que pode elevar níveis plasmáticos de substratos. Em pets, evidências são limitadas, mas estudos mostram baixa incidência de interações graves, com diferenças interespécies: cães metabolizam mais rápido (meia-vida ~4h, biodisponibilidade 13-19%), enquanto gatos têm absorção menor (meia-vida ~2,5h, biodonibilidade 10-15%) e maior risco de acúmulo. Abaixo, resumo mecanismos e interações baseadas em estudos recentes (2023-2025).

    1. Mecanismos Gerais de Interações do CBD

    • Farmacocinética (PK): O CBD compete por enzimas hepáticas (CYP450), reduzindo clearance de fármacos metabolizados por elas, levando a ↑concentrações séricas (risco de toxicidade). Também inibe transportadores como P-glicoproteína (P-gp), afetando absorção intestinal. Em cães, PK é dose-dependente e influenciada por veículo (óleo MCT melhora absorção).
    • Farmacodinâmica (PD): Sinergia ou antagonismo via SEC (CB1/CB2), ex.: potencializa analgésicos opioides ou anticonvulsivantes via modulação GABA/glutamato.
    • Fatores em Pets: Dieta (gorduras ↑absorção), idade (idosos ↓metabolismo) e coadministração crônica. Sem interações significativas com alimentos comuns, mas monitorar enzimas hepáticas (↑ALP em 20-30% dos cães).

    2. Interações Específicas em Cães e Gatos

    Estudos clínicos (ex.: PK em beagles e gatos domésticos) mostram interações mínimas com fenobarbital, mas potenciais com outros anticonvulsivantes. Tabela resume evidências.

    Tabela 1: Interações Farmacocinéticas e Farmacodinâmicas do CBD em Cães

    Fármaco Mecanismo de Interação Evidência em Cães Risco/Recomendação Referências
    Fenobarbital (anticonvulsivante) PK: Inibição CYP2C9/2C19; sem alteração significativa em AUC ou Cmax. PD: Sinergia anticonvulsivante. Nenhum impacto PK significativo em doses orais (2-5 mg/kg CBD + fenobarbital); ↓crises em 33% dos casos. Baixo risco; monitorar níveis séricos de fenobarbital.  
    Clobazam (anticonvulsivante) PK: ↑N-desmetilclobazam (metabólito ativo) via inibição CYP3A4. Extrapolado de humanos; estudos in vitro em cães mostram inibição CYP. Moderado; ajustar dose de clobazam se coadministrado.  
    Opioides (ex.: tramadol) PD: Sinergia analgésica via CB1 e receptores opioides. PK: Possível ↑níveis via CYP2D6. Melhora mobilidade em osteoartrite; sem toxicidade relatada em doses baixas. Baixo; útil como adjuvante para dor crônica.  
    Anticoagulantes (ex.: warfarina) PK: Inibição CYP2C9 → ↑efeito anticoagulante. Sem estudos diretos em cães; risco teórico baseado em humanos. Alto; monitorar INR e evitar coadministração.  
    Anti-inflamatórios (ex.: carprofeno) PD: Sinergia anti-inflamatória via CB2. PK: Sem interações significativas. Seguro em osteoartrite; ↓dor sem ↑efeitos GI. Baixo; combinação recomendada.  

    Tabela 2: Interações Farmacocinéticas e Farmacodinâmicas do CBD em Gatos

    Fármaco Mecanismo de Interação Evidência em Gatos Risco/Recomendação Referências
    Fenobarbital PK: Sem alteração em clearance ou AUC. PD: Potencial sinergia. Estudos PK preliminares mostram ausência de interações; meia-vida curta do CBD minimiza risco. Baixo; monitorar convulsões e enzimas hepáticas.  
    Anticonvulsivantes (ex.: zonisamida) PK: Inibição CYP3A4 → ↑níveis. Limitado; extrapolado de cães, com maior risco em gatos devido a metabolismo lento. Moderado; iniciar doses baixas de CBD.  
    Opioides (ex.: buprenorfina) PD: Sinergia para dor pós-operatória. PK: ↓absorção CBD em matriz lipídica. Melhora QoL em osteoartrite; sem efeitos adversos graves. Baixo; adjuvante promissor.  
    Anticoagulantes PK: Competição CYP → ↑sangramento. Sem dados diretos; risco teórico alto devido a baixa biodisponibilidade. Alto; contraindicado sem monitoramento.  
    Anti-inflamatórios (ex.: meloxicam) PD: Sinergia via redução citocinas. PK: Sem interações. Seguro em doses escalonadas (até 80 mg/kg); ↓prurido em dermatites. Baixo; monitorar fígado.  

    3. Considerações Clínicas e Recomendações

    • Monitoramento: Sempre verificar enzimas hepáticas (ALT, ALP) basal e a cada 2-4 semanas, especialmente em coadministração crônica. Em gatos, vigiar vômitos (incidência 10-15%).
    • Dosagens Seguras: Iniciar com 1-2 mg/kg BID; ajustar com base em PK (maior Cmax em cães).
    • Limitações: Estudos são de curto prazo (n<50); faltam dados em gatos. Produtos full-spectrum (com CBDA) podem alterar PK.
    • Conclusão: Interações são geralmente baixas, mas potenciais com substratos CYP. Consulte veterinário para personalização.

    Discussão

    Canabinoides atuam via SEC, reduzindo citocinas pró-inflamatórias e modulando GABA/glutamato, explicando benefícios em dor e epilepsia. Em cães, evidências são mais robustas para osteoartrite (redução >30% em scores de dor), mas ansiedade requer mais dados. Em felinos, estudos limitados destacam osteoartrite, com desafios como aceitação oral e efeitos GI (12% dropout). Segurança é alta (efeitos leves em <20% dos casos), mas interações com fármacos (ex.: fenobarbital) e variabilidade de produtos demandam padronização. Limitações incluem amostras pequenas (n<50) e viés de publicação; ensaios multicêntricos são essenciais.

    Conclusão

    Canabinoides, notadamente CBD, oferecem potencial adjuvante em osteoartrite e epilepsia para cães e felinos, com evidências emergentes para ansiedade e suporte oncológico. Benefícios superam riscos em doses controladas, mas uso deve ser supervisionado. Futuras pesquisas devem priorizar felinos e dosagens otimizadas.

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